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| 2000/2003 |
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Ao Final Haverá Dois Estados |
01/12/00 |
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| Após a rejeição por Yasser Arafat das ofertas feitas por Ehud Barak, Oz assegura que a posição da esquerda pelo diálogo não fracassou. Mas diz que Israel deverá definir unilateralmente suas fronteiras, e se retirar de todas as zonas densamente povoadas pelos palestinos. |
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Sair dos Territórios! |
Mesmo
sem paz, governar outra nação é errado |
08/01/01 | ||||
| Implementar o direito de retorno palestino equivale à anulação do direito de autodeterminação do povo judeu. Isso fará com que os judeus sejam um grupo étnico minoritário. A implementação do direito de retorno significa erradicar Israel. A resolução original das Nações Unidas, de novembro de 1947, legaliza dois Estados independentes para se estabelecer no território disputado, um para o povo judeu e outro para o povo palestino. |
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A Síndrome da Paz | 07/02/01 | ||||
| Em entrevista à VEJA, Amós Oz diz que a fadiga pelo conflito constante levará palestinos e judeus à paz, por concessões mútuas Defensor de um Estado palestino, fala com dureza sobre os vizinhos árabes e os responsabiliza pela atual situação de violência permanente, que deverá favorecer, nas eleições desta semana em Israel, o linha-dura Ariel Sharon... |
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O Mesmo Mar | 15/04/01 | ||||
| “Tel-Aviv é um lugar que apaga as coisas. Escreve, apaga, e estamos sempre a respirar pó de giz...” O que poderia ser mais oportuno do que um livro de Oz bem agora, quando seu país chega à outra encruzilhada - há meses com uma nova intifada (levante) e depois da eleição de Ariel Sharon, o primeiro-ministro mais direitista de toda a história israelense? |
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Um Presente de Yasser Arafat | 02/07/01 | ||||
| Ehud Barak foi tirado do cargo pelas urnas, pela mesma razão que causou o assassinato de Yitzhak Rabin no outono de 1995 e a derrota de Shimon Peres na primavera de 1996: esses três tinham qualidades que faltam a Yasser Arafat: a coragem de ceder e fazer a paz mesmo quando seu povo os chama de traidores... |
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Amós Oz participou da redação deste documento histórico, assinado por dezenas de personalidades dos dois lados, que gerou a formação da Coalizão Israelense-Palestina pela Paz O endosso de centenas de brasileiros deu origem à rearticulação dos Amigos Brasileiros do PAZ AGORA |
Declaração conjunta israelense-palestina | 01/09/2001 | ||||
| NÃO
AO DERRAMAMENTO DE SANGUE, NÃO À OCUPAÇÃO! ... A despeito de tudo, nós ainda acreditamos na humanidade do outro lado, que nós temos um parceiro para a paz, e que uma solução negociada para o conflito entre nossos povos é possível. Erros foram cometidos em todos os lados, a troca de acusações e atribuições recíprocas de culpas não é uma política e não substitui um envolvimento sério... Vemos como nosso dever trabalhar juntos, e cada um de nós em sua própria comunidade, para por um basta na deterioração de nossas relações, para reconstruir a confiança, o crédito e a esperança pela Paz. |
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Sharon é um presente de Arafat | 09/09/01 | ||||
| Infelizmente, no dia seguinte à assinatura dos acordos de Oslo, ambos os lados começaram a miná-lo. Os israelenses, ao construir novas casas nos territórios ocupados. Os palestinos, mantendo o incitamento ao ódio aos israelenses nas escolas, na mídia, e dizendo a seu povo que a retomada de Gaza e Cisjordânia seria o primeiro passo para a libertação total da Palestina. |
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As Duas Faces do Fanatismo | 13/09/01 |
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| O crime hediondo cometido contra Nova York e Washington vem nos lembrar, de maneira contundente, que esta não é uma guerra entre religiões nem uma luta entre países. É, mais uma vez, a batalha entre fanáticos, para quem os fins - sejam eles religiosos, nacionalistas ou ideológicos - santificam os meios, e o resto de nós, que atribuímos santidade à própria vida. Lembremo-nos: nem o Ocidente, nem o islamismo, nem os árabes são o 'Grande Satã". O "Grande Satã" é personificado no ódio e no fanatismo. |
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| Não Continuem Calados! | 01/11/01 |
