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2004
O Acordo de Genebra, redigido por personalidades palestinas e israelenses, resultou em soluções justas para os principais problemas entre os dois povos, inclusive
as fronteiras do novo Estado Palestino
Um Profeta no Deserto
15/02/04

Meus pais eram os filhos indesejados da Europa que chegaram aqui com um amor não correspondido pelo continente que deixaram.

Estes são nossos parceiros nos Acordos de Genebra: a classe média secular [palestina] que sabe que será eliminada a não ser que haja paz com Israel... Nem todos (os colonos israelenses) são um assassino potencial de Rabin...


 

A Cerca de Israel Não É um Crime... 29/02/04

Acredito que a construção de uma cerca entre dois violentos inimigos não é uma idéia má, com uma condição: que a cerca deve ser construída entre meu jardim e o jardim de meu vizinho e não no meio do jardim de meu vizinho.

Em outras palavras, eu sou contra a localização desta cerca.

Acho errado construí-la no meio dos territórios palestinos. Ela deveria ser construída entre a Palestina e Israel.

 
Contra o Fanatismo
(Ediouro)
Um Grito Contra o Fanatismo 20/05/04

A crise atual no mundo não diz respeito aos valores do Islã. Não diz respeito, de jeito algum, à mentalidade dos árabes, como querem alguns racistas. Diz respeito à luta antiga entre fanatismo e pragmatismo. Entre fanatismo e pluralismo. Entre fanatismo e tolerância.

O Islã moderado é a única força que pode conter o Islã fanático. O nacionalismo moderado é o único poder capaz de frear o nacionalismo fanático, no Oriente Médio e em qualquer lugar. Mas é preciso que seja instaurada uma esperança concreta de condições melhores e da resolução dos problemas, para que os moderados saiam de seus refúgios e se imponham aos fanáticos.

Tel Aviv, 05/05/2004
Sair de Gaza Agora!
Por Um Mundo com Mais Imaginação 22/05/04

O nosso trabalho no Movimento PAZ AGORA é principalmente um trabalho com a opinião pública. O PAZ AGORA é uma ampla coalizão de socialistas esquerdistas, liberais centristas e pessoas religiosas.

Há membros judeus e árabes e, essencialmente, o movimento sustenta uma solução de dois Estados como está descrito no meu livro... É um movimento de voluntários que tem o apoio de aproximadamente metade da população do Estado de Israel hoje.


O israelense está cansado das desculpas esfarrapadas para não negociar com os palestinos
A Imaginação contra o Fanatismo 24/05/04

Israel deveria tirar imediatamente seus acampamentos de Gaza. Ao mesmo tempo não tenho um pingo de admiração pelos fanáticos islâmicos. É uma batalha entre errados e errados. Nós, israelenses, não deveríamos estar em Gaza, mas quando sairmos não haverá nenhum paraíso.

Também queria aproveitar para dizer as boas novas. As vastas maiorias dos judeus israelenses e dos árabes palestinos estão apoiando em pesquisas de opinião a divisão da terra que ocupam em dois Estados. Isso significa que o paciente está, a contragosto, pronto para a cirurgia, mas os cirurgiões são covardes.

 
Sari Nusseibeh, como Oz, nasceu em Jerusalém. É reitor da Universidade de Al Quds e co-autor da Iniciativa de Paz "A Voz dos Povos"
(veja a íntegra)
Oz e Nusseibeh recebem o
‘PREMI CATALUNYA’ pela PAZ

23/07/04

Os premiados não evitaram as questões mais controversas, como a do reconhecimento de Dois Estados, a divisão de Jerusalém entre eles, o desmantelamento de parte dos assentamentos judeus em terra palestina e o retorno de palestinos exilados não para suas casas, mas para uma nova Palestina.

Nem os judeus israelenses, nem os árabes palestinos, podem achar uma Pátria nacional em qualquer outro lugar. [Amós Oz]

...Nossas demandas como israelenses e palestinos são simples, desejamos viver em paz, e estamos preparados para fazer as concessões necessárias e dolorosas [para] podemos alcançar isto. [Sari Nusseibeh]


Amós Oz + Sari Nusseibeh
‘PREMI CATALUNYA 2004’

08/09/04

A par de seus inquestionáveis valores intelectuais e profissionais, tanto Sari Nusseibeh como Amós Oz têm contribuído para impulsionar duas iniciativas não oficiais cujo objetivo é chegar a uma solução negociada e alcançar uma paz definitiva, através da criação de Dois Estados independentes: A Voz dos Povos e o Acordo de Genebra.

A primeira, apresentada em junho de 2003 por Nusseibeh e o ex-chefe dos serviços de segurança de Israel Ami Ayalon, consiste de um documento com alguns princípios básicos que foram subscritos por milhares de pessoas israelenses e palestinas. O Acordo de Genebra foi assinado em novembro de 2003 por esquerdistas israelenses, Amós Oz entre eles, e membros do movimento laico palestino.

 
Oz: A mídia prefere
o sangue...
Amós Oz, da Escuridão ao Amor
28/09/04

Os que nos situamos no campo da paz levamos sempre a pior parte, porque explodir uma estação de trens em Madri é mais notícia na TV do que realizar um grande e trabalhoso congresso pela paz.

Derramamento de sangue, tanques na rua, carros bombas que explodem, dão fotos mais interessantes...Mas as pesquisas demonstram que a maioria dos israelenses e dos palestinos apóiam uma solução intermediária.

Estas maiorias existem... mas tanto os palestinos como os israelenses temos dirigentes que são um desastre.

Palestinos e Israelenses
estão dispostos a criar Dois Estados
03/10/04

Israel tem que abandonar os territórios ocupados, e os árabes têm que reconhecer a existência de Israel e conviver em paz. Creio em uma solução de dois Estados, Israel e a vizinha Palestina.

É algo muito simples que estou convencido de que acontecerá, não sei quando, é só questão de tempo, porque nem os palestinos nem os judeus temos outro país para onde ir.

Temos que dividir a casa em dois apartamentos e aprender a viver como vizinhos civilizados.

 
Você sabe quando precisa ir.
Evacuar Gaza!
Humor Divino 07/10/04

Tenho 65 anos: sou mais velho do que o meu país. Nasci em Jerusalém, comédia multi-étnica que às vezes acaba em tragédia.

Cada língua é um instrumento musical: pequeno ou grande cada um é irrepetível.

O humor é o melhor antídoto contra o fanatismo.

 
Saiamos dos Territórios.
Pelo bem de Israel.
Exaustão e Falência 01/11/04

A falência do campo da ‘Grande Terra de Israel’ manifesta-se, mais do que qualquer coisa, no fato de que ele cessou de afirmar seu propósito principal. Os belicistas não mais se preocupam em declarar ‘não devemos renunciar nem a um centímetro’.

Esses argumentos foram removidos de seus arsenais porque talvez eles mesmos tenham entendido o quanto eles são prejudiciais...

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