<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Amigos Brasileiros do PAZ AGORA</title>
	<atom:link href="http://www.pazagora.org/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.pazagora.org</link>
	<description>Amigos Brasileiros do PAZ AGORA</description>
	<lastBuildDate>Sun, 25 Mar 2012 18:03:05 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>Amós Oz: &#8220;Entre Amigos&#8221;</title>
		<link>http://www.pazagora.org/2012/entre-amigos-between-friends-novo-livro-e-entrevista/</link>
		<comments>http://www.pazagora.org/2012/entre-amigos-between-friends-novo-livro-e-entrevista/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 12:36:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pazagora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Newsletter]]></category>
		<category><![CDATA[2 Estados]]></category>
		<category><![CDATA[Amos Oz]]></category>
		<category><![CDATA[Between Friends]]></category>
		<category><![CDATA[Entre Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Hulda]]></category>
		<category><![CDATA[kibutz]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pazagora.org/?p=8813</guid>
		<description><![CDATA[Em novo livro, Amós Oz volta à vida do kibutz, focalizando seu olhar sobre a solidão que existia numa sociedade onde não haveria lugar para solidão. Numa ampla entrevista, Oz explica  a razão de recentemente não vir expressando sua opinião em questões políticas – e quebra seu silêncio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
<span style="color: #800000; font-size: medium;">Entrevista </span></strong><span style="color: #800000; font-size: medium;">de<strong> Amós Oz </strong>por<strong> Niva Lanir<br />
</strong></span></p>
<p style="padding-left: 30px;">Entre os personagens do novo livro de histórias curtas de Amoz Oz, aparecem Zvi Provizor, um jardineiro pessimista; David Degan, professor e marxista devoto, que reserva seu amor para a <em>chazanut</em> (canto litúrgico) e mulheres; Henya Kalish, cujo rico irmão quer bancar estudos na Itália para seu filho Yotam, enquanto este se pergunta se teria coragem para deixar o kibutz e partir para o mundo de mãos vazias; Nina Sirota, jovem de opinião, que não suporta ficar com seu marido nem por mais uma noite; e Martin Vandenberg, sobrevivente do Holocausto e sapateiro, cujo orgulho e alegria é o esperanto.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Alguns dos personagens de <strong><em>Entre Amigos</em></strong> (lançamento Keter Books, em hebraico‏) são reformistas crônicos do mundo, ainda que alguns deles entendem que tal tarefa está além de suas capacidades e apenas remendam  o que aconteceu de errado nas suas vidas. Outros, como Nina, esperam que “nos próximos 10 ou 20 anos, o kibutz irá se tornar um lugar bem mais tranquilo. Agora, todas as cordas já estão esticadas até o limite e a máquina toda ainda está se agitando com muito esforço”.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Enquanto isto, no Kibutz Yikhat, ao final dos ‘50s, pessoas vagam pelas trilhas e suas vidas ficam emaranhadas e se partem. Amós Oz os observa – seus medos, agruras, esperanças e anseios com um olhar sóbrio, com toques leves e delicados, com empatia. Oferece aos seus leitores uma forma de homenagem ao seu próprio passado, ou talvez recordações e despedidas vindas de longe. Afinal, a máquina há muito parou de se agitar.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Em 1965, 47 anos atrás, Amós Oz publicou seu primeiro livro &#8211; <strong><em>Where the Jackals Howl</em></strong> [Onde os Chacais Uivam] &#8211; uma coleção de histórias tendo como cenário a vida de kibutz. Eventos sérios aconteciam nos campos da comunidade coletiva e por trás das portas fechadas das suas casas. Havia pouco folga, se é que havia alguma, no <strong><em>Jackals</em></strong>. As histórias de <strong><em>Entre Amigos</em></strong> foram escritas num tom diferente e com um tipo muito diverso de olhar.</p>
<p style="padding-left: 30px;">“Fazia uns 40 anos que tinha escrito <strong><em>Where the Jackals Howl</em></strong>, diz Oz, que fará 73 anos em maio, “mas lembro que as histórias eram sobre paixões fortes. As histórias em <em><strong>Entre amigos</strong></em> são sobre renúncia e ansiedade. O kibutz é o mesmo kibutz. Existe uma cerca. O que está dentro da cerca é iluminado, o que está de fora – os pomares, os <em>wadis</em> [riachos secos] e as ruínas da aldeia árabe – ficam no escuro. No primeiro livro, o olhar era mais pelo lado de fora, enquanto aqui o foco é mais interior”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000; font-size: medium;"><strong>1ª parte - Vida no kibutz</strong></span><br />
<em><strong>Yikhat é um nome estranho para um kibutz. Por que Yikhat?</strong></em></p>
<p><strong><em></em></strong><br />
Escolhi este nome por causa da associação distante [em hebraico] com algo preciso e enfadonho. O primeiro ideal do <em>kibutz</em> era preciso: transformar instantâneamente a natureza humana. Efetivamente, eles [os fundadores] assentaram-se como num acampamento de jovens, na crença inocente de que teriam para sempre 18 ou 20 anos.<br />
Um acampamento de jovens que haviam se libertado dos pais, de todas as proibições e inibições do<em> shtetl</em> [aldeia de judeus na Europa Oriental] e da religião judaica – um acampamento no qual tudo é permitido, inundado por um êxtase permanente, onde a vida está sempre num pico. Você trabalha, discute, ama e dança até perder as forças. Era infantil, claro.</p>
<div id="attachment_8823" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/03/Amos-Oz-com-o-amigo-Oded-Kotter-K.Hulda-1974.jpg"><img class="size-full wp-image-8823" title="Amos Oz com o amigo Oded Kotter - K.Hulda 1974" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/03/Amos-Oz-com-o-amigo-Oded-Kotter-K.Hulda-1974.jpg" alt="Amos Oz com o amigo Oded Kotter - Kibutz Hulda 1974" width="468" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">Amos Oz com o amigo Oded Kotter - Kibutz Hulda 1974</p></div>
<p>Com o tempo, tornou-se tedioso. E então, o que aflorou foram as constantes da natureza humana. A vulnerabilidade, o egoísmo, a ambição, o materialismo e a ganância. Foi um sonho abandonado, imaginando que seria possível triunfar sobre todas aquelas forças, renascer e criar um novo ser humano sem as limitações do velho.</p>
<p>Como em tudo que escrevo, a fonte de <em><strong>Entre amigos</strong></em> é a curiosidade. Levanto todas manhãs às 5 [em Arad], caminho por meia hora pelo deserto, volto para casa e tomo uma xícara de café, sento à mesa e me pergunto o que diria eu se fosse ele, o que faria se fosse ela.</p>
<p>Acho que uma pessoa curiosa é um pouco mais moral do que uma que não é, porque às vezes entra na pele de outra. Acho que uma pessoa curiosa é até uma melhor amante do que uma que não o seja. Mesmo a minha abordagem política para a questão palestina, por exemplo, saltou da curiosidade. Não sou um especialista em Oriente Médio, nem um historiador ou estrategista. Apenas me perguntava, desde muito jovem, como eu seria se fosse um deles.</p>
<p>Então, é isto o que faço – levanto de manhã e me pergunto: E se&#8230;?  É assim que vivo e assim que escrevo. E é assim que também nasceu este livro. Da curiosidade que saltou em mim, sobre pesonagens que vêm de não sei onde e começa a me coçar.</p>
<p><em><strong>O livro foi escrito como uma despedida do kibutz?</strong></em></p>
<p>A verdade é que eu nunca deixei completamente [o kibutz] Hulda. Muitos dos meus sonhos acontecem ali, refletindo uma relação não resolvida com o kibutz.</p>
<p>Eu não saí abruptamente. Saí por causa da saúde do meu filho Daniel. Havia algumas coisas que não me agradavam na vida do kibutz. Mas sinto a ausência das coisas de que gostava. E neste livro procurei voltar e olhar para elas. Especialmente para a solidão de uma sociedade na qual (supostamente) não havia espaço para solidão. Em algumas das histórias, é retratada uma situação de “quase toque”. As pesoas quase que se tocam, mas algo as bloqueia. Como na pintura de Michelângelo onde as pontas dos dedos quase se tocam.</p>
<p>Tenho muita curiosidade sobre a solidão e o encanto, ou por momentos de encanto em meio à solidão, porque descrevem a condição humana. As histórias se desenvolvem num kibutz, mas falam de situações universais, sobre as forças mais básicas da existência humana. Sobre solidão. Sobre amor. Sobre perda. Sobre morte. Sobre desejo. Sobre renunciar e sobre ansiar.</p>
<p>Na verdade, sobre as questões simples e profundas familiares a qualquer pessoa.<br />
Conheci um velho <em>kibutznik</em> &#8211; Ephraim Avneri. Eu gostava muito dele. Ephraim Avneri costumava dizer: ‘Durante os primeiros dias do kibutz, eu era sozinho como um dedo’. Eu não entendia isso. Afinal, o dedo é parte de um grupo. Até que entendi: quando um dedo está ereto e os outros dobrados, a solidão é dobrada.</p>
<p>É muito difícil escrever sobre gente boa. É muito mais fácil escrever de pessoas que são perversas, perturbadas ou depravadas. Este livro é sobre gente comum que perdeu alguma coisa. Que não sabe o que, nem onde, mas está procurando. Também há histórias sobre a ambição que muda o mundo. Sobre os que querem reformar o mundo e sobre a tragicomédia de reformadores do mundo. Gente que acredita que se apenas  segurassem um cordão de sapato e o puxassem, seriam capazes de mudar o mundo.</p>
<p>No enterro de Moshe Hess, um dos veteranos de Hulda, com o túmulo cercado por ‘gente velha’ dos ’60 e ’70, rostos com as cabeças cobertas, um dos jovens explodiu &#8211; ‘Vocês tem de saber que são os judeus mais maravilhosos que produzimos desde a destruição do Templo. Nenhum judeu antes carregou em seus ombros o que vocês carregam e nenhum o fará despois de vocês’. Em <em><strong>Entre amigos</strong></em>, olho para essa gente mais uma vez. Não apenas para a carga que carregaram. Também para o seu fanatismo, seu dogmatismo e sua devoção quase-religiosa.</p>
<p><strong>Em <em>Um Conto de Amor e Escuridão</em> você escreve: ‘Aí, na idade de 14 e meio, alguns anos após a morte da minha mãe, matei meu pai e todos de Jerusalém, mudei meu nome e fui sozinho para o <em>kibutz</em> Hulda para viver ali sobre as ruínas’. Como um menino de 14 anos e meio toma uma decisão tão complicada? E como lembra sua chegada a Hulda?</strong></p>
<p><strong></strong><br />
Fui para Hulda para me rebelar contra meu pai. Queria ser tudo aquilo que ele não era e não ser o que ele era. Ele era um estudioso, decidi ser motorista de trator. Ele era de direita, tornei-me um socialista. Ele era baixo, decidi ser muito alto. Esta não funcionou.<br />
Cheguei sozinho, com uma grande mochila que eu mal conseguia carregar, e fui procurar Ozer Huldai, o diretor da escola. Era assustador morar num quarto com dois estranhos e sair da cama às 5:30 da manhã para trabalhar</p>
<p>Havia um campo de beterrabas em Hulda, e tínhamos que arrancá-las da terra. As beterrabas eram grandes e eu era pequeno. Imaginava que seria duro vencer um dia de trabalho, mas não tanto. Perigo de vida. Martírio. Após 10 beterrabas, sabia que não ia conseguir, mas eu me dizia: tenho que fazer. Ficava atrás da linha [dos trabalhadores] porque todos eles eram grandes e bronzeados e robustos, enquanto eu era fraco e pequeno. O mais duro é que eu ficava atrás até das meninas. É difícil em qualquer lugar ser o menino fraco, mas é ainda pior numa sociedade que exalta a resiliência e a resistência. Foram tempos duros. As pessoas caçoavam de mim. Faziam graça, me agrediam.</p>
<p><em><strong><br />
Você era o que se conhece na linguagem do kibutz como ‘garoto de fora’&#8230;</strong></em></p>
<p>Eu era um garoto de fora, mesmo antes de chegar a Hulda. Ser um garoto de fora é uma condição existencial, não uma condição no<em> kibutz</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Como você escolheu o nome “Oz” [no lugar do sobrenome original Klausner] ?</strong></em></p>
<p>Aos 14 anos e meio, Oz [“força” ou “poder” em hebraico] era exatamente o que me faltava. A escolha do nome foi um assobio no escuro, para me encorajar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Foi correta sua decisão de viver em Hulda “sobre as ruínas”?</strong></em></p>
<p>Não me arrependo disto nem por um segundo. Lamento algumas das experiências que meus filhos tiveram no <em>kibutz</em>. Houve algumas ocasiões duras, mas deixei Hulda sem raiva. Para mim, o <em>kibutz</em> foi a universidade mais avançada sobre a natureza humana. Passei 30 anos com 300 pessoas numa proximidade íntima.</p>
<p>Eu via tudo – eles e suas vidas – e conhecia seus segredos. Se eu tivesse passado 30 anos em Tel Aviv ou New York, não teria tido a menor chance de me tornar tão intimamente ligado a 300 almas. O preço é que eles sabiam sobre mim mais do que eu gostaria que eles soubessem. Mas este é um preço razoável. Em termos do que escrevo, ou aprendi no<em> kibutz</em> muito do que sei sobre a natureza humana.</p>
<p><strong>Existem algumas descrições impiedosas em Entre Amigos. A culpa é do kibutz?</strong></p>
<p>Alguém que vive numa sociedade comum e tem uma infância nojenta culpará os pais. A mesma pessoa, se viver no <em>kibutz</em> com as mesmas crianças nojentas, culpará o<em> kibutz</em>. Alguém que viva numa sociedade regular e não satisfaça suas ambições culpará a si próprio ou o patrão. Se viver no <em>kibutz</em>, irá culpar o <em>kibutz</em>.</p>
<p>Diferentemente de outros, eu não mato mais vacas sagradas. Houve um tempo em que o fazia. Não hoje. Em qualquer estábulo existe uma velha vaca doente cercada por um rebanho de animais exultantes.  Eu fico sempre do lado da vaca. Não é por que eu não saiba do fedor que a vaca põe para fora. Tampouco porque eu a cultue. Mas entre a vaca e e os açougueiros que ficam em volta – eu prefiro a vaca. Eu estou falando de sionismo, de <em>kibutz</em> e de movimento trabalhista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;">Em seu livro de memórias <strong>Um Conto de Amor e Escuridão</strong>, Oz descreve suas ansiedades como escritor novato. Ler Hemingway e Remarque elevou seu espírito, mas também o encheu de receio. Não havia tido as suas experiências tumultuadas de vida, de guerra e de luta pela liberdade. “Ninguém que não tivesse experienciado aquele mundo poderia receber nem meia autorização temporária para escrever histórias ou romances”, escreveu. Mais ainda, um escritor precisava viver num “lugar de verdade” Paris, Madrid, New York, Monte Carlo. “Mas aqui, no <em>kibutz</em>, o que havia? Um galinheiro, um celeiro, casas de crianças”…</p>
<p style="padding-left: 30px;">Oz encontrou a solução para este problema em <strong>Winesburg, Ohio</strong>, uma coletânea de histórias de Sherwood Anderson publicada em 1919. Em <strong>Um Conto de Amor e Escuridão,</strong> Oz observa que o trabalho de Anderson “era uma sequência de histórias e episódios que nasciam umas das outras, conectando-se entre si, particularmente porque todas elas se davam numa única pequena cidade provinciana, pobre e esquecida. Era habitada por gente simples: um velho carpinteiro, um jovem sem compromisso, um dono de hotel e uma camareira. As historias também se conectavam umas às outras porque os personagens passavam de história em história: Os personagens centrais de uma história reapareciam como coadjuvantes em outra”.<br />
Os personagens e eventos em <strong>Winesburg, Ohio</strong> eram o que Oz “supunha não terem lugar na literatura”. Eles ficavam, pensava até então, abaixo de uma faixa de aceitabilidade”.</p>
<p style="text-align: right; padding-left: 60px;"><strong><span style="color: #008080;">&gt;&gt; leia página seguinte</span></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pazagora.org/2012/entre-amigos-between-friends-novo-livro-e-entrevista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sonhe a Paz. Faça a Paz Agora</title>
		<link>http://www.pazagora.org/2012/sonhe-a-paz-faca-a-paz-agora/</link>
		<comments>http://www.pazagora.org/2012/sonhe-a-paz-faca-a-paz-agora/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 23:06:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pazagora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clips e filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Newsletter-multimidia]]></category>
		<category><![CDATA[Ong's]]></category>
		<category><![CDATA[Leonard Cohen]]></category>
		<category><![CDATA[The Fund for Reconciliation Tolerance and Peace]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pazagora.org/?p=8802</guid>
		<description><![CDATA[“A imaginação muita vezes nos leva a mundos que não existem. Mas, sem ela, não vamos a lugar nenhum"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-large;"><strong>Sonhe a Paz</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">Faça a Paz entre israelenses e palestinos AGORA &#8211; não espere o amanhã</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;">Veja e Compartilhe  (versão em inglês)</span></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/9Etmw9ldAaU" frameborder="0" width="640" height="360"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #f6082e; font-size: medium;"> “A imaginação muitas vezes nos leva a mundos que não existem. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #f6082e; font-size: medium;">Mas, sem ela, não vamos a lugar nenhum&#8221;</p>
<p></span></p>
<h2><span style="color: #333333; font-size: x-large;">PAZ ENTRE ISRAELENSES E PALESTINOS <span style="color: #ff0000;">AGORA</span> &#8211; NÃO AMANHÃ</span></h2>
<div id="attachment_8806" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/03/Fundo-LC-logo.jpg"><img class="size-full wp-image-8806" title="Fundo LC logo" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/03/Fundo-LC-logo.jpg" alt="Fundo pela Reconciliação, Tolerância e Paz" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Fundo pela Reconciliação, Tolerância e Paz</p></div>
<p style="text-align: left;">Em setembro de 2009, o famoso cantor/escritor Leonard Cohen fez um concerto em Israel, homenageando 400 palestinos e israelenses enlutados. Cada um deles havia perdido um membro imediato da família no confito. Ainda assim, buscam alcançar a paz ainda em suas vidas. E todos trabalham diariamente para consegui-lo.</p>