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| Agora é necessário que toda pessoa com consciência e coração erga a sua voz e exija dos governos do Líbano e da Síria sob cujas sombras a organização Hizbolá prospera, e do governo do Irã que cria e sustenta esta organização, e também da ONU, para [...] atingir os que agem com crueldade... O comportamento dos membros da Hizbolah desvia-se da realidade da guerra para o sadismo. Pessoas como eu, que há mais de trinta anos lutam por uma paz justa, pelo fim do domínio e pelo reconhecimento dos direitos nacionais do povo palestino, talvez mereçam que a opinião pública em toda parte dê ouvidos à sua voz... |
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Travamos Duas Guerras |
04/04/02 |
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| Uma
é a guerra da nação palestina para libertar-se da
ocupação e por seu direito a um Estado independente. Qualquer
pessoa de bem deve apoiar essa causa. A segunda guerra é travada pelo islã fanático, desde o Irã até Gaza, desde o Líbano até Ramallah, para destruir Israel e expulsar os judeus de sua terra. |
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Que Estamos Esperando? |
11/07/02 |
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| Os refugiados palestinos são a dimensão mais premente do conflito, porque essas pessoas estão sofrendo todos os dias em condições sub humanas. O desespero deles é a fonte primordial do problema de segurança de Israel. | ||||||
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O Significado da Pátria |
01/03/2003 |
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| O direito dos judeus à Terra de Israel é comparável ao de uma pessoa que está prestes a se afogar e tem uuma única tábua para salvá-la. Mas essa terra, que é sua Pátria, também é a Pátria dos palestinos... | ||||||
| Povos Estão à Frente de Seus Líderes |
05/06/2003 |
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| Não
esperemos uma lua-de-mel repentina entre inimigos mortais. Esperemos e
incentivemos um divórcio doloroso e a divisão da residência,
que já era muito pequena, em dois apartamentos distintos, ainda
menores.
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| Os Crimes de Oslo |
10/06/03 |
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| A
pacificação exige - além da perícia, da astúcia,
da cautela e da sofisticação - também uma imensa
dose de boa fé.
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![]() Fronteiras acordadas para o Estado Palestino |
Genebra:
Nós Limpamos o Terreno para a Paz Amós Oz descreve os meandros da negociação para os Acordos de Genebra |
17/10/03 |
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| Eis
o seu princípio básico: nós acabamos com a ocupação
e os palestinos acabam com a sua guerra contra Israel. Nós renunciamos
ao sonho de um Grande Israel e eles renunciam ao sonho de uma Grande Palestina. |
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![]() Genebra, 01/12/2003 Yossi Beilin, ex-ministro de Israel e Yasser Abed Rabbo, ex-ministro da Autoridade Palestina lançam o ACORDO DE GENEBRA, uma iniciativa de paz abrangente negociada por por dezenas de personalidades dos dois povos. Amós Oz participou da redação. |
INICIATIVA
DE GENEBRA (leia o texto integral em português) |
01/12/03 |
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| O
documento histórico aponta soluções possíveis
para os pontos mais críticos do conflito entre os dois povos, como
fronteiras, Jerusalém, lugares santos, refugiados e água. Entre os participantes de ambos os lados há pessoas que já ocuparam posições oficiais de governo no passado e pessoas que as continuam ocupando atualmente. Este Acordo marca a reconciliação histórica entre palestinos e israelenses, e pavimenta o caminho para a reconciliação entre o Mundo Árabe e Israel e o estabelecimento de relações normais e pacíficas entre os estados árabes e Israel em conformidade com as relevantes cláusulas de Resolução da Liga Árabe em Beirute em 28/03/2002. No contexto do processo do Road Map, o presente modelo de acordo significa uma aceitação recíproca e o final efetivo dos conflitos - a ser alcançado em 2005, além de constituir uma resposta aos céticos e aos que julgam que os acordos serão temporários ou inconclusos. Este acordo tratará da criação de um Estado Palestino soberano ao lado do Estado de Israel, pondo fim à ocupação e ao sangrento conflito, além de acabar com as reclamações e reivindicações de ambas as partes. |
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![]() POR UM FUTURO MELHOR Quatro cartas entre Oe e Oz |
KENZABURO
OE e AMÓS OZ: A Dor Compartilhada (NELSON ASCHER) |
10/01/99 |
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| Assim
com o escritor japonês Kenzaburo Oe, Nobel de 1994, é influenciado
por Hiroshima, o israelense Amós Oz tem as marcas de Auschwitz.
Se há algo que fez dos dois escritores asiáticos pessoas tão admiradas por alguns quanto detestadas por outros é justamente a rejeição ao reducionismo e a compreensão nuançada de situações complexas. Acima de suas diferenças, isso é o que converge em seu diálogo e o torna possível. |
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