Plano de paz Peres-Qurei sacode governo israelense
Ameaçando retirar seu Partido Trabalhista do governo de união nacional, Peres forçou Sharon a admitir na 2ª feira que estava ao par, o tempo todo, das conversações com o veterano negociador da OLP Ahmed Qurei, e que as havia aprovado.
Conforme o plano, que vazou no sábado para o diário israelense Yediot Achronot, os dois lados reforçariam um cessar-fogo definido pelo diretor da CIA George Tenet e iniciariam imediatamente a implementação das recomendações do Comitê Mitchell, patrocinado pelos EUA.
Aquele Comitê apelou pelo fim do bloqueiro israelense sobre áreas palestinas, o congelamento da atividade de assenatamento na Cisjordânia e Gaza, transferência dos fundos congelados à Autoridade Palestina e o fim dos “assassinatos dirigidos” de terroristas.
É esperado da Autoridade Palestina a quebra dos grupos terroristas, a coleta de armas ilegais e a criação de um único corpo militar no lugar das múltiplas facções presentes, cujas linhas de autoridade são pouco claras.
Sob o novo plano, um Estado se tornaria um imediato benefício para afastar os palestinos do campo de batalha e trazê-los de volta à mesa de negociações.
Conversações então se iniciariam sobre os temas que frustraram esforços anteriores para atingir um acordo de paz: fronteiras definitivas, Jerusalém, refugiados e outros assuntos.
Israel gostaria de concluir essas negociações dentro de um ano, e depois disso, ter dois anos para implementar o acordo.
Os palestinos demandamam um cronograma mais curto: nove meses para conversalções e 18 meses para implementação.
[ tradução parcial de artigo de David Landau publicado na JTA, por Moisés Storch ]

Ahmed Qurei foi 1º ministro da Autoridade Palestina
Tudo isso teria lugar dentro de oito semanas, de acordo com o plano Peres-Qurei. Israel então reconheceria um Estado palestino na Faixa de Gaza e em 42% da Cisjordânia, onde os palestinos já exercem controle total ou parcial.

Shimon Peres e Ariel Sharon
Peres diz que Israel deve mostrar aos palestinos a promessa de ganhos diplomáticos, caso se deseje que eles parem de atacar Israel.
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