<div id="main">
<h3>Emocionar-se às lágrimas não foi suficiente. Cohen foi à ação&#8230;</h3>
<p>Ele ficou tão inspirado por esses indivíduos extraordinários, que decidiu doar toda a bilheteria do show para criar esta organização. Este pequeno ato tornou-se algo maior. Foi plantada uma semente e a semente está crescendo.</p>
<h3>O Fundo tem o compromisso de romper as barreiras psicológicas de palestinos e israelenses para terminar o conflito.</h3>
<p>Em situações de conflito prolongado, indivíduos e sociedades desenvolvem barreiras psicológicas profundamente enraizadas que perpetuam o próprio conflito.</p>
<p>Essas barreiras psicológicas são tão arraigadas, que minam qualquer chance de progresso e mantém pessoas de ambos os lados afastadas de qualquer ação positiva para chegar à paz.</p>
<p>Romper essas barreiras é um passo crítico e absolutamente necessário para resolver &#8211; e não apenas administrar &#8211; o conflito. Sem superar essas barreiras, a maioria dos israelenses e palestinos não agirão, não empurrarão seus líderes para frente, não aceitarão os contornos de qualquer plano possível de paz que lhes seja apresentado e não serão capazes de aceitar as concessões que ambos os lados têm de fazer para resolver o conflito.</p>
<p>Através de programas e parcerias com organizações que trabalham no terreno, o Fundo de Reconciliação, Tolerância e Paz identifica as maiores barreiras para a paz e as aborda de forma sistemática, holística e estratégica.</p>
<div id="attachment_8807" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/03/Leonard-Cohen-Theres-a-crack.jpg"><img class="size-full wp-image-8807" title="Leonard Cohen - There's a crack" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/03/Leonard-Cohen-Theres-a-crack.jpg" alt="&quot;Existe uma fenda em todas as coisas. É por aí que entra a luz&quot; " width="450" height="140" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Existe uma fenda em todas as coisas. É por aí que entra a luz&quot;</p></div>
<h3></h3>
<h3>Conheça e se junte a este esforço histórico!</h3>
<p><strong>Visite &#8216;The Fund for Reconciliation, Tolerance and Peace&#8217; em  <span style="color: #008080;"><a title="http://thefundfor.org/video" dir="ltr" href="http://thefundfor.org/video" rel="nofollow" target="_blank"><span style="color: #008080;">http://thefundfor.org</span></a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div>
<footer>
<h4 style="text-align: right;"><span style="color: #008080;">“Eu tenho um sonho“</span></h4>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #008080;">Martin Luther King, Jr.<br />
</span></p>
</footer>
</div>
<p style="text-align: right;">[ tradução e apoio dos <strong>Amigos Brasileiros do PAZ <span style="color: #f9051d;">AGORA</span></strong> ]</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pazagora.org/2012/sonhe-a-paz-faca-a-paz-agora/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Síria: agonia do regime e o nascimento de uma nova nação</title>
		<link>http://www.pazagora.org/2012/siria-agonia-do-regime-e-o-nascimento-de-uma-nova-nacao/</link>
		<comments>http://www.pazagora.org/2012/siria-agonia-do-regime-e-o-nascimento-de-uma-nova-nacao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 00:12:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pazagora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[mundo árabe]]></category>
		<category><![CDATA[Newsletter]]></category>
		<category><![CDATA[Assad]]></category>
		<category><![CDATA[primavera árabe]]></category>
		<category><![CDATA[Reginaldo Nasser]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pazagora.org/?p=8779</guid>
		<description><![CDATA[Não é possível prever se, e quando, o regime de Bashar Assad vai cair e quem serão os vencedores. Mas, quando os "novos conquistadores" tomarem o poder, estarão de frente para uma nação que dificilmente será ludibriada ou amedrontada...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div>
<p>Há um ano teve inicio a revolta na Síria, que se tornou o episódio mais trágico, polêmico e incerto das revoltas árabes. Os altos custos humanos, econômicos e sociais do conflito relacionam-se cada vez mais à luta estratégica travada entre as grandes potências e os poderes regionais sobre o futuro do país. Historicamente, nos momentos em que a Síria encontra-se unida e estável, ela representa um importante ator regional, mas quando esta dividida e instável, como agora, torna-se uma arena para a luta de forças externas, muito embora a revolta tenha se originado exclusivamente no seio de sua sociedade.</p>
<p>Ao comparar o regime político da Síria com o de outras repúblicas árabes, é notável suas diferentes características: uma política externa mais congruente com a opinião pública (de forma retórica ou não), forças de segurança mais leais ao governo, uma sociedade civil mais fraca e uma oposição mais fragmentada. Talvez por isso mesmo a resposta inicial do regime frente às manifestações foi misturar repressão, ao condenar os manifestantes como parte de uma conspiração estrangeira, com tentativas tradicionais de apaziguamento e de cooptação.</p>
<p>Para o regime e seus aliados, a sociedade na Síria é imatura e suas tendências sectárias só podem ser contidas por uma estrutura de poder fortemente centralizada. Nesse sentido, remover Bashar é permitir a guerra civil e a hegemonia de poderes islâmicos apoiados pela Arábia Saudita e seus aliados ocidentais. Na verdade, essa estratégia &#8211; dividir para reinar &#8211; foi herdada do colonialismo, que já alimentava as fraturas na sociedade com o receio de que pudessem vir a sustentar um novo sentimento democrático verdadeiramente nacional.</p>
<p>É preciso reconhecer que nem todos os alauitas apoiam o governo. Alguns setores como intelectuais e camponeses ressentem-se com a forma que sua comunidade tem sido instrumentalizada pelo regime. Cristãos, que estão geograficamente dispersos, adotam pontos de vista extremamente diferentes.</p>
<p>Os que estão em Damasco e Alepo, em geral, apoiam o governo, mas em muitas outras áreas, os cristãos revelaram simpatia com os manifestantes. Os Ismaelitas, com sede na cidade de Salamiya, estavam entre os primeiros a aderir à oposição. Também não são todos os sunitas que protestam contra o governo, como por exemplo as tribos Shawaya no nordeste do pais.</p>
<p>Mais do que uma questão étnica, religiosa ou mesmo geográfica o conflito deve ser visto como um fenômeno de mudanças da base social do poder do governo Bashar.</p>
<p>O golpe que levou ao poder uma nova elite composta por oficiais militares foi moldado por suas origens rurais nas lutas sociais dos nacionalistas da década de 1960, resultando numa simbiose entre o partido Baath e as forças armadas (da seita alauita). Isso sempre provocou ressentimento entre a maioria da comunidade sunita, mais especificamente, nos setores comerciais urbanos representados pela Irmandade Muçulmana. As rebeliões urbanas, incluindo a insurreição que abalou as cidades do norte no início dos anos 1980 é um reflexo disso. Depois desse episódio, proliferaram as agências de inteligência para proteger o regime, os quais se mantinham leais por meio da tolerância de suas práticas corruptas. Hafez al-Assad usou e abusou de uma política externa nacionalista (árabe), como um Estado de linha de frente com Israel, para obter ajuda dos paises do Golfo Pérsico e da União Soviética.</p>
<p>Mas, com o fim da Guerra fria, a ajuda externa diminuiu consideravelmente, provocando fortes impactos na base fiscal do Estado e fazendo com que suas vulnerabilidades econômicas viessem à tona, apesar das receitas provenientes das reservas de petróleo, que também diminuíram no final da década de 90. A legitimidade política derivada do &#8220;contrato social&#8221; pelo qual o regime proporcionava alimentos subsidiados e emprego para as classes média e baixa entrou em crise, dando inicio a uma política de austeridade com o congelamento dos benefícios sociais e redução do poder aquisitivo dos funcionários públicos. Os gastos do governo caíram de forma pronunciada (de 50% para 25% do PIB). Nesse contexto o regime pode manter um equilíbrio precário entre os seus antigos aliados e recém-emergentes burgueses apelando, para a necessidade de um novo consenso</p>
<p>Buscando consolidar o poder dentro do regime que herdou de seu pai, Bashar viu enfraquecida a sua capacidade de sustentar seu poder sobre a nova base de apoio social. Ao mesmo tempo, a legitimidade nacionalista de política externa já não era capaz de se conciliar com a identidade nacionalista árabe, no conflito com Israel, com a integração da Síria na economia mundial. Mas quando o regime parecia mais vulnerável e isolado, Bashar deslocou o comércio exterior da Síria para China, Irã, Turquia e países do golfo. Em 2005, a Síria aparecia como o quarto maior país beneficiário do investimento árabe. O investimento estrangeiro direto passou de US$ 111 milhões em 2001 para US$1,6 bilhão em 2006.</p>
<p>Essas ações proporcionaram alivio econômico para as contas do governo, mas resultaram em uma mudança significativa da base social de sustentação do regime que passou a transferir suas responsabilidades de proteção social e de criação de empregos para instituições privadas, respondendo à demanda da nova elite. As terras do Estado foram vendidas para os novos investidores, o que resultou na elevação do custo da moradia e, consequentemente, no crescimento de bairros pobres em torno das cidades.</p>
<p>Não por acaso nas principais cidades, Damasco e Aleppo, onde o boom de investimentos, o aumento do turismo e do novo consumo se concentraram, o governo foi capaz de mobilizar demonstrações de apoio importantes, embora tenha ocorrido revoltas em seus arredores. A classe média dessas cidades via inicialmente Bashar como o protetor da ordem, preferindo a estabilidade aos riscos de democratização que pudesse trazer a guerra civil e a perda de seu estilo de vida moderno. Mas, a partir do momento que o regime mostrou sua incapacidade de manter a segurança, passou a criar desconfiança entre alguns de seus aliados.</p>
<div id="attachment_8784" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/03/Síria-Manifestações-em-Homs.jpg"><img class="size-full wp-image-8784" title="Síria - Manifestações em Homs" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/03/Síria-Manifestações-em-Homs.jpg" alt="Manifestação contra Assad em Homs" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Manifestação contra Assad em Homs</p></div>
<p>Dificilmente o regime irá sobreviver a esta crise, que pode assumir novos e perigosos contornos. Os manifestantes, cada vez mais desesperados, devido a brutal repressão, se submetem a qualquer tipo de ajuda exterior sem pesar o custo de certas alianças políticas que poderá desfigurar aquilo que apareceu como a maior ameaça ao governo: amplo movimento democrático autônomo exigindo profundas mudanças políticas e econômicas. Entretanto, ao tratar todo e qualquer manifestante como inimigo, Bashar forjou contra si mesmo uma coligação (interna e externa) muito grande.</p>
<p>Apesar de o regime de Bashar revelar sinais de esgotamento, a economia do país não vai entrar em colapso no curto prazo. A Síria não esta completamente isolada e continua o comércio com Iraque, Jordânia, Irã, Rússia e China. Alguns bancos do Líbano são susceptíveis de agir como um paraíso para o dinheiro sírio. Quase todos os clássicos ingredientes para ocorrer uma revolução podem ser notados na Síria: crescimento demográfico, mobilização social, estagnação do desenvolvimento econômico, déficit fiscal crônico, aumento da desigualdade social e repressão política. Falta, entretanto, outro elemento necessário que abreviaria o final do regime: divisão das forças armadas.</p>
<p>Muito embora não se possa prever se, e quando, o regime de Bashar vai cair e muito menos quem serão os vencedores, cito aqui o velho ditado lembrado pelo prof Hamid Dabashi, que a partir de agora deverá ser válido para a Síria: você pode conquistar uma terra a cavalo, mas você deve descer para governá-la. Ou seja, quando os “novos conquistadores” tomarem o poder estarão de frente para uma nação que dificilmente será ludibriada ou amedrontada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="bloco147">
<div id="titulobloco147" style="padding-left: 60px;">
<div id="attachment_8782" class="wp-caption alignleft" style="width: 168px"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/03/reginaldo-nasser.jpg"><img class="size-full wp-image-8782" title="reginaldo nasser" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/03/reginaldo-nasser.jpg" alt="Reginaldo Nasser" width="158" height="164" /></a><p class="wp-caption-text">Reginaldo Nasser</p></div>
<p>O Doutor Reginaldo Nasser é mestre em Ciência Política pela UNICAMP e doutor em Ciências Sociais pela PUC/SP, com área de concentração em Relações Internacionais. É professor do Departamento de Política da PUC/SP desde 1989. Foi coordenador do curso de Relações Internacionais daquela Universidade de 1999 a 2009 e professor de programas de Pós Graduação em Relações Internacionais (Unesp, Unicamp e PUC).</p>
<p>Desenvolve pesquisas na área de Política Internacional com ênfase em Conflitos Internacionais, Segurança Internacional, terrorismo, Oriente Médio, África e política externa dos Estados Unidos.</p>
</div>
</div>
</div>
<p style="text-align: right;"><span style="font-family: Calibri; color: #555; font-size: 11pt;">[ publicado na Revista Carta Maior em 12/03/2012 ]</span></p>
<p style="text-align: right;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pazagora.org/2012/siria-agonia-do-regime-e-o-nascimento-de-uma-nova-nacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um Candelabro em Petrópolis: relembrando Stefan Zweig</title>
		<link>http://www.pazagora.org/2012/um-candelabro-em-petropolis-relembrando-stefan-zweig/</link>
		<comments>http://www.pazagora.org/2012/um-candelabro-em-petropolis-relembrando-stefan-zweig/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 21:59:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pazagora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Judaísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Newsletter]]></category>
		<category><![CDATA[Tradição]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Dines]]></category>
		<category><![CDATA[Lote Altman]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Blank]]></category>
		<category><![CDATA[Petrópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Stefan Zweig]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pazagora.org/?p=8743</guid>
		<description><![CDATA["... seriam necessárias forças excepcionais para um recomeço, e as minhas mãos estão esgotadas pelos anos de errância sem fim. Assim, julgo preferível dar fim, no momento certo e de cabeça erguida, a uma vida para a qual o trabalho intelectual sempre representou a mais genuína alegria, e a liberdade individual, o bem supremo na Terra...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>A Alberto Dines pelos oitenta e por não ter permitido esquecer Zweig.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Manhã de carnaval do ano 2012. Dia ensolarado e quente em Petrópolis, bem perto do lugar onde está enterrado Stefan Zweig e, ao seu lado, Lote Altman, nascida em Katowice, neta de um rabino de Frankfurt que, refugiada em Londres, apaixonou-se pelo escritor a quem se entregou pelo resto da eternidade. Entre cruzes e jazigos em forma de catedrais góticas, perto do túmulo dos príncipes da casa dos Habsburgos e longe da Europa que sonhava unificada, Stefan foi enterrado em Petrópolis apesar de preferir o rio de janeiro como expôs por escrito  ao seu editor.</p>
<p>Seria uma referencia ao cemitério judaico?</p>
<p>Em 22 de março de 1942, uma semana depois do carnaval, a algumas quadras daqui, no bairro do Valparaiso, Stefan Zweig, o escritor mais lido das primeiras décadas do século 20, sofrendo intensamente a guerra que destruía seus sonhos humanistas, apressado em conhecer a paz, havia decidido tomar o atalho do suicídio para sair da Historia uma vez mais. Avesso a qualquer tipo de nacionalismo, desprezava a diplomacia internacional que iludia os cidadãos construindo guerras por baixo das finas toalhas de linho e, horrorizado frente ao destino do seu povo por quem sofria, decidiu partir. Numa manhã como a de agora, há setenta anos, ele ultimava os preparativos, organizando cartas e documentos como um hóspede que deixa o quarto arrumado para não dar trabalho ao anfitrião.</p>
<p>Ao meio do dia de um sol quente da terça-feira engordada de blocos, fui visitar Stefan Zweig em companhia do amigo Jaime Leibovitch. Jaime se protegia em baixo do chapéu de Panamá enquanto eu caminhava ao seu lado usando o gorro colorido que me serve de kipá, querendo redescobrir o caminho até o túmulo do escritor. Lembrava que era perto de um terreno coberto de capim com uma cruz fincada, parecendo o quadro da primeira missa do Brasil. Avançando no labirinto, encontrei um retângulo negro que destoava da diversidade arquitetônica dos mausoléus dos mortos locais. Espremido entre sepulturas plantadas em solo próprio, despontavam as letras estrangeiras da grafia hebraica de minha infância. Eram eles. Stefan e Lote em seu último exílio.</p>
<p>Meu segundo olhar percebeu sobre o mármore as pedrinhas que indicavam outras visitas. Surpresa. No paraíso tropical ainda existe quem se lembre de Zweig a ponto de inclui-lo na contagem dos que contam. Doze pedrinhas. Três pessoas no mínimo. Um bom número em se tratando do Eldorado da hospitalidade sem discriminações que Stefan via através de seu olhar de perseguido. O que ele não sabia é que temos a memória curta, característica que nos ajuda a construir a ilusão do país sem preconceitos. Em seguida percebi que só havia pedrinhas do lado de Stefan. E para Lote, nada? Apagada na morte como em vida? Ninguém para se lembrar de inclui-la? Comentei com Jaime e continuei fotografando, até que reparei que ele se aproximava com três cascalhos recolhidos do caminho e os colocou sob o nome de Lote, trazendo-a de volta ao rol dos que contam em Israel. Momento supremo, como pensava Zweig. Emocionei-me com o gesto poético, simbólico, único, decisivo. Jaime se limitou a um sorriso quase invisível enquanto eu, entusiasmado, lhe falava sobre o candelabro enterrado que ele acabara de acender num gesto despretensioso.</p>
