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É preciso de muita energia e disposição para fazer literatura e apostar na paz num ambiente de guerras. Amós Oz é autor de uma obra que vai desde o refinamento psicológico dos casais quando abrem a sua "A Caixa Preta", passa pela infância onde conhece as sutilezas da vida que sempre oculta uma 'Pantera No Porão", desvenda amores e almas femininas como em "Meu Michel", explora a linguagem poética d' "O Mesmo Mar" e deságua no monumental "Amor e Trevas" - uma autobiografia onde a sua própria criação e a do Estado de Israel podem ser lidos como um único texto. Um escritor completo que, como quem conta um conto, ainda nos revela os mistérios da escrita em "E a historia começa"...

                                          Paulo Blank, psicanalista, escritor e ativista do PAZ AGORA | BR

 

AMÓS OZ é um expoente da literatura contemporânea israelense. Em 1991 foi eleito membro pleno da Academia de Letras Hebraicas; recebeu o Prêmio de Frankfurt pela Paz em 1992 e ganhou o Prêmio Israel de Literatura, o mais prestigioso do país, em 1998 (50º ano da Independência de Israel), recebeu o Prêmio Femina na França e o Prêmio da Paz em Frankfurt, e foi indicado para o Prêmio Nobel de Literatura em 2002.

Em 2004 recebeu o Premi Internacional Catalunya, junto com o pacifista palestino Sari Nusseibeh, e também Prêmio de Literatura jornal alemão Die Welt, por seu livro Uma história de amor e escuridão (publicado no Brasil). Para o jornal, Oz escreveu um daqueles romances que um escritor, uma década e um país só produzem uma vez.

Publicou cerca de duas dezenas de livros em hebraico, e mais de 450 artigos e ensaios em revistas e jornais israelenses e internacionais. Seus livros e artigos foram traduzidos em muitas línguas, inclusive para o português.

EM 2007, logo Após receber O Prémio Príncipe de Astúrias das Letras na espanha, veio ao brasil, onde teve participação destacada em paraty na FLIP,

Além de suas obras de ficção, Oz escreveu intensamente para o jornal do Partido Trabalhista Davar e (desde o fechamento do Davar na década de 1990) para o Yediot Achronot, tendo seus artigos freqüentemente traduzidos pela imprensa internacional, inclusive em grandes jornais e revistas do Brasil.

(Os títulos citados em português foram publicados no Brasil. Clicando sobre eles você lê uma resenha)

LIVROS
· The Land of Israel

· Under This Blazing Light

· Elsewhere, Perhaps 1985

· Where the Jackals Howl

· The Hill of Evil Counsel 1991

· Touch The Water, Touch The Wind 1991

· A Perfect Peace

CONHECER UMA MULHER  
(Cia das Letras - 1992)

Após a estranha morte acidental da esposa, um agente secreto israelense se retira para o subúrbio. Após toda uma vida descobrindo os segredos de outros, é forçado a rever as mentiras que contou para si mesmo.

FIMA  
(Cia das Letras - 1996)

Fima teve diversos amores, foi um jovem poeta promissor, meditou acerca do sentido do universo, polemizou sobre os descaminhos de Israel...


NÃO DIGA NOITE
(Cia das Letras - 1997)

Vivendo o cansaço acumulado em sete anos de convivência, o urbanista Teo e a professora de literatura Noa narram seu dia-a-dia em monólogos interiores que vão iluminando para o leitor a crise conjugal do casal...

Assista em video uma entrevista de AMÓS OZ sobre este livro:


PANTERA NO PORÃO (Cia das Letras - 1999)

Jerusalém, verão de 1947, o último da ocupação britânica em Israel. Um garoto de doze anos, membro imaginário da resistência judaica clandestina, faz amizade com um sargento inglês que ama as tradições hebraicas.


O MESMO MAR (Cia das Letras - 2001)

Neste romance introspectivo e poético, as guerras existem, mas são guerras da intimidade - como a do próprio Oz, que no livro aparece no papel de um escritor e faz referência a uma tragédia pessoal - o suicídio de sua mãe, quando ele tinha doze anos.

MEU MICHEL
(Cia das Letras - 2002)

Hana Gonen, nascida em Jerusalém, é casada com um geólogo - o 'meu Michel' - calmo, trabalhador, sensível, que ao contrário da mulher, se recusa a estender seus sonhos para além da linha do despertar.

A CAIXA PRETA
(Cia das Letras - 2003)
Anos depois do divórcio escandaloso, a esposa rejeitada Ilana emerge das cinzas do tempo, da distância e do rancor para passar a limpo seu casamento com Alex Guideon, professor e escritor mundialmente famoso.
CONTRA O FANATISMO
(Ediouro - 2004)
Compilação de três conferências realizadas no Fórum de Literatura da Universidade de Tübingen, na Alemanha. A crise atual no mundo, no Oriente Médio, em Israel e na Palestina, não diz respeito aos valores do Islã. Não diz respeito, de jeito algum à mentalidade dos árabes, como querem alguns racistas. Diz respeito à luta antiga entre fanatismo e tolerância...
SUMRI
(Ática - 2005)
Uma comovente narrativa de um menino que encontra seu primeiro amor. Um retrato da passagem para a adolescência - os amigos, a escola, a família, os hábitos e as impressões sobre a cidade de Jerusalém.
DE AMOR E TREVAS
(Cia das Letras - 2005)
Entre a autobiografia e o romance, 'De Amor e Trevas' é a extraordinária recriação dos caminhos percorridos por Israel no século XX, da Diáspora à fundação de uma nação e de uma língua - o hebraico moderno. É também uma reflexão sobre a história do sionismo e a criação de Israel como necessidade histórica de um povo confrontado com a ameaça de extinção. Excelente tradução de Milton Lando, que lamentavelmente faleceu antes de ver a obra publicada.
Como Curar um Fanático (inglês)
(Princeton University Press - 2006)

Em dois ensaios, Oz separa o conflito em seus componentes políticos e religiosos e o focaliza no desejo simbiótico daqueles que nos dois lados desejam elevá-lo ou santificá-lo para níveis de fanatismo que impedem qualquer solução racional.

Aqui você pode ler uma tradução exclusiva do início do livro para o português.

Clicando na foto abaixo, assista a antológica palestra na Princeton University que resultou em parte do livro:

De Repente, nas Profundezas do Bosque
Companhia das Letras 2007
Escritor israelense questiona a falta de tolerância e mostra numa fábula para crianças e adultos que "a vida sem o outro é triste":

A história mostra o que acontece quando, por exemplo, falta amor a uma família. De um ponto de vista mais pessoal, é um questionamento sobre como pode ser possível viver junto sem tolerar o outro

E a História Começa
Companhia das Letras 2007
Que escritor não passou pela experiência de estar diante de uma página em branco?

Grandes autores escreveram e reescreveram a primeira frase de um livro várias vezes.

Começar a contar uma história, escreve Amós Oz, é como passar um cantada numa pessoa inteiramente desconhecida.

A partir de sua experiência como romancista, professor e critico literário, Oz tece inspirados comentários sobre as estranhas e sedutoras formas pelas quais diferentes autores iniciaram suas obras.

Leia AQUI a Introdução do livro (.pdf)
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