<div id="attachment_8752" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/Paulo-Blank-relembra-Stefan-Zweig.jpg"><img class="size-medium wp-image-8752" title="Paulo Blank relembra Stefan Zweig" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/Paulo-Blank-relembra-Stefan-Zweig-300x225.jpg" alt="Paulo Blank relembra Stefan Zweig" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Paulo Blank relembra Stefan Zweig</p></div>
<p>O Candelabro Enterrado é uma &#8220;lenda&#8221; que Stefan publicou em 1936 e na qual narra a saga imaginária do candelabro sequestrado do templo de Jerusalém por Tito, o construtor daquele arco que os turistas contemplam de passagem quando vão a Roma. Com a queda do império, roubado sucessivas vezes pelos vitoriosos da vez, o candelabro, Menorah em hebraico, passa de mão em mão e é seguido por judeus de Roma que não querem perde-lo de vista. Metáfora desvendada pelo próprio autor, os judeus sobrevivem aos impérios graças ao seu desapego da terra e do nacionalismo fanático e destrutivo. Mantendo-se unidos pelos ideais humanistas que moram nos pensamentos e alimentam o sentimento de pertencimento a um povo à margem da política, eles se tornam indestrutíveis apesar dos alemães queimarem os livros de Zweig em praça pública. Permanecendo ao largo da Historia, os judeus se transformam num exemplo de como é possível viver sem fronteiras e fanatismos, como ele diz em carta a Martin Buber.</p>
<p>Salvo das mãos bárbaras dos povos que só vêm o seu ouro sem perceberem o brilho da sua luz humanista, o candelabro, afinal, retorna à terra de Israel levado por um herói de noventa anos que, menino, viu a Menorah sair de Roma no navio dos conquistadores. O judeu Idoso chega a Yafa trazendo o tesouro disfarçado dentro de um caixão a ser enterrado na Terra Santa segundo o antigo costume. Junto a outros mortos ele aguardaria a hora mágica em que um agricultor pudesse descobri-lo em seu ataúde de tempo, fazendo-o &#8220;ressuscitar&#8221; num nova era sem nacionalismos enlouquecidos e radicalismos embrutecedores. Ideia que remete ao Talmud, quando num debate de sábios um deles afirma que a diferença entre o mundo em que se vive e o tempo messiânico é tão somente a dominação dos impérios. Os impérios, as guerras e a opressão de um povo pelo outro marcam a diferença entre este mundo e o que há de vir. Sábia percepção daqueles sábios hebreus de bendita memória.</p>
<p>Sete ramos do candelabro leio mais de uma vez no livro com cheiro de mofo, até que a palavra salta das folhas amareladas e me convoca a enxergá-la. Ramos são &#8220;zweigen&#8221;, me diz uma voz interior recordando a palavra dita em Yidich pela mãe, mandando o menino apanhar o Zweigale, um galhinho solto para rabiscarmos letras na terra arenosa do Campo de Sant’Anna. Malka foi a primeira pessoa a me falar em Zweig: &#8220;ele se matou porque não aguentava mais a sujeira do mundo&#8221;. E se Zweig fosse um ramo do candelabro? Comento com o Jaime pensando na mãe e na carta de despedida do escritor que apostava no humanismo num tempo em que esta palavra ainda tinha valor real.</p>
<p>&#8220;&#8230; seriam necessárias forças excepcionais para um recomeço, e as minhas mãos estão esgotadas pelos anos de errância sem fim. Assim, julgo preferível dar fim, no momento certo e de cabeça erguida, a uma vida para a qual o trabalho intelectual sempre representou a mais genuína alegria, e a liberdade individual, o bem supremo na Terra.　 Saúdo a todos os meus amigos! Que ainda possam ver a aurora após a longa noite! Eu, demasiado impaciente, vou-me embora antes¨</p>
<p>Impaciente, ele parte e nos precede. Como o candelabro, Stefan anuncia a luz da alvorada após a longa noite que um dia, ele sabia, teria fim. Como judeu sem pátria e sem fronteiras, só palavra e ideais como Jeremias, com quem se identificava a ponto de comentar, em carta a Buber sobre a obra em que retratava o profeta durante a destruição de Jerusalém, que era &#8220;a integralidade de minha profissão de fé&#8221;. Derrotado na guerra, mas vencedor nos princípios resta ao profeta a mesma crença nas palavras que permitiram a Zweig desfrutar da &#8220;liberdade absoluta entre as nações&#8221;.</p>
<p>Sonho de um judeu vienense que escreveu essa peça teatral durante a Primeira Guerra, num tempo em que ainda podia afirmar a sua liberdade nômade.　 Mas, desta vez era diferente. Errante, mas esgotado num caminho que vinha de longe, resolveu partir na frente, de tão ansioso que estava por encontrar a paz sem morte que sobreviveria em sua herança de palavras. O seu trabalho intelectual. Nosso legado de leitores. Seus amigos.</p>
<p>Impaciência. Detalhe que quase escapa a quem lê a frase de despedida: &#8220;eu, demasiadamente impaciente vou-me antes&#8221;. Zweig não parte como quem quer matar a vida insuportável. Zweig anuncia que a sua ida apressada se refere á impaciência em aguardar o dia em que luz triunfará. Ele não foge, vai ao encontro. Quer vê-la primeiro e por isto, parte de maneira individual como sempre queria, fora do tempo coletivo da espera. Como o candelabro ele se recolhe para despertar no final do exilio, quando Israel se reencontrar a si mesmo. Um acerto final com as suas posições contrarias ao nacionalismo judaico? Um novo olhar sobre a história judaica ao considerar  o fim do exilio como uma solução contraria ao seu sonho internacionalista igualmente inspirado no destino judeu?</p>
<p>Reconhecendo no gesto de Stefan o suicídio de um mártir que se mata para afirmar o resto de vida que ainda possui ao tomar conhecimento do suicídio, o Rabino Tzekinosky, do Grande Templo na Rua Tenente Possolo, convoca os membros da Hevre Kadisha, a Santa Irmandade que administrava o cemitério e juntos seguem para Petrópolis com a intenção de resgatar o morto e enterra-lo  no cemitério judaico de Vila Rosali sem as exclusões que o ritual reserva aos suicidas. Influenciado pela leitura do Candelabro Enterrado, como narra Alberto Dines, o rabino estava disposto a quebrar a prática judaica de enterrar os mortos &#8220;junto ao muro&#8221;, ou seja, fora da comunidade.</p>
<p>Mas a ditadura Vargas desejava o corpo do escritor. Pressionando com ameaças antissemitas de reações de rancor por parte da população, o chefe da policia local forçou o rabino a desistir e comentar na saída com sabedoria talmúdica: &#8220;não tem importância, onde um judeu está enterrado torna-se um campo santo&#8221; Enquanto isto, o Rabino Lemle da ARI, sinagoga de Yekes, os judeus de origem alemã, também chegava ao local, aceitando fazer o enterro no cemitério da cidade. Sobrepondo-se às circunstâncias, Lemle recitou o mesmo kadish que Jaime e eu fizemos ouvir entre o mar de cruzes ao lado de Stefan e Lote, por puro impulso de não deixar os que contam caírem no esquecimento de uma terça gorda de carnaval.</p>
<p>Petrópolis, quarta feira de cinzas de 2012.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 60px;">Referências:</p>
<p style="padding-left: 60px;">Alberto Dines: Morte no Paraiso, Nova Fronteira, 1981, RJ.</p>
<p style="padding-left: 60px;">Donaldd Prater: Stefan Zweig, biografia, Paz e Terra, 1991.</p>
<p style="padding-left: 60px;"> Stefan Zweig: Ed. Koogan, 1941 e 1942, Rio de Janeiro.</p>
<p style="padding-left: 60px;">Jeremias</p>
<p style="padding-left: 60px;">O candelabro enterrado.</p>
<p style="padding-left: 60px;">O momento supremo</p>
<p style="padding-left: 60px;">Correspondance, Grasset, Paris, 2000.</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<div>
<p>Paulo Blank, membro dos Amigos Brasileiros do PAZ AGORA, é Psicanalista, doutor em Comunicação e  Cultura pela ECO-UFRJ. É pesquisador independente do pensamento judaico, autor  do livro “Cabala: O mistério dos casais”. ED relumedumará 2005, entre outros  estudos. Representa no Brasil a Comunidade do Judaísmo Humanista.</p>
</div>
</div>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #555555; font-family: Calibri; font-size: 11pt;">[ publicado em <cite><strong>judaismohumanista</strong>.ning.com </cite> em 29/02/2012 ]</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pazagora.org/2012/um-candelabro-em-petropolis-relembrando-stefan-zweig/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Jacó Guinsburg &#8211; o editor dos grandes mestres</title>
		<link>http://www.pazagora.org/2012/jaco-guinsburg-o-editor-dos-grandes-mestres/</link>
		<comments>http://www.pazagora.org/2012/jaco-guinsburg-o-editor-dos-grandes-mestres/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Feb 2012 21:58:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pazagora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
		<category><![CDATA[Judaísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Newsletter]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Tradição]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Perspectiva]]></category>
		<category><![CDATA[Jacó Guinsburg]]></category>
		<category><![CDATA[Scholem Alekhem]]></category>
		<category><![CDATA[Sholem Aleichem]]></category>
		<category><![CDATA[Tévye o Leiteiro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pazagora.org/?p=8770</guid>
		<description><![CDATA[Aos 91 anos, o crítico teatral, ensaísta e fundador da editora Perspectiva Jacó Guinsburg dá sequência ao antigo projeto de publicar autores de literatura ídiche, lançando o clássico 'Tévye, o Leiteiro', de Scholem Alekhem [ou Aleichem], com tradução sua. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 60px;">Ao fundar a Editora Perspectiva, em 1965, o professor, crítico teatral, tradutor, ensaísta e editor Jacó Guinsburg tinha dúvidas se iria sobreviver num mercado com pouco interesse pela cultura judaica e pelo teatro &#8211; duas de suas maiores paixões. Aos 91 anos, em plena atividade, o diretor-presidente da Perspectiva anda às voltas com a tradução da gramática hebraica que o filósofo Baruch Spinoza deixou incompleta. Professor emérito da USP, Guinsburg fez do teatro a área nobre de sua editora. Quase 200 obras &#8211; um quinto do seu catálogo &#8211; são dedicadas a ensaios sobre mestres como Stanislavski, Brecht, Pirandello e Beckett. Agora, dois novos títulos ampliam esse catálogo, <em>Teatro Espanhol do Século de Ouro</em>, coletânea organizada por Guinsburg e Newton Cunha, e <em>Tévye, o Leiteiro</em>, de Scholem Aleikhem (1859-1916), traduzido pelo editor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Criado nas ruas do Bom Retiro, ele publicou o italiano Umberto Eco pela primeira vez no País</p>
<p>Por uma dessas coincidências, <em>Tévye, o Leiteiro</em> chega às livrarias um mês antes da estreia, em São Paulo, do musical baseado no livro de Aleikhem, <em>Um Violinista no Telhado</em>, montagem da dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho (dia 22 de março, no Teatro Alfa). Tévye, no entanto, é mais que o personagem de um popular musical da Broadway (gênero descendente do teatro ídiche) e do filme homônimo, de 1971, vencedor de quatro Oscars, que consagrou o ator Chaim Topol como o leiteiro exilado em decorrência de um decreto do czar que o obriga a deixar sua aldeia. Ao escrever a história de Tévye, um dos grandes personagens da literatura ídiche, Aleikhem (ou Sholem Aleichem, que em hebraico significa &#8220;a paz esteja convosco&#8221;) antecipava o próprio destino, pois foram os constantes <em>pogroms</em> na Rússia que levaram o escritor a se instalar em Nova York.</p>
<p>Ao se estabelecer nos EUA, Aleikhem já era um dos principais representantes da literatura ídiche, tendo produzido, até 1890, mais de 40 livros no vernáculo dos judeus do Leste Europeu- que conquistou o território do hebraico litúrgico. A obra de Aleikhem, diz Guinsburg, é a expressão fidedigna da vida judaica no chamado &#8220;schtetl&#8221;, povoado em que viviam os judeus na Europa Oriental. Ao retratar as mudanças por que passaram seus habitantes no fim do século 19, desafiados pela nascente modernidade, Aleikhem fez desse confronto uma parábola sobre os acontecimentos revolucionários que iriam mudar a face da Rússia czarista no século 20.</p>
<p>&#8220;Não é preciso lembrar que a participação dos judeus nos movimentos socialistas europeus do século passado foi enorme&#8221;, diz Guinsburg, observando, porém, que Aleikhem não era um escritor engajado, embora fosse simpático ao sionismo. Ele defendia as causas populares de outra forma, usando uma narrativa paródica que permitia ao homem do &#8220;schtetl&#8221; se ver refletido no espelho literário de obras como Tévye, o Leiteiro. Nela, o protagonista interage com o autor e acaba se impondo, oferecendo ao leitor a imagem do judeu maltratado pelo russo e, finalmente, isolado na própria comunidade em que vive &#8211; até pelas próprias filhas, avessas às tradições judaicas.</p>
<p>Ao contrário das filhas de Tévye, Jacó Guinsburg é reverente à cultura judaica, embora seja um judeu laico. Foi com a <em>Coleção Judaica</em>, série de 13 volumes dedicados a ela, que começou a Perspectiva, vendendo em pagamentos parcelados um produto que ainda não existia para compradores que acreditaram nele. O editor cumpriu o compromisso em quatro anos, publicando integralmente a coleção, que ganhou um volume adicional. Guinsburg dividiu-o em dois: o primeiro sobre o estudo da oração e o segundo sobre a relação dos judeus com a modernidade. No entanto, ficou a frustração de uma segunda etapa planejada para a coleção, que seria dedicada aos melhores autores de origem judaica. Vale lembrar que Guinsburg foi o primeiro editor de Isaac Bashevis Singer (1902-1991) no Brasil, 30 anos antes da consagração do escritor americano de origem polonesa com o Nobel de 1978.</p>
<p>O editor traduziu sua coletânea <em>Joias do Conto Ídiche</em> na primeira editora que fundou, a Rampa, fechada em 1947 com apenas quatro livros no catálogo. O motivo, além da falta de capital para continuar o negócio, era o pouco interesse do mercado por obras como essa. Naquele época, autores judeus eram pouco lidos no Brasil &#8211; e continuam sendo, excetuando-se os mais evidentes. O projeto de publicar a coleção literária judaica foi, então, adiado. &#8220;Nomes como (<em>Isaac Leib</em>) Peretz e Scholem Aleikhem estão por trás da grande literatura de Bashevis Singer, mas são pouco conhecidos dos leitores brasileiros&#8221;, observa Guinsburg, citando uma dezena de outros autores na mesma situação, entre eles Moshe Shamir, Mêndele e Agnon, primeiro escritor israelense a receber o Nobel (em 1966). Ele ainda não havia sido agraciado com o prêmio quando Guinsburg comprou os direitos de Novelas de Jerusalém, um dos três livros seus publicados pela Perspectiva (os outros dois são Contos de Amor e Uma História Simples).</p>
<p>Por essa época, o editor vivia das aulas de crítica teatral na Escola de Arte Dramática (EAD) da USP, onde iniciou a carreira de professor em 1964, e colaborava com regularidade no Suplemento Literário do Estado, que se tornaria o principal órgão de divulgação da literatura ídiche e do teatro russo (no qual Guinsburg, nascido na Bessarábia, hoje Moldávia, é especialista). Por ter estudado filosofia na Sorbonne, o editor, convidado pelo engenheiro têxtil Paul-Jean Monteil, trabalhou durante dez anos na editora que o empresário francês, ex- funcionário da Rhodia, fundou após o fim da 2.ª Guerra, a Difel (Difusão Europeia do Livro), antes de criar a Livraria Francesa. Guinsburg lembra do fim da editora, que depois se transformou na Bertrand Brasil e hoje pertence ao grupo Record. &#8220;Monteil era um socialista e praticamente incentivou a greve dos seus funcionários, que acabou no fechamento da Difel&#8221;. Ele permaneceu na editora até as portas descerem, em 1966, traduzindo e organizando coleções como as de Diderot, mais tarde reeditada duas vezes (a última na Perspectiva).</p>
<p>Guinsburg pretendia criar na Difel a Coleção Debates, por meio da qual a Perspectiva acabou se firmando como a casa dos grande ensaios literários e filosóficos, mas se desentendeu com Monteil e levou o projeto para sua editora recém-formada. &#8220;Ela começou como uma sociedade fechada com muitos sócios, entre eles Celso Lafer e José Mindlin, que nos ajudou em muitos momentos de crise, como nos anos 1970, quando quase fomos à bancarrota.&#8221;</p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_8773" class="wp-caption alignleft" style="width: 298px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/Jacó-Guinsburg.jpg"><img class="size-full wp-image-8773" title="Jacó Guinsburg" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/Jacó-Guinsburg.jpg" alt="Jacó Guinsburg - 91 anos publicando o melhor da cultura judaica humanista" width="288" height="212" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Jacó Guinsburg &#8211; 91 anos publicando o melhor da cultura judaica humanista</dd>
</dl>
<p>Tudo isso porque a ampla visão editorial de Guinsburg brigava com a empresarial. Um dos primeiros autores da Coleção Debates &#8211; dedicada a ensaios fundamentais nas áreas de artes, literatura, filosofia e linguística, entre outras disciplinas &#8211; foi Umberto Eco, que, nos anos 1960, ainda não era o autor do best-seller O Nome da Rosa (1980), mas um semiólogo para poucos. Guinsburg foi o primeiro editor brasileiro a publicá-lo na coleção (começando com Obra Aberta, de 1962). Outros grandes nomes da série Debates &#8211; Anatol Rosenfeld, Margaret Mead, Roman Jakobson, Martin Buber, Abraham Moles, Gershom Scholem &#8211; pertencem ao Olimpo acadêmico, mas não são propriamente campeões de venda. Scholem, amigo de Walter Benjamin, era desconhecido no Brasil antes de Guinsburg publicar livros como De Berlim a Jerusalém. Martin Buber é outro exemplo de autor introduzido aqui graças à Perspectiva. &#8220;Porém, os lançamentos de seus livros eram praticamente ignorados pela mídia&#8221;, lembra o editor, cuja formação foi bastante curiosa.</p></div>
<p>Sem falar línguas estrangeiras, mas lendo em inglês, francês, espanhol, alemão, hebraico e ídiche, ele decidiu se aprofundar nos estudos filosóficos, iniciados (com a leitura dos materialistas históricos) quando ainda era adolescente. Esse interesse se expandiu quando seu caminho se cruzou com o do crítico Anatol Rosenfeld (1912-1973). O teórico, que na época dirigia a seção de letras germânicas do Suplemento Literário do Estado, deu uma palestra da qual Guinsburg saiu encantado. Ficaram amigos e Rosenlfeld acabou indicando seu nome para dar aulas na Escola de Arte Dramática da USP, criada em 1948 por Alfredo Mesquita. &#8220;Frequentei durante 14 anos os cursos de Estética de Rosenfeld, até 1972, um ano antes de sua morte&#8221;. Foram aulas bem aproveitadas, a julgar pela coleção de Estética de sua editora, que abriga autores como Theodor Adorno e Max Bense.</p>
<p>Se a influência de Rosenfeld foi decisiva na maturidade, na infância foi um professor trotskista que jogou nas mãos do menino Jacó livros de autores esquerdistas. Vindo da Bessarábia com 3 anos, ele frequentava na adolescência o clube judeu Cultura e Progresso no Bom Retiro, depois transformado na Casa do Povo. &#8220;Devia ter 12 ou 13 anos quando assisti a uma peça antirreligiosa em plena época das festas judaicas&#8221;, conta, rindo. Entre descendentes de imigrantes italianos e filhos de soldados da PM ele cresceu, assistindo depois aos clássicos de Shakespeare e lendo o que ele chama de &#8220;literatura de combate&#8221; (Gorki e outros escritores russos comprometidos com a revolução que derrubaria o czar). Guinsburg poderia ter acabado na política, mas seguiu outro caminho. Ganharam os leitores. A Perspectiva ostenta hoje um catálogo de 1.000 títulos e entra o ano com o projeto de publicar outros 50 até 2013. O editor não pensa em parar. Nem em vender sua editora, comandada por ele e a esposa Guita, com quem é casado há meio século.</p>
<p style="padding-left: 60px;">Livro: TÉVYE, O LEITEIRO</p>
<p style="padding-left: 60px;">Autor: Scholem Aleikhem<br />
Organização, tradução e notas: <strong>Jacó Guinsburg</strong><br />
Ilustrações: Sérgio Kon<br />
Editora: Perspectiva (272 págs., R$ 55)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-family: Calibri; color: #555; font-size: 11pt;">[ artigo de Antonio Gonçalves Filhos | publicado no estadao.com.br em 18|02|2012 ]</span></p>
<p style="text-align: right;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pazagora.org/2012/jaco-guinsburg-o-editor-dos-grandes-mestres/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Venezuela: antissemitismo oficial</title>
		<link>http://www.pazagora.org/2012/neonazismo-na-venezuela/</link>
		<comments>http://www.pazagora.org/2012/neonazismo-na-venezuela/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 14:43:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pazagora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
		<category><![CDATA[Newsletter]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[antissemitismo]]></category>
		<category><![CDATA[Capriles]]></category>
		<category><![CDATA[Centro Simon Wiesenthal]]></category>
		<category><![CDATA[Chávez]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pazagora.org/?p=8728</guid>
		<description><![CDATA[Centro Simon Wiesenthal exige do presidente venezuelano que intervenha contra as críticas da Rádio Nacional (estatal) da Venezuela, que difamam o candidato opositor Henrique Capriles Radonski com verborragia incitatória nazista...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Venezuela</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #333333;">Chávez: freie a escalada antissemita!</span></h2>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<div>
<div>
<p>O Centro Simón Wiesenthal, dedicado a combater o antissemitismo, pediu ao presidente venezuelano Hugo Chávez <strong>frear o que classifica como ataques difamatórios</strong>, publicados em mídias estatais contra o candidato presidencial opositor para os comicios de outubro.</p>
<p>Especificamente, <strong><a href="http://www.wiesenthal.com/site/apps/nlnet/content2.aspx?c=lsKWLbPJLnF&amp;b=4441467&amp;ct=11630857" target="_blank"><span style="color: #008080;">o</span> <span style="color: #008080;">centro</span><span style="color: #008080;"> condenou</span></a></strong> uma coluna de Adal Hernández <strong><span style="color: #008080;"><a href="http://www.rnv.gob.ve/noticias/index.php?act=ST&amp;f=15&amp;t=176836&amp;hl=adal+hern%E1ndez&amp;s=6ed6f66b4bb8f9e8694fe2f314691709" target="_blank"><span style="color: #008080;">publicada no site da Radio Nacional da Venezuela</span></a> <span style="color: #000000;">- controlada pelo &#8220;Gobierno Bolivariano de Venezuela - </span></span> </strong>intitulada &#8220;<em>El enemigo es el sionismo: un barranco como solapada promesa</em>&#8220;, neste 13 de fevereiro .</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_8731" class="wp-caption aligncenter" style="width: 345px"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/RNV-cabeçalho.png"><img class="size-medium wp-image-8731" title="RNV cabeçalho" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/RNV-cabeçalho-300x118.png" alt="Antissemitismo em Site Oficial bolivariano" width="335" height="164" /></a><p class="wp-caption-text">Antissemitismo em Site Oficial bolivariano</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A coluna <strong>destaca e critica a origem judia do opositor Henrique Capriles Radonski</strong>, político de orientação centro-esquerdista que foi eleito em primárias na semana passada como candidato presidencial único da coalizão de oposição &#8220;Mesa de la Unidad Democrática&#8221; (<strong>MUD</strong>).</p>
<p>O texto foi publicado em meio a uma onda de ataques dirigidos contra Capriles por Chávez e seus aliados, depois que o governador de Estado ganhou as primárias em 12 de fevereiro.</p>
<div id="attachment_8732" class="wp-caption alignright" style="width: 140px"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/HENRIQUE-CAPRILES-RADONSKI.jpg"><img class="size-full wp-image-8732" title="HENRIQUE-CAPRILES-RADONSKI" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/HENRIQUE-CAPRILES-RADONSKI.jpg" alt="Henrique Capriles Radonski, candidado da oposição venezuelana" width="130" height="100" /></a><p class="wp-caption-text">Henrique Capriles Radonski, candidado da oposição venezuelana</p></div>
<p>Chávez comparou Capriles a um &#8220;porco&#8221;, numa sessão do Legislativo na qual acusou o líder da oposição de ocultar suas inclinações ideológicas e de representar os interesses da elite venezuelana.</p>
<p>A coluna, que aumentou a preocupação na comunidade judia, expressa que “este é o nosso inimigo, o sionismo que Capriles Radonski hoje representa, que não tem nada a ver com uma força nacional e independente&#8221;. <strong>O texto insta os venezuelanos a rechaçar &#8220;o sionismo internacional, que ameaça com a destruição do planeta que habitamos”,</strong> elegendo Chávez no 7 de outubro.</p>
<p>Como a grande maioria dos venezuelanos, Capriles pratica o catolicismo. É descendente de uma família de emigrantes poloneses judeus sobreviventes do Holocausto nazista, segundo informou o próprio candidato. Capriles ainda não se pronunciou sobre a polêmica coluna.</p>
<p>O Centro Wiesenthal, baseado em Los Angeles, comunicou ontem que seu diretor de relações internacionais, Shimon Samuels e Sergio Widder, representante na Argentina, <strong>enviaram carta a Chávez pedindo-lhe evitar novos ataques antissemitas </strong>contra Capriles.</p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_8733" class="wp-caption alignleft" style="width: 190px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/Hugo-Chávez.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-8733" title="Hugo Chávez" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/Hugo-Chávez-180x130.jpg" alt="Hugo Chávez" width="180" height="130" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Hugo Chávez</dd>
</dl>
<p>“Chávez tem a máxima responsabilidade pela midia estatal e pode, pessoalmente, deter suas diatribes, neste caso, através de sua própria condenação pública&#8230; a esses comentários antissemitas&#8221;, escreveram. &#8220;<strong>A falta de uma resposta efetiva sua seria um apoio e um estímulo em favor do racismo&#8221;, </strong>agregaram ao texto.</p>
</div>
<p>O governo venezuelano resolveu em janeiro de 2009 romper relações com Israel e ordenou a retirada do embaixador desse país em Caracas, em condenação às ações militares israelenses na Faixa de Gaza.</p>
<p>Em meio à crise diplomática, em 30 de janeiro de 2009, um grupo de delinquentes profanou a maior sinagoga de Caracas. Um mês depois, foi lançado um explosivo de baixa intensidade contra um centro comunitário judeu no norte da Capital, gerando pequenos danos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">Perfil eleitoral da Henrique Capriles</p>
</div>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/HtQmXsq00QE?rel=0" frameborder="0" width="640" height="360"></iframe></p>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-family: Calibri; color: #555; font-size: 11pt;">[ Publicado em 17/02/2011 no Clarin.com e traduzido pelo <a style="text-decoration: none;" href="http://www.pazagora.org/"><strong><span style="color: #303030;">PAZ <span style="color: #b50000;">AGORA</span>|<span style="color: #11542e;">BR</span></span></strong></a> ]</span></p>
<p style="text-align: right;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pazagora.org/2012/neonazismo-na-venezuela/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Abbas faz malabarismos enquanto Israel não toma nenhuma iniciativa</title>
		<link>http://www.pazagora.org/2012/abbas-faz-malabarismos-enquanto-israel-nao-toma-nenhuma-iniciativa/</link>
		<comments>http://www.pazagora.org/2012/abbas-faz-malabarismos-enquanto-israel-nao-toma-nenhuma-iniciativa/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 22:01:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pazagora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diplomacia]]></category>
		<category><![CDATA[Estado Palestino]]></category>
		<category><![CDATA[mundo árabe]]></category>
		<category><![CDATA[Newsletter-BLOCO_B]]></category>
		<category><![CDATA[Abbas]]></category>
		<category><![CDATA[As Revoluções Árabes e a Paz Israel-Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[bitterlemons]]></category>
		<category><![CDATA[Egito]]></category>
		<category><![CDATA[Hamas]]></category>
		<category><![CDATA[Irmandade Muçulmana]]></category>
		<category><![CDATA[OLP]]></category>
		<category><![CDATA[primavera árabe]]></category>
		<category><![CDATA[Yossi Alpher]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pazagora.org/?p=8664</guid>
		<description><![CDATA[O governo de Israel não parece ter-se perguntado como a sua crescente preocupação com a ameaça  nuclear do Irã pode interagir com a "primavera árabe", na ausência de um processo de paz. A coalizão de Netanyahu parece muito confortável com o isolamento internacional e regional que suas políticas têm imposto. Israel deverá pagar um preço alto por elas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="background: #d9d9d9; margin: 0cm 27.9pt 0pt 9pt; text-indent: -9pt; text-align: center; tab-stops: 414.0pt 432.0pt 441.0pt;" align="center"><strong><span style="font-size: 16pt; color: navy; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;"><a href="http://www.pazagora.org/bitterartigos.cfm"><span style="color: black;">b i t t e r l e m</span> <span style="color: green;">o</span> <span style="color: black;">n s |</span><span style="font-size: 15pt; color: green;">B R</span></a></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 18.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 423.0pt 432.0pt 441.0pt;" align="center"><strong><span style="font-size: 10pt; color: green; font-family: Verdana;">06|02|2012</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: #d9d9d9; margin: 0cm 27.9pt 0pt 9pt; text-align: center; text-indent: -9pt; tab-stops: 414.0pt 432.0pt 441.0pt;" align="center"><span style="color: green; font-family: Verdana; font-size: 16pt; mso-bidi-font-family: Arial;"><span style="color: green; font-family: Verdana; font-size: 14pt; mso-bidi-font-family: Arial;"><span style="color: #008000;"><strong>As Revoluções Árabes e a Paz Israel-Palestina</strong></span></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #3366ff;"><strong>UMA VISÃO ISRAELENSE</strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong><strong>Abbas faz malabarismos enquanto Israel não toma nenhuma iniciativa</strong></strong></span></p>
<p><span style="color: #3366ff;"><strong><strong>Yossi Alpher</strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; tab-stops: 423.0pt;">O processo de paz israelense-palestino estava morto bem antes de a onda revolucionária árabe ter começado há pouco mais de um ano. E não parece provável que as revoluções árabes, por si, irão catalizar seu renascimento. Mas elas afetam o processo de paz de várias maneiras.</p>
<p>Antes de tudo está a atual metamorfose do Hamas &#8211; um subproduto da legitimação do islamismo político no Egito e na Tunísia e da desestabilização da base política do Hamas na Síria.</p>
<p>Com apoio ativo egípcio, o Hamas tem moderado seu tom com relação a Israel e entrado num processo de reconciliação com a Fatah. O Hamas, com sua vitória eleitoral abortiva nas eleições de 2006 para a Autoridade Palestina, também pode-se dizer pioneiro na emergência do islã político no cenário revolucionário árabe.</p>
<p>O Egito, por outro lado, sob a crescente influência da Irmandade Muçulmana e preocupado com questões de ordem pública, recuou do patrocínio ativo do processo de paz.</p>
<p>A Jordânia está tentando preencher o vazio. Paradoxalmente, a decisão do Rei Abdullah II de patrocinar pré-negociações israelenses-palestinas parece ser igualmente motivada por preocupações com pressões islamistas e a estabilidade do seu regime. Mas, no caso jordaniano, o &#8220;velho regime&#8221; ainda está no lugar. Tanto o governo de Binyamin Netanyahu em Israel quanto o da OLP na Palestina compareceram às conversas de Amã, em grande parte, para ajudar a estabilizá-lo.</p>
<p>Contornando o cenário da influência regional no processo está a Síria. Aí encontramos um singular efeito &#8220;empurra e puxa&#8221;. Se o Egito está puxando o Hamas para dentro, a Síria &#8211; com seu regime atacado e a orientação iraniana o está empurrando para fora. E, como quase tudo na onda revolucionária árabe, o efeito sobre a orientação política e ideológica do Hamas ainda está indefinido.</p>
<div id="attachment_8721" class="wp-caption alignright" style="width: 205px"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/abbas-bibi-table-cartoon.jpg"><img class="size-full wp-image-8721" title="abbas bibi table cartoon" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/abbas-bibi-table-cartoon.jpg" alt="Mesa de negociações" width="195" height="136" /></a><p class="wp-caption-text">Mesa de negociações</p></div>
<p>Talvez o mais fascinante e complexo de tudo é o efeito desses acontecimentos sobre as manobras políticas do presidente da OLP, Mahmoud Abbas. Ela já estava ciente, bem antes de janeiro de 2011 quando as revoluções começaram, que as distâncias entre as posições para um acordo final entre a OLP e Israel eram intransponíveis e que Washington não tinham nenhuma idéia realista para alterar a situação.</p>
<p>A onda revolucionária distanciou o Egito do seu papel de patrocinador do processo, mas visivelmente moderou o Hamas a tolerá-lo. Agora Abbas encontra-se lutando para reconciliar esses fatos e fazendo malabarismos com três bolas de uma vez: o seu próprio &#8220;apelo revolucionário&#8221; à ONU pelo reconhecimento do Estado, o processo de reconciliação Fatah-Hamas e as pressões árabes e do Quarteto para retornar a algum tipo de processo de paz.</p>
<p>Quanto às pressões do Quarteto &#8211; sobre OLP e Israel &#8211; elas representam a abordagem mais conservadora aos acontecimentos revolucionários no mundo árabe e seus efeitos sobre o processo de paz: mais do mesmo. Se as partes não conseguem discutir território e segurança, que troquem medidas de construção de confiança. Não há espaço para o Hamas e nada para a iniciativa da OLP na ONU. No coração desta abordagem está a recusa do governo Obama a assumir qualquer novo risco num ano eleitoral.</p>
<p>Enquanto Israel contempla o mundo árabe revolucionando-se em seu entorno, só reage &#8211; cautelosamente &#8211; frente a sinais claros de perigo imediato: instabilidade hashemita, problemas no Sinai e ameaças no Egito de se cancelar o tratado de paz.</p>
<p>Israel mostra uma saudável reticência a interferir de qualquer forma diretamente na tempestade que o cerca, por exemplo na Síria. Mas não vê motivo para se lançar num processo de paz mais dinâmico. Recusa-se a ler nas revoluções a necessidade de mostrar um progresso genuíno no front palestino, mesmo que fosse para melhorar suas opções e sua manobrabilidade no mundo árabe.</p>
<p>O governo Netanyahu, como constituído hoje, seria incapaz de fazê-lo, mesmo que o quisesse. É confortável citar as revoluções árabes como uma boa razão para &#8220;manter sua pólvora seca&#8221; no fronte palestino. E o governo de Israel não parece ter-se perguntado como a sua crescente preocupação com a ameaça nuclear do Irã pode interagir com a &#8220;primavera árabe&#8221; na ausência de um processo de paz.</p>
<p>Alguns membros da coalizão de Netanyahu parecem muito confortáveis com o isolamento internacional e regional que essas políticas têm imposto. Israel deverá pagar um preço alto por elas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 18.9pt 0pt 0cm; tab-stops: 414.0pt;" align="left"><span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"><em><strong>Yossi Alpher</strong> é coeditor da família <strong>bitterlemons </strong>de publicações via internet. Foi diretor do &#8216;Jaffee Center for Strategic Studies&#8217; da Universidade de Tel Aviv.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<table class="MsoTableGrid" style="border: currentColor; border-collapse: collapse; mso-padding-alt: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-yfti-tbllook: 480; mso-border-top-alt: thin-thick-small-gap; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap; mso-border-bottom-alt: thick-thin-small-gap; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap; mso-border-color-alt: windowtext; mso-border-width-alt: 4.5pt;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr style="height: 1cm; mso-yfti-irow: 0;">
<td style="border-right: windowtext 4.5pt double; padding-right: 5.4pt; border-top: windowtext 4.5pt double; padding-left: 5.4pt; background: #d9d9d9; border-bottom-color: #ece9d8; padding-bottom: 0cm; border-left: windowtext 4.5pt double; width: 419.4pt; padding-top: 0cm; height: 1cm; mso-border-top-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt;" width="559">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 10pt; color: red; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;">© </span></em></strong><strong><em></em></strong><strong><span style="font-size: 11pt; color: #333333; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;"><a href="http://www.pazagora.org/bitterartigos.cfm"><span style="color: black;">bitterlem</span><span style="color: green;">o</span><span style="color: black;">ns|</span><span style="color: green;">BR</span></a> </span></strong><strong><em></em></strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;">- reprodução autorizada com </span><strong><span style="font-size: 8pt; color: #333333; font-family: Verdana;">créditos</span></strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;"> aos </span><strong><span style="font-size: 8pt; color: #333333; font-family: Verdana;">autores</span></strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;">, à </span><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana;"><a href="http://www.bitterlemons.org"><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">ns.</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">rg</span></strong></a></span><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;">  e aos <strong>tradutores</strong> (</span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;"><a href="http://www.pazagora.org/"><span style="color: #000000;">PAZ</span> <span style="color: red;">AGORA</span><span style="color: green;">|BR</span></a></span></strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;">) </span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 17.35pt; mso-yfti-irow: 1;">
<td style="border-right: windowtext 4.5pt double; padding-right: 5.4pt; padding-left: 5.4pt; border-bottom-color: #ece9d8; padding-bottom: 0cm; border-left: windowtext 4.5pt double; width: 419.4pt; border-top-color: #ece9d8; padding-top: 0cm; height: 17.35pt; background-color: transparent; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt;" width="559">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><span style="font-size: 7pt; color: black; font-family: Verdana;">recomendamos a exposição conjunta de análises israelenses e palestinas, preservando a intenção de equilíbrio dos editores</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 1cm; mso-yfti-irow: 2; mso-yfti-lastrow: yes;">
<td style="border-right: windowtext 4.5pt double; padding-right: 5.4pt; padding-left: 5.4pt; background: #d9d9d9; padding-bottom: 0cm; border-left: windowtext 4.5pt double; width: 419.4pt; border-top-color: #ece9d8; padding-top: 0cm; border-bottom: windowtext 4.5pt double; height: 1cm; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-bottom-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt;" width="559">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><span style="font-size: 7pt; color: black; font-family: Verdana;">as opiniões publicadas NÃO representam, necessariamente, as posições do </span><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 7pt; color: #333333; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;"><a href="http://www.peacenow.org.il/site/en/homepage.asp"><strong><span style="color: black;">Movimento PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong></a></span></strong><span style="font-size: 7pt; color: black; font-family: Verdana;"> ou dos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 7pt; color: #333333; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a href="http://www.pazagora.org/"><strong><span style="color: black;">Amigos Brasileiros do PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong></a> </span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: center;"><strong>b i t t e r l e m <span style="color: #008000;">o</span> n s  </strong> <em><span style="color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">em  </span></em><em><strong><span style="color: green; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">português</span></strong></em><em><strong><span style="color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;"> !</span></strong></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 27.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">a </span></strong><strong></strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana;"><a><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">ns.</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">rg</span></strong></a></span><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"> é uma newsletter que apresenta via Internet, em língua inglesa, pontos de vista palestinos e israelenses sobre importantes temas envolvendo seu relacionamento. Cada edição aborda um tema específico, analisado por pares de autoridades ou especialistas das duas partes</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 27.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt 441.0pt;" align="center"><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">a </span></strong><strong></strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana;"><a><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">ns.</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">rg</span></strong></a> </span><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">mantém completa simetria organizacional e institucional entre os lados palestino e israelense. Os originais em inglês podem ser encontrados em </span></em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a href="http://www.bitterlemons.org"><em><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: green; font-family: Verdana; font-style: normal; text-decoration: underline; mso-bidi-font-family: Tahoma;">www.bitterlemons.org</span></span></em></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 9.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">os </span></em><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a><strong><span style="color: windowtext;">Amigos Brasileiros do PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong><strong><span style="color: windowtext;"> &#8211; PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong><strong><span style="color: green;">|BR</span></strong></a> são </span></strong><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">autorizados pelos editores da </span></em><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">o</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">ns.</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">o</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">rg</span></strong><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"> para traduzir e divulgar seu conteúdo em português</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 9.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><span style="color: #008080;"><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a title="bitterlemons|BR" href="http://www.pazagora.org/page/2/?s=bitterlemons"><span style="color: #008080; font-size: small;">Leia</span></a></span></em><strong><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a title="bitterlemons|BR" href="http://www.pazagora.org/page/2/?s=bitterlemons"><span style="font-size: small;"> <span style="color: #ff0000;">AQUI</span> </span></a></span></em></strong></span><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a title="bitterlemons|BR" href="http://www.pazagora.org/page/2/?s=bitterlemons"><span style="font-size: small;"><span style="color: #008080;">+ artigos do</span></span></a></span></em><span style="color: #008080;"><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a title="bitterlemons|BR" href="http://www.pazagora.org/page/2/?s=bitterlemons"><span style="font-size: small;"> <strong><span style="color: #333333;">bitterlem<span style="color: #008000;">o</span>ns|</span><span style="color: #008000;">BR</span></strong></span></a> <span style="font-size: small;">(desde 2002)</span></span></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pazagora.org/2012/abbas-faz-malabarismos-enquanto-israel-nao-toma-nenhuma-iniciativa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Precisamos pegar esta onda</title>
		<link>http://www.pazagora.org/2012/precisamos-pegar-esta-onda/</link>
		<comments>http://www.pazagora.org/2012/precisamos-pegar-esta-onda/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 23:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pazagora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Estado Palestino]]></category>
		<category><![CDATA[mundo árabe]]></category>
		<category><![CDATA[Newsletter]]></category>
		<category><![CDATA[As Revoluções Árabes e a Paz Israel-Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[Fatah]]></category>
		<category><![CDATA[Hamas]]></category>
		<category><![CDATA[primavera árabe]]></category>
		<category><![CDATA[Yusef Harb]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pazagora.org/?p=8692</guid>
		<description><![CDATA[A primavera árabe é uma resposta naturaI a regimes que não trouxeram resultados positivos. Nasceu em condições naturais  e se desenvolveu com o tempo. Não foi guiada; houve infuências. Qualquer revolução, intifada ou movimento popular também tem seus lados negativos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="background: #d9d9d9; margin: 0cm 27.9pt 0pt 9pt; text-indent: -9pt; text-align: center; tab-stops: 414.0pt 432.0pt 441.0pt;" align="center"><strong><span style="color: navy; font-family: Verdana; font-size: 16pt; mso-bidi-font-family: Arial;"><span style="color: black;">b i t t e r l e m</span> <span style="color: green;">o</span> <span style="color: black;">n s |</span><span style="color: green; font-size: 15pt;">B R</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 18.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 423.0pt 432.0pt 441.0pt;" align="center"><strong><span style="font-size: 10pt; color: green; font-family: Verdana;">06|02|2012</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: #d9d9d9; margin: 0cm 27.9pt 0pt 9pt; text-align: center; text-indent: -9pt; tab-stops: 414.0pt 432.0pt 441.0pt;" align="center"><span style="color: green; font-family: Verdana; font-size: 16pt; mso-bidi-font-family: Arial;"><span style="color: green; font-family: Verdana; font-size: 14pt; mso-bidi-font-family: Arial;"><span style="color: #008000;"><strong>As Revoluções Árabes e a Paz Israel-Palestina</strong></span></span></span></p>
<p><span style="color: #ffffff;"><strong>.</strong></span></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="480"><span style="color: #808000; font-size: medium;">UMA VISÃO PALESTINA</span></td>
</tr>
<tr>
<td width="480"><span style="font-size: large;"><strong>Precisamos pegar esta onda</strong></span></td>
</tr>
<tr>
<td width="480"><span style="color: #808000; font-size: medium;">entrevista de<strong><strong> Yusef Harb</strong></strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><strong>bitterlemons: Como você acha que a &#8220;primavera árabe&#8221; está afetando o palestino comum?</strong></p>
<p>Harb: A primaverá árabe tem suas causas. É uma resposta natural aos regimes políticos e sociais que estiveram no poder dos países árabes nos últimos 50 anos.</p>
<p>Mas a sociedade palestina faz uma clara distinção entre os regimes do mundo árabe. Ela é conduzida por um regime novo e moderno, criado em 1994 pelo acordo de Oslo, que protege os recursos do povo palestino.</p>
<p>O conflito singular que existe hoje entre o povo palestino e sua liderança, a Autoridade Palestina, é que a ocupação [israelense] não terminou. Assim sendo, a primavera árabe não está tendo um grande impacto interno, embora virá a ter um amplo impacto na questão palestina mais ampla, porque cada mudança no mundo árabe gera pressão por resultados mais positivos na questão palestina.</p>
<p>À medida que esses regimes se tornem mais próximos e avançados em suas posições políticas vis-a-vis os palestinos, especialmente no que toca à ocupação israelense, irão crescentemente exercer pressões reais.</p>
<p>Socialmente, existe um impacto limitado. Na comunidade e economicamente, sentimos ultimamente que existe alguma atividade popular palestina nos protestos contra aumentos de preços e taxas.</p>
<p>Mas, no momento, tal movimento não chega ao nível da primavera árabe.</p>
<p><span style="font-size: small;"><strong>bitterlemons: Nestes tempos, pode-se ouvir palestinos dizendo que tudo o que está havendo nos países árabes é caos, implicando que seria melhor se a primavera árabe não tivesse ocorrido. De onde viria tal sentimento?</strong></span></p>
<p>Harb: Na minha opinião, a primavera árabe é uma resposta naturaI a regimes politicos, sociais e econômicos que não trouxeram resultados positivos. Nasceu em condições naturais e com o tempo se desenvolveu. Não foi guiada por uma regra; houve infuências. Qualquer revolução, intifada ou movimento popular também teria seus lados negativos. Mas acredito que esta é uma ocorrência real, natural e saudável na procura de estabilidade, quando havia um único regime e uma única pessoa no controle.</p>
<div id="attachment_8724" class="wp-caption alignright" style="width: 239px"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/Abbas-ONU.jpg"><img class="size-full wp-image-8724" title="Abbas ONU" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/Abbas-ONU.jpg" alt="Mahmoud Abbas defende na ONU o reconhecimento do Estado Palestino nas fronteiras de 1967." width="229" height="220" /></a><p class="wp-caption-text">Mahmoud Abbas defende na ONU o reconhecimento do Estado Palestino nas fronteiras de 1967.</p></div>
<p>Por que isto continuará por um, dois ou até três anos? Os próximos 10 anos deixarão claro se a primavera árabe criará regimes verdadeiramente democráticos com avanços em políticas econômicas e sociais que dêem ao cidadão árabe um papel e poder de decisão. É direito de cada cidadão árabe afirmar sua opinião diante de qualquer líder árabe, e todo líder árabe deve ser capaz de abrir espaço para críticas e análises. Mas esses resultados possivelmente não serão sentidos por anos. Democracia é um país monitorado pela cultura da sociedade e isto dependerá dos regimes que foram criados neste período – no Egito, na Tunísia e, em breve, no Yemen.</p>
<p><strong>bitterlemons: Você vê mudanças dentro da liderança palestina, particularmente na Fatah, da qual participa?</strong></p>
<p>Harb: Lamentavelmente, a liderança palestina e as facções políticas não se estão beneficiando muito da atmosfera da primavera árabe. A presença prévia da OLP e seu amplo campo de representação parece ter amenizado os efeitos agudos da primavera árabe. O regime faccional que temos aqui persiste e as facções tem impacto na vida diária da comunidade e são uma fonte de estabilidade.</p>
<p>Mas as facções, Fatah, Hamas e outras, precisam alcançar as mudanças que estão acontecendo na vida de cada cidadão árabe e se beneficiar do investimento nas vidas dos jovens. Esses jovens podem beneficiar-se do intercâmbio com o mundo árabe. Esta próxima geração tem mais capacidade do que as anteriores. Será mais politizada e engajada na vida econômica e social.</p>
<p><strong>bitterlemons: </strong><strong>O que você acha do encontro que acaba de acontecer entre o presidente palestino Mahmoud Abbas e Khaled Meshaal, líder do Hamas? É otimista quanto à reconciliação entre as duas facções?</strong></p>
<p>Harb: Parece que o processo de reconciliação é sério. A reunião entre eles foi claramente séria. Em dias, ou horas, veremos passos concretos no terreno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><strong>Yusef Harb</strong> chefia a União de Centros Juvenis da Cisjordânia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<table class="MsoTableGrid" style="border: currentColor; border-collapse: collapse; mso-padding-alt: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-yfti-tbllook: 480; mso-border-top-alt: thin-thick-small-gap; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap; mso-border-bottom-alt: thick-thin-small-gap; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap; mso-border-color-alt: windowtext; mso-border-width-alt: 4.5pt;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr style="height: 1cm; mso-yfti-irow: 0;">
<td style="border-right: windowtext 4.5pt double; padding-right: 5.4pt; border-top: windowtext 4.5pt double; padding-left: 5.4pt; background: #d9d9d9; border-bottom-color: #ece9d8; padding-bottom: 0cm; border-left: windowtext 4.5pt double; width: 419.4pt; padding-top: 0cm; height: 1cm; mso-border-top-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt;" width="559">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 10pt; color: red; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;">© </span></em></strong><strong><span style="color: #333333; font-family: Verdana; font-size: 11pt; mso-bidi-font-family: Arial;"><a title="bitterlemons|BR" href="http://www.pazagora.org/page/2/?s=bitterlemons"><span style="color: black;">bitterlem</span><span style="color: green;">o</span><span style="color: black;">ns|</span><span style="color: green;">BR</span></a></span></strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;">- reprodução autorizada com </span><strong><span style="font-size: 8pt; color: #333333; font-family: Verdana;">créditos</span></strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;"> aos </span><strong><span style="font-size: 8pt; color: #333333; font-family: Verdana;">autores</span></strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;">, à </span><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana;"><a href="http://www.bitterlemons.org"><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">ns.</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">rg</span></strong></a></span><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;"> e aos <strong>tradutores</strong> (</span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;"><a href="http://www.pazagora.org/"><span style="color: #000000;">PAZ</span> <span style="color: red;">AGORA</span><span style="color: green;">|BR</span></a></span></strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;">) </span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 17.35pt; mso-yfti-irow: 1;">
<td style="border-right: windowtext 4.5pt double; padding-right: 5.4pt; padding-left: 5.4pt; border-bottom-color: #ece9d8; padding-bottom: 0cm; border-left: windowtext 4.5pt double; width: 419.4pt; border-top-color: #ece9d8; padding-top: 0cm; height: 17.35pt; background-color: transparent; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt;" width="559">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><span style="font-size: 7pt; color: black; font-family: Verdana;">recomendamos a exposição conjunta de análises israelenses e palestinas, preservando a intenção de equilíbrio dos editores</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 1cm; mso-yfti-irow: 2; mso-yfti-lastrow: yes;">
<td style="border-right: windowtext 4.5pt double; padding-right: 5.4pt; padding-left: 5.4pt; background: #d9d9d9; padding-bottom: 0cm; border-left: windowtext 4.5pt double; width: 419.4pt; border-top-color: #ece9d8; padding-top: 0cm; border-bottom: windowtext 4.5pt double; height: 1cm; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-bottom-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt;" width="559">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><span style="font-size: 7pt; color: black; font-family: Verdana;">as opiniões publicadas NÃO representam, necessariamente, as posições do </span><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 7pt; color: #333333; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;"><a href="http://www.peacenow.org.il/site/en/homepage.asp"><strong><span style="color: black;">Movimento PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong></a></span></strong><span style="font-size: 7pt; color: black; font-family: Verdana;"> ou dos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 7pt; color: #333333; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a href="http://www.pazagora.org/"><strong><span style="color: black;">Amigos Brasileiros do PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong></a> </span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: center;"><strong>b i t t e r l e m <span style="color: #008000;">o</span> n s   </strong> <em><span style="color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">em   </span></em><em><strong><span style="color: green; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">português </span></strong></em><em><strong><span style="color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;">!</span></strong></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 27.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">a </span></strong><strong></strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana;"><a><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">ns.</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">rg</span></strong></a></span><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"> é uma newsletter que apresenta via Internet, em língua inglesa, pontos de vista palestinos e israelenses sobre importantes temas envolvendo seu relacionamento. Cada edição aborda um tema específico, analisado por pares de autoridades ou especialistas das duas partes</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 27.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt 441.0pt;" align="center"><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">a </span></strong><strong></strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana;"><a><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">ns.</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">rg</span></strong></a> </span><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">mantém completa simetria organizacional e institucional entre os lados palestino e israelense. Os originais em inglês podem ser encontrados em </span></em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a href="http://www.bitterlemons.org"><em><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: green; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">www.bitterlemons.org</span></span></em></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 9.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">os </span></em><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a><strong><span style="color: windowtext;">Amigos Brasileiros do PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong><strong><span style="color: windowtext;"> &#8211; PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong><strong><span style="color: green;">|BR</span></strong></a> traduzem e divulgam em português o conteúdo </span></strong><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">da </span></em><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">o</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">ns.</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">o</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">rg</span></strong><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"> autorizados por seus editores</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 9.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><span style="color: #008080;"><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a title="bitterlemons|BR" href="http://www.pazagora.org/page/2/?s=bitterlemons"><span style="color: #008080; font-size: small;">Leia</span></a></span></em><strong><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a title="bitterlemons|BR" href="http://www.pazagora.org/page/2/?s=bitterlemons"><span style="font-size: small;"> <span style="color: #ff0000;">AQUI</span> </span></a></span></em></strong></span><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a title="bitterlemons|BR" href="http://www.pazagora.org/page/2/?s=bitterlemons"><span style="font-size: small;"><span style="color: #008080;">+ artigos do</span></span></a></span></em><span style="color: #008080;"><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a title="bitterlemons|BR" href="http://www.pazagora.org/page/2/?s=bitterlemons"><span style="font-size: small;"> <strong><span style="color: #333333;">bitterlem<span style="color: #008000;">o</span>ns|</span><span style="color: #008000;">BR</span></strong></span></a> <span style="font-size: small;">(desde 2002)</span></span></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pazagora.org/2012/precisamos-pegar-esta-onda/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O verdadeiro efeito dominó</title>
		<link>http://www.pazagora.org/2012/o-verdadeiro-efeito-domino-2/</link>
		<comments>http://www.pazagora.org/2012/o-verdadeiro-efeito-domino-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 22:46:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pazagora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estado Palestino]]></category>
		<category><![CDATA[mundo árabe]]></category>
		<category><![CDATA[Newsletter-BLOCO_B]]></category>
		<category><![CDATA[Processo de paz]]></category>
		<category><![CDATA[As Revoluções Árabes e a Paz Israel-Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[bitterlemons]]></category>
		<category><![CDATA[Hamas]]></category>
		<category><![CDATA[Irã]]></category>
		<category><![CDATA[Irmandade Muçulmana]]></category>
		<category><![CDATA[Jordânia]]></category>
		<category><![CDATA[Meshaal]]></category>
		<category><![CDATA[primavera árabe]]></category>
		<category><![CDATA[Síria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pazagora.org/?p=8684</guid>
		<description><![CDATA[Para que uma mudança do Hamas e a reconciliação palestina se tornem ferramentas do processo de paz, há necessidade de uma nova abordagem pelo Quarteto em direção a uma "nova OLP" que inclua o  Hamas e a criação de um Estado Palestino independente...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="background: #d9d9d9; margin: 0cm 27.9pt 0pt 9pt; text-indent: -9pt; text-align: center; tab-stops: 414.0pt 432.0pt 441.0pt;" align="center"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: navy; font-family: Verdana; font-size: 16pt; text-decoration: underline; mso-bidi-font-family: Arial;"><a href="http://www.pazagora.org/?s=bitter"><span style="color: black; text-decoration: underline;">b i t t e r l e m</span> <span style="color: green; text-decoration: underline;">o</span> <span style="color: black; text-decoration: underline;">n s |</span><span style="color: green; font-size: 15pt; text-decoration: underline;">B R</span></a></span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 18.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 423.0pt 432.0pt 441.0pt;" align="center"><strong><span style="font-size: 10pt; color: green; font-family: Verdana;">06|02|2012</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: #d9d9d9; margin: 0cm 27.9pt 0pt 9pt; text-align: center; text-indent: -9pt; tab-stops: 414.0pt 432.0pt 441.0pt;" align="center"><span style="color: green; font-family: Verdana; font-size: 16pt; mso-bidi-font-family: Arial;"><span style="color: green; font-family: Verdana; font-size: 14pt; mso-bidi-font-family: Arial;"><span style="color: #008000;"><strong>As Revoluções Árabes e a Paz Israel-Palestina</strong></span></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/Tzvi-Barel.png"><img class="alignleft size-full wp-image-8708" title="Tzvi Bar'el" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/Tzvi-Barel.png" alt="Tzvi Bar'el, analista do Haaretz" width="75" height="108" /></a>  UMA VISÃO ISRAELENSE</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong><strong><strong><strong>  O verdadeiro efeito dominó</strong></strong></strong></strong></span></p>
<p><span style="color: #0000ff; font-size: small;"><strong>  Zvi Bar&#8217;el</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O líder do Hamas, Khaled Meshaal foi cheio de surpresas nos últimos meses. Primeiro veio seu anúncio de que se deveria dar uma chance às negociações israelenses-palestinas. Aí veio o acordo de reconciliação entre Fatah e Hamas, que foi seguido por sua confirmação de que não iria concorrer a outro mandato como diretor do bureau político do Hamas. E, finalmente, deixou a Síria com sua família e está procurando um novo refúgio para o quartel-general do Hamas.</p>
<p>Embora a assim chamada &#8216;primavera árabe&#8217; tenha passado pelos territórios palestinos sem deixar uma marca tangível, não se pode ignorar seu efeito sobre a infraestrutura política palestina.</p>
<p>O grande resultado da crise na Síria &#8211; além de, claro, seu impacto sobre a própria Síria &#8211; é a percepção do Hamas de seu novo status ali e as implicações que isto poderia ter sobre suas relações com o Irã.</p>
<p>Antes dos eventos na Síria, o Hamas ainda era capaz de manobrar entre sua filiação árabe e seu patrocinador iraniano. Agora, parece que o Hamas está obrigado a adotar um curso único de ação e se realihar com a coalizão árabe contra a Síria e o Irã. A histórica visita de Meshaal à Jordânia, acompanhado pelo príncipe do Qatar, atesta a nova direção. Enquanto um debacle do Hamas jogaria sobre a Jordânia uma nova oportunidade de se envolver no conflito　palestino-israelense, as implicações para as partes envolvidas seriam muito mais importantes.</p>
<p>Apesar de alguma crítica à renovação do diálogo palestino-israelense patrocinada pelo Rei Abdullah da Jordânia, Meshaal e seus colegas estão prosseguindo em esforços de reconciliação intra-palestinos.</p>
<p>Parece que até mesmo Israel percebeu a futilidade de sua objeção à reconciliação entre as duas facções palestinas e não colocou pré-condições na sua disposição para negociar com a OLP.</p>
<p>Ainda assim, enquanto Meshaal declarava que o Hamas abandonará a luta militar contra Israel, ou a adiará para uma &#8220;data posterior&#8221;, assim atendendo às condições do Quarteto, ele ainda está evitando qualquer reconhecimento de Israel e recusando aderir aos acordos que foram assinados entre Israel e a OLP.</p>
<p>É aí que os acontecimentos no Egito podem criar um dilema complexo para o Hamas. Enquanto a Irmandade Muçulmana, que se tornou o maior partido no parlamento egípcio e conduzirá o governo, está enfatizando sua adesão aos acordos de Camp David, assim reconhecendo Israel,　o Hamas pode-se ver em conflito com tais declarações.</p>
<p>Embora ainda não se saiba qual o tipo de política externa que a Irmandade Muçulmana irá adotar, já é claro que eles querem manter boas relações com os Estados Unidos. Também é claro que os militares egípcios irão aderia à sua prévia posição pró-americana, assim forçando o governo a seguir a mesma linha. Não é preciso dizer, tal política implica em relações &#8216;normais&#8217; com Israel, mesmo que o termo &#8220;normal&#8221; seja redefinido.</p>
<p>Poderia o Hamas adotar uma política diferente e　se desligar daquela da Irmandade Muçulmana?</p>
<p>Julgando a partir da sua decisão no passado de se prender ao Irã e Síria. apesar da posição oposta da Irmandade, é óbvio que o Hamas- ainda que se vendo ideologicamente como parte da Irmandade Muçulmana &#8211; pode ser independente da sua organização mãe quando se tratar de requisitos de sua política externa e doméstica.</p>
<p>E pressões econômicas, sociais e políticas já causaram mudanças na sua posição tradicional. Como a Irmandade, o Hamas pode dispor-se a seguir um curso duplo: deixar a OLP conduzir negociações com Israel, ao mesmo tempo evitando reconhecer aquele país.</p>
<p>Um dilema diferente se apresenta ao Quarteto, que se vê amarrado entre um governo de direita teimoso em Israel e uma OLP que vê como única solução o reconhecimento de um Estado Palestino pela ONU.</p>
<p>Até aqui, o Quarteto foi capaz de impedir o Conselho de Segurança de conceder reconhecimento e de pressionar as parte para negociações significativas. Esta posição repousou em parte sobre o que era considerada uma divisão intransponível entre Gaza e a Cisjordânia, entre Hamas e Fatah. O pretexto formal foi de que como a OLP não representava Gaza, não poderia dizer que representaria o Estado Palestino inteiro.</p>
<p>Este pretexto ficou frágil desde que o acordo de reconciliação palestina foi assinado. E agora que venceu o prazo do Quarteto para se chegar a um acordo negociado sobre a próxima etapa das conversações israelense-palestinas, parece que a ONU terá que lidar com um conflito que já foi administrado localmente entre Egito, Israel, os EUA e os palestinos, com o Quarteto relegado ao papel de espectador.</p>
<p>Desde alguns meses, quando movimentos revolucionários em alguns países árabes impressionaram as lideranças mundiais com sua coragem e insistência na derrupada de regimes ditatoriais, muito pouca atenção tem sido dada ao conflito israelense-palestino. Agora que o Egito está lutando para manter um mínimo de lei e ordem, a Tunísia está tentando encontrar seu caminho entre ideologias conflitantes e a Síria está em desordem, são os palestinos que devem colher os grandes benefícios da primavera árabe.</p>
<p>Entretanto, para que a mudança de pensamento do Hamas e a reconciliação palestina se tornem ferramentas construtivas do processo de paz, há necessidade de uma nova abordagem pelos membros do Quarteto em direção a uma &#8220;nova OLP&#8221; que inclua o Hamas e à criação de um Estado Palestino independente. Isto, caso a comunidade internacional decida se alinhar com o verdadeiro efeito dominó que foi acionado pela primavera árabe.</p>
<p><strong>Zvi Bar&#8217;el</strong> é analista do dário Haaretz para assuntos do Oriente Médio. Lançou no ano passado o livro　&#8221;Quando Carros Caíram do Paraíso&#8221; (em hebraico).</p>
<p><span style="font-size: small;">　</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<table class="MsoTableGrid" style="border: currentColor; border-collapse: collapse; mso-padding-alt: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-yfti-tbllook: 480; mso-border-top-alt: thin-thick-small-gap; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap; mso-border-bottom-alt: thick-thin-small-gap; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap; mso-border-color-alt: windowtext; mso-border-width-alt: 4.5pt;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr style="height: 1cm; mso-yfti-irow: 0;">
<td style="border-right: windowtext 4.5pt double; padding-right: 5.4pt; border-top: windowtext 4.5pt double; padding-left: 5.4pt; background: #d9d9d9; border-bottom-color: #ece9d8; padding-bottom: 0cm; border-left: windowtext 4.5pt double; width: 419.4pt; padding-top: 0cm; height: 1cm; mso-border-top-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt;" width="559">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 10pt; color: red; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;">© </span></em></strong><span style="text-decoration: underline;"><strong><em></em></strong><strong><span style="color: #333333; font-family: Verdana; font-size: 11pt; text-decoration: underline; mso-bidi-font-family: Arial;"><a href="http://www.pazagora.org/?s=bitter"><span style="color: black; text-decoration: underline;">bitterlem</span><span style="color: green; text-decoration: underline;">o</span><span style="color: black; text-decoration: underline;">ns|</span><span style="color: green; text-decoration: underline;">BR</span></a></span></strong></span><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;">- reprodução autorizada com </span><strong><span style="font-size: 8pt; color: #333333; font-family: Verdana;">créditos</span></strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;"> aos </span><strong><span style="font-size: 8pt; color: #333333; font-family: Verdana;">autores</span></strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;">, à </span><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana;"><a href="http://www.bitterlemons.org"><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">ns.</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">rg</span></strong></a></span><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;"> e aos <strong>tradutores</strong> (</span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;"><a href="http://www.pazagora.org/"><span style="color: #000000;">PAZ</span> <span style="color: red;">AGORA</span><span style="color: green;">|BR</span></a></span></strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;">) </span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 17.35pt; mso-yfti-irow: 1;">
<td style="border-right: windowtext 4.5pt double; padding-right: 5.4pt; padding-left: 5.4pt; border-bottom-color: #ece9d8; padding-bottom: 0cm; border-left: windowtext 4.5pt double; width: 419.4pt; border-top-color: #ece9d8; padding-top: 0cm; height: 17.35pt; background-color: transparent; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt;" width="559">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><span style="font-size: 7pt; color: black; font-family: Verdana;">recomendamos a exposição conjunta de análises israelenses e palestinas, preservando a intenção de equilíbrio dos editores</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 1cm; mso-yfti-irow: 2; mso-yfti-lastrow: yes;">
<td style="border-right: windowtext 4.5pt double; padding-right: 5.4pt; padding-left: 5.4pt; background: #d9d9d9; padding-bottom: 0cm; border-left: windowtext 4.5pt double; width: 419.4pt; border-top-color: #ece9d8; padding-top: 0cm; border-bottom: windowtext 4.5pt double; height: 1cm; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-bottom-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt;" width="559">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><span style="font-size: 7pt; color: black; font-family: Verdana;">as opiniões publicadas NÃO representam, necessariamente, as posições do </span><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 7pt; color: #333333; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;"><a href="http://www.peacenow.org.il/site/en/homepage.asp"><strong><span style="color: black;">Movimento PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong></a></span></strong><span style="font-size: 7pt; color: black; font-family: Verdana;"> ou dos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 7pt; color: #333333; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a href="http://www.pazagora.org/"><strong><span style="color: black;">Amigos Brasileiros do PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong></a> </span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: center;"><strong>b i t t e r l e m <span style="color: #008000;">o</span> n s </strong>   <em><span style="color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">em   </span></em><em><strong><span style="color: green; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">português</span></strong></em><em><strong><span style="color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;"> !</span></strong></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 27.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">a </span></strong><strong></strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana;"><a><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">ns.</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">rg</span></strong></a></span><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"> é uma newsletter que apresenta via Internet, em língua inglesa, pontos de vista palestinos e israelenses sobre importantes temas envolvendo seu relacionamento. Cada edição aborda um tema específico, analisado por pares de autoridades ou especialistas das duas partes</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 27.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt 441.0pt;" align="center"><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">a </span></strong><strong></strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana;"><a><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">ns.</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">rg</span></strong></a> </span><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">mantém completa simetria organizacional e institucional entre os lados palestino e israelense. Os originais em inglês podem ser encontrados em </span></em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a href="http://www.bitterlemons.org"><em><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: green; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">www.bitterlemons.org</span></span></em></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 9.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">os </span></em><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a><strong><span style="color: windowtext;">Amigos Brasileiros do PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong><strong><span style="color: windowtext;"> &#8211; PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong><strong><span style="color: green;">|BR</span></strong></a> traduzem e divulgam em português o conteúdo </span></strong><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">da </span></em><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">o</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">ns.</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">o</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">rg</span></strong><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">, autorizados por seus editores</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 9.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><a href="http://www.pazagora.org/?s=bitter"><span style="color: #008080;"><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><span style="color: #008080; font-size: small;">Leia</span></span></em><strong><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><span style="font-size: small;"> <span style="color: #ff0000;">AQUI</span> </span></span></em></strong></span><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #008080;">+ artigos do</span></span></span></em></a><span style="color: #008080;"><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><span style="font-size: small;"><a href="http://www.pazagora.org/?s=bitter"> <strong><span style="color: #333333;">bitterlem<span style="color: #008000;">o</span>ns|</span><span style="color: #008000;">BR</span></strong></a></span> <span style="font-size: small;">(desde 2002)</span></span></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pazagora.org/2012/o-verdadeiro-efeito-domino-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Objetivo é democratização</title>
		<link>http://www.pazagora.org/2012/8673/</link>
		<comments>http://www.pazagora.org/2012/8673/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 22:09:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pazagora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Diplomacia]]></category>
		<category><![CDATA[Estado Palestino]]></category>
		<category><![CDATA[mundo árabe]]></category>
		<category><![CDATA[Newsletter-BLOCO_B]]></category>
		<category><![CDATA[As Revoluções Árabes e a Paz Israel-Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[primavera árabe]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pazagora.org/?p=8673</guid>
		<description><![CDATA[Um dos resultados mais imediatos da primavera árabe foi e será eleições livres e democráticas. Na Tunísia e no Egito, as eleições foram acompanhadas por transformações rumo à democratização e liderança transparente. Israel, que gosta de se retratar como "a única democracia na região", deveria comemorar as novas matrículas para este clube.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="background: #d9d9d9; margin: 0cm 27.9pt 0pt 9pt; text-indent: -9pt; text-align: center; tab-stops: 414.0pt 432.0pt 441.0pt;" align="center"><strong><span style="font-size: 16pt; color: navy; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;"><a href="http://www.pazagora.org/bitterartigos.cfm"><span style="color: black;">b i t t e r l e m</span> <span style="color: green;">o</span> <span style="color: black;">n s |</span><span style="font-size: 15pt; color: green;">B R</span></a></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 18.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 423.0pt 432.0pt 441.0pt;" align="center"><strong><span style="font-size: 10pt; color: green; font-family: Verdana;">06|02|2012</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: #d9d9d9; margin: 0cm 27.9pt 0pt 9pt; text-align: center; text-indent: -9pt; tab-stops: 414.0pt 432.0pt 441.0pt;" align="center"><span style="color: green; font-family: Verdana; font-size: 16pt; mso-bidi-font-family: Arial;"><span style="color: green; font-family: Verdana; font-size: 14pt; mso-bidi-font-family: Arial;"><span style="color: #008000;"><strong>As Revoluções Árabes e a Paz Israel-Palestina</strong></span></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="480"><span style="color: #808000;">UMA VISÃO PALESTINA</span></td>
</tr>
<tr>
<td width="480"><span style="font-size: medium;"><strong>Objetivo é democratização</strong></span></td>
</tr>
<tr>
<td width="480"><span style="color: #808000; font-size: small;"><strong>Ghassan Khatib</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>O relacionamento entre as atuais revoltas e revoluções no mundo árabe e o processo de paz palestino-israelense é uma mistura enrolada de causa e efeito. Enquanto israelenses tendem a argumentar que os acontecimentos recentes no mundo árabe justificam a estagnação do processo de paz (porque as revoluções árabes &#8220;provam&#8221; a instabilidade constante na vizinhança, inconstância árabe ou radicalização ameaçadora), árabes e palestinos pensam que um dos fatores que contribuem para alimentar as revoluções é a frustração com as décadas de ocupação israelense e o fracasso do processo de paz.</p>
<p>Francamente, a resposta de Israel aos eventos no mundo árabe é difícil de entender. A tendência mais óbvia nesses acontecimentos é o esforço de substituir regimes não democráticos por outros que tenham o apoio da população.　Um dos resultados mais imediatos foi e será eleições livres e democráticas. Na　Tunísia e no Egito, as eleições foram acompanhadas por transformações rumo à democratização e liderança transparente. Israel, que gosta de se retratar como &#8220;a única democracia na região&#8221;, deveria comemorar as novas matrículas para este clube.</p>
<p>Da mesma forma, o temor de Israel pelo crescimento dos islamistas é difícil de engolir, quando tudo sinaliza que a democracia em Israel está levando o país para o extremismo religioso de direita. Seria útil aqui recordarmos que os partidos que tomaram a maior parte da Europa após a segunda guerra mundial foram definidos por um <em>ethos</em> cristão de direita, e a maioria dos partidos que assumiram o poder após a transformação da Europa Central e Oriental também eram religiosos. Todos precisamos apoiar essas revoluções árabes no difícil processo de construir uma estrutura para a democracia e instituições que permitam uma transferência de poder suave e ordeira.</p>
<p>Os temores de Israel são exageradamente dramáticos. A melhor forma de entender o efeito da primavera árabe sobre o conflito e sobre Israel é que os acordos de paz que foram alcançados entre Israel e alguns regimes árabes, especialmente o Egito, não foram nem um pouco populares. Eles foram possíveis, quando assinados, principalmente por que não existia democracia funcionando naqueles países.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isto não significa, por outro lado, que a maioria dos árabes não tenham interesse na paz com com Israel. Ao contrário, o público árabe que recentemente encontrou sua voz não se contenta com arranjos pacíficos que negligenciem a ocupação israelense dos territórios palestinos. Assim, os novos regimes árabes tentarão manter seus compromissos de paz com Israel, mas vinculando isto à necessidade de alcançar uma solução pacífica que acabe com a injustiça da ocupação.</p>
<p>Um efeito positivo da primavera árabe e do crescente fortalecimento dos partidos islâmicos é sua influência sobre as posições e o comportamento do Hamas. Alguns líderes do　Hamas, incluindo o chefe do movimento, têm dito que foram inspirados pela natureza pacífica da exitosa revolução tunisiana. Seu exemplo influenciou Khaled Meshaal a se mover para admitir uma luta não-violenta como alternativa à tatica de resistência armada.</p>
<p>Concluindo, a primavera árabe terá um impacto positivo nas perspectivas para um acordo justo e pacífico entre Israel e os palestinos, na medida em que leve à democratização do mundo árabe.</p>
<div id="attachment_8714" class="wp-caption alignleft" style="width: 190px"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/ghassan-khatib1.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-8714" title="ghassan khatib" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/02/ghassan-khatib1-180x130.jpg" alt="Ghassan Khatib" width="180" height="130" /></a><p class="wp-caption-text">Ghassan Khatib</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><strong>Ghassan Khatib</strong> é coeditor da família <strong>bitterlemons</strong> de publicações via internet e diretor do &#8216;Government Media Center&#8217; da Autoridade Palestina, onde ocupou vários ministérios. Este artigo representa suas idéias pessoais.　</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<table class="MsoTableGrid" style="border: currentColor; border-collapse: collapse; mso-padding-alt: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-yfti-tbllook: 480; mso-border-top-alt: thin-thick-small-gap; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap; mso-border-bottom-alt: thick-thin-small-gap; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap; mso-border-color-alt: windowtext; mso-border-width-alt: 4.5pt;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr style="height: 1cm; mso-yfti-irow: 0;">
<td style="border-right: windowtext 4.5pt double; padding-right: 5.4pt; border-top: windowtext 4.5pt double; padding-left: 5.4pt; background: #d9d9d9; border-bottom-color: #ece9d8; padding-bottom: 0cm; border-left: windowtext 4.5pt double; width: 419.4pt; padding-top: 0cm; height: 1cm; mso-border-top-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt;" width="559">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 10pt; color: red; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;">© </span></em></strong><strong><em></em></strong><strong><span style="font-size: 11pt; color: #333333; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;"><a href="http://www.pazagora.org/bitterartigos.cfm"><span style="color: black;">bitterlem</span><span style="color: green;">o</span><span style="color: black;">ns|</span><span style="color: green;">BR</span></a> </span></strong><strong><em></em></strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;">- reprodução autorizada com </span><strong><span style="font-size: 8pt; color: #333333; font-family: Verdana;">créditos</span></strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;"> aos </span><strong><span style="font-size: 8pt; color: #333333; font-family: Verdana;">autores</span></strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;">, à </span><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana;"><a href="http://www.bitterlemons.org"><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">ns.</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">rg</span></strong></a></span><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana;"> e aos <strong>tradutores</strong> (</span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;"><a href="http://www.pazagora.org/"><span style="color: #000000;">PAZ</span> <span style="color: red;">AGORA</span><span style="color: green;">|BR</span></a></span></strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;">) </span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 17.35pt; mso-yfti-irow: 1;">
<td style="border-right: windowtext 4.5pt double; padding-right: 5.4pt; padding-left: 5.4pt; border-bottom-color: #ece9d8; padding-bottom: 0cm; border-left: windowtext 4.5pt double; width: 419.4pt; border-top-color: #ece9d8; padding-top: 0cm; height: 17.35pt; background-color: transparent; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt;" width="559">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><span style="font-size: 7pt; color: black; font-family: Verdana;">recomendamos a exposição conjunta de análises israelenses e palestinas, preservando a intenção de equilíbrio dos editores</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 1cm; mso-yfti-irow: 2; mso-yfti-lastrow: yes;">
<td style="border-right: windowtext 4.5pt double; padding-right: 5.4pt; padding-left: 5.4pt; background: #d9d9d9; padding-bottom: 0cm; border-left: windowtext 4.5pt double; width: 419.4pt; border-top-color: #ece9d8; padding-top: 0cm; border-bottom: windowtext 4.5pt double; height: 1cm; mso-border-left-alt: thin-thick-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-bottom-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt; mso-border-right-alt: thick-thin-small-gap windowtext 4.5pt;" width="559">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><span style="font-size: 7pt; color: black; font-family: Verdana;">as opiniões publicadas NÃO representam, necessariamente, as posições do </span><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 7pt; color: #333333; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;"><a href="http://www.peacenow.org.il/site/en/homepage.asp"><strong><span style="color: black;">Movimento PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong></a></span></strong><span style="font-size: 7pt; color: black; font-family: Verdana;"> ou dos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 7pt; color: #333333; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a href="http://www.pazagora.org/"><strong><span style="color: black;">Amigos Brasileiros do PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong></a> </span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: center;"><strong>b i t t e r l e m <span style="color: #008000;">o</span> n s </strong>  <em><span style="color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">em  </span></em><em><strong><span style="color: green; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">português</span></strong></em><em><strong><span style="color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Arial;"> !</span></strong></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 27.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">a </span></strong><strong></strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana;"><a><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">ns.</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">rg</span></strong></a></span><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"> é uma newsletter que apresenta via Internet, em língua inglesa, pontos de vista palestinos e israelenses sobre importantes temas envolvendo seu relacionamento. Cada edição aborda um tema específico, analisado por pares de autoridades ou especialistas das duas partes</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 27.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt 441.0pt;" align="center"><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">a </span></strong><strong></strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana;"><a><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">ns.</span></strong><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #008000;">o</span></span></strong><strong><span style="color: windowtext; font-family: Verdana;">rg</span></strong></a> </span><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">mantém completa simetria organizacional e institucional entre os lados palestino e israelense. Os originais em inglês podem ser encontrados em </span></em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a href="http://www.bitterlemons.org"><em><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: green; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">www.bitterlemons.org</span></span></em></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 9.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">os </span></em><strong><span style="font-weight: normal; font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a><strong><span style="color: windowtext;">Amigos Brasileiros do PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong><strong><span style="color: windowtext;"> &#8211; PAZ </span></strong><strong><span style="color: red;">AGORA</span></strong><strong><span style="color: green;">|BR</span></strong></a> são </span></strong><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">autorizados pelos editores da </span></em><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">bitterlem</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">o</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">ns.</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: green; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">o</span></strong><strong><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;">rg</span></strong><em><span style="font-size: 8pt; color: black; font-style: normal; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: Tahoma;"> para traduzir e divulgar seu conteúdo em português</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 9.9pt 0pt 0cm; text-align: center; tab-stops: 414.0pt;" align="center"><span style="color: #008080;"><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a title="bitterlemons|BR" href="http://www.pazagora.org/page/2/?s=bitterlemons"><span style="color: #008080; font-size: small;">Leia</span></a></span></em><strong><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a title="bitterlemons|BR" href="http://www.pazagora.org/page/2/?s=bitterlemons"><span style="font-size: small;"> <span style="color: #ff0000;">AQUI</span> </span></a></span></em></strong></span><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a title="bitterlemons|BR" href="http://www.pazagora.org/page/2/?s=bitterlemons"><span style="font-size: small;"><span style="color: #008080;">+ artigos do</span></span></a></span></em><span style="color: #008080;"><em><span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; font-style: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma;"><a title="bitterlemons|BR" href="http://www.pazagora.org/page/2/?s=bitterlemons"><span style="font-size: small;"> <strong><span style="color: #333333;">bitterlem<span style="color: #008000;">o</span>ns|</span><span style="color: #008000;">BR</span></strong></span></a> <span style="font-size: small;">(desde 2002)</span></span></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pazagora.org/2012/8673/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>ONU quer fim das demolições na Cisjordânia</title>
		<link>http://www.pazagora.org/2012/onu-quer-fim-das-demolicoes-na-cisjordania/</link>
		<comments>http://www.pazagora.org/2012/onu-quer-fim-das-demolicoes-na-cisjordania/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 22:51:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pazagora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Newsletter]]></category>
		<category><![CDATA[Ocupação]]></category>
		<category><![CDATA[Ong's]]></category>
		<category><![CDATA[Anata]]></category>
		<category><![CDATA[Gaylard]]></category>
		<category><![CDATA[ICAHD]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pazagora.org/?p=8560</guid>
		<description><![CDATA[Citando um aumento 'dramático' na demolição por Israel de casas palestinas, representante da ONU demanda a parada imediata das demolições em território ocupado...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>A ONU instou hoje Israel a cessar imediatamente a destruição de casas palestinas na Cisjordânia, após reportar um aumento dramático das demolições no ano passado.</p>
<p>Forças israelenses destruíram 622 casas palestinas no território em 2011, &#8220;removendo a força&#8221; quase 1.100 pessoas, a maior parte delas crianças, conforme relatório do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários.</p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_8563" class="wp-caption alignleft" style="width: 406px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/01/Demolição-de-casas-palestinas.jpg"><img class="size-full wp-image-8563" title="Demolição de casas palestinas" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/01/Demolição-de-casas-palestinas.jpg" alt="Demolição de casas palestinas" width="396" height="220" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Demolição de casas palestinas</dd>
</dl>
<p>&#8220;A atual política e a prática de demolições causam intenso sofrimento humano e devem terminar&#8221;, disse o coordenador de assuntos humanitários da ONU para os territórios ocupados palestinos, Maxwell Gaylard.</p>
</div>
<p>Gaylard disse que as estatísticas de demolição representam um aumento &#8220;dramático&#8221; sobre anos anteriores e que dezenas de milhares de pessoas estão sob ameaça de despossessão, demolição e remoção.</p>
<p>Israel diz que apenas demole estruturas construídas sem as devidas permissões. Palestinos dizem que raramente recebem permissões.</p>
<p>Gaylard disse ter ido ontem à aldeia de Anata, próxima a Jerusalém, onde sete casas palestinas foram demolidas nesta semana.</p>
<p>&#8220;Ele foi informado de que bulldozers e soldados haviam chegado no meio da noite de 23 de janeiro e que 52 pessoas, incluindo 29 crianças foram retirados a força de suas casas, que foram então completamente destruídas&#8221;, disse uma declaração da ONU.</p>
<p>O ICAHD &#8211; Comitê Israelense Contra Demolições de Casas &#8211; disse que forças israelenses demoliram o Beit Arabiya, lar de uma família e &#8220;centro de paz&#8221; em Anata, que já havia sido destruída quatro vezes desde 1994. A administração israelense da Cisjordânia disse que as casas não tinham permissão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-family: Calibri; color: #555; font-size: 11pt;">[ Publicado pela YNet em 27/01/2012 e traduzido pelo <a style="text-decoration: none;" href="http://www.pazagora.org/"><strong><span style="color: #303030;">PAZ <span style="color: #b50000;">AGORA</span>|<span style="color: #11542e;">BR</span></span></strong></a> ]</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pazagora.org/2012/onu-quer-fim-das-demolicoes-na-cisjordania/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Peres em Davos: &#8220;O Estado Palestino já existe&#8221;</title>
		<link>http://www.pazagora.org/2012/peres-em-davos-o-estado-palestino-ja-existe/</link>
		<comments>http://www.pazagora.org/2012/peres-em-davos-o-estado-palestino-ja-existe/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 22:58:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pazagora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diplomacia]]></category>
		<category><![CDATA[Estado Palestino]]></category>
		<category><![CDATA[Newsletter]]></category>
		<category><![CDATA[Processo de paz]]></category>
		<category><![CDATA[Davos]]></category>
		<category><![CDATA[Fayyad]]></category>
		<category><![CDATA[Irã]]></category>
		<category><![CDATA[Peres]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pazagora.org/?p=8549</guid>
		<description><![CDATA[Shimon Peres declarou que Israel tem o dever histórico de fazer a paz com os palestinos, de acordo com o que referiu como a tradição judaica que não permite a judeus que dominem outro povo. A solução - disse - é dois Estados para dois Povos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 60px;">
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;"><em>No Fórum Econômico Mundial, o presidente israelense e o primeiro-ministro palestino discutem formas de destravar o processo de paz. Peres insta a comunidade internacional a conter a influência destrutiva do Irã no O. Médio.</em></span></p>
<p dir="LTR">
<p dir="LTR">
<p dir="LTR">Os palestinos já criaram de fato um Estado, quando as negociações de paz ainda caminhavam, disse hoje o presidente de Israel, Shimon Peres, no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suiça.</p>
<p dir="LTR">Durante uma discussão sobre as chances de paz no Oriente Médio, Peres elogiou o presidente palestino Mahmoud Abbas e seu primeiro-minstro Salam Fayyad por seus esforços para construção do Estado, incluindo o estabelecimento de uma força militar independente.</p>
<p dir="LTR">Peres disse no painel, que incluiu Fayyad, que a construção do Estado é possível sem negociações. Referindo-se ao Irã, instou a Europa a impor sanções mais duras para frear o programa nuclear daquele país, acrescentando que a comunidade internacional precisa por fim à influência iraniana no Oriente Médio.</p>
<p dir="LTR">Disse ainda que o Irã transformou Gaza numa base para ataques de foguetes contra Israel e que o Hezbollah, que é apoiado por Teerã, quase levou o Líbano à destruição.</p>
<p dir="LTR">
<div id="attachment_8550" class="wp-caption aligncenter" style="width: 348px"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/01/Fayyad-e-Peres-em-Davos-23012012.jpg"><img class="size-medium wp-image-8550" title="Fayyad e Peres em Davos - 26012012" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/01/Fayyad-e-Peres-em-Davos-23012012-300x202.jpg" alt="Primeiro-ministro palestino e Presidente de Israel dialogam em Davos, Suiça" width="338" height="232" /></a><p class="wp-caption-text">Primeiro-ministro palestino e Presidente de Israel dialogam em Davos</p></div>
<p dir="LTR">
<p dir="LTR">Peres falou que o Irã é o único país no mundo que prega abertamente a destruição de outro país &#8211; Israel. Tamb[em instou a comunidade internacional a estimular os iranianos a derrubar o regime do presidente Mahmoud Ahmadinejad.</p>
<p dir="LTR">Conforme o presidente, Israel tem o dever histórico de fazer a paz com os palestinos, da acordo com o que ele referiu como a tradição judaica que não permite a judeus que dominem outro povo. A solução, disse, é dois Estados para dois Povos.</p>
<p dir="LTR">Fayyad disse durante o debate que tanto a construção do Estado quanto as negociações são igualmente importantes. "O processo político desde os Acordos de Oslo não foi suficientemente focado", disse, acrescentando que a comunidade internacional deve intervir no processo -  "Olhe para nós, estamos lutando simplesmente para sentar (na mesa de negociações). É hora de reconhecermos que o processo fracassou".</p>
<p dir="LTR">Peres discordou, dizendo que o processo deve se focalizar em conversações diretas entre Israel e os palestinos e que o conflito israelense-palestino não é uma questão global.</p>
<p dir="LTR">Ontem, o negociador de Israel  Yitzhak Molcho e seu interlocutor palestino Saeb Erekat reuniram-se em Amã, Jordânia, pela quinta vez. Representantes palestinos disseram que as conversas preliminares não renderam resultados.</p>
<p dir="LTR">
<p style="text-align: right;"><span style="font-family: Calibri; color: #555; font-size: 11pt;">[ publicado no YNet em 26/01/2012 e traduzido pelo <a style="text-decoration: none;" href="http://www.pazagora.org/"><strong><span style="color: #303030;">PAZ <span style="color: #b50000;">AGORA</span>|<span style="color: #11542e;">BR</span></span></strong></a> ]</span></p>
<p style="text-align: right;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pazagora.org/2012/peres-em-davos-o-estado-palestino-ja-existe/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A expansão dos assentamentos em 2011 &#8211; Relatório PAZ AGORA</title>
		<link>http://www.pazagora.org/2012/a-expansao-dos-assentamentos-em-2011-relatorio-paz-agora/</link>
		<comments>http://www.pazagora.org/2012/a-expansao-dos-assentamentos-em-2011-relatorio-paz-agora/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 21:24:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pazagora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estado Palestino]]></category>
		<category><![CDATA[Fronteiras]]></category>
		<category><![CDATA[Jerusalém]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Mapas]]></category>
		<category><![CDATA[Newsletter]]></category>
		<category><![CDATA[Outposts]]></category>
		<category><![CDATA[Relatórios]]></category>
		<category><![CDATA[assentamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Benjamin Netanyahu]]></category>
		<category><![CDATA[relatório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pazagora.org/?p=8530</guid>
		<description><![CDATA[O governo Netanyahu está promovendo o assentamento em áreas que inviabilizariam a criação de um Estado Palestino soberano ao lado de Israel. Várias negociações entre Israel e os palestinos revelaramo que a construção de assentamentos nestas áreas críticas inviabilizaria um futuro acordo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;" dir="LTR" align="CENTER"><span style="color: #ff0000; font-size: x-large;"><strong>Bibi Torpedeando a Solução de Dois Estados</strong></span></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>Relatório PAZ <span style="color: #ff0000;">AGORA <span style="color: #333333;">-</span></span> A expansão dos assentamentos em 2011</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="LTR"><strong>Principais fatos</strong></p>
<p dir="LTR">Aumento de 20% no lançamento de construções nos assentamentos &#8211; pelo menos 1.850 obras de unidades residenciais iniciadas, 35% delas (650 unidades) em colônias isoladas a leste do traçado planejado para a barreira de separação.</p>
<p dir="LTR">Pelo menos 3.500 unidades em construção durante 2011 (obras a iniciar ou continuação de anos anteriores).</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Obras iniciadas em assentamentos na Cisjordânia (exceto Jerusalém Oriental)</strong></p>
<p style="text-align: center;" dir="LTR"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/01/PN-Obras-iniciadas-em-2011.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8531" title="PN Obras iniciadas em 2011" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/01/PN-Obras-iniciadas-em-2011-300x225.jpg" alt="Obras iniciadas em assentamentos da Cisjordânia" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: center;">(Dados compilados pelo <strong>PAZ <span style="color: #ff0000;">AGORA</span></strong> (levantamento aéreo e visitas de campo) de janeiro a setembro de 2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foram iniciadas obras em 142 assentamentos, incluindo: Carmei Zur &#8211; 56 unidades; Kedumim &#8211; 51 un; Oranit &#8211; 161 un; Givat Ze’ev &#8211; 80 un; Modi’in Illit &#8211; 146 un e Beitar Illit &#8211; 106 un.</p>
<p dir="LTR">Foi publicada relação de 1.577 unidades (além de 2.057 em Jerusalém Oriental) – como parte da lista oficial das próximas licitações do Ministério da Habitação. Entre outros locais estão: 317 em Efrat, 277 em Ariel, 642 em Beitar Illit e 42 unidades em Karnei Shomron.</p>
<p style="text-align: right;" dir="LTR"><span style="color: #008080;">&gt;</span> <a href="http://bit.ly/ziP1KL/t_blank"><span style="color: #0000ff;"><span style="color: #008080;">+ detalhes <span style="color: #ff0000;">AQUI</span></span></span></a></p>
<p dir="LTR" align="CENTER"><span style="font-size: small;"><strong>Licitações para obras em assentamentos (exceto Jerusalém Oriental)</strong></span></p>
<div id="attachment_8532" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/01/PN-licitações-em-assentamentos.jpg"><img class="size-medium wp-image-8532" title="PN licitações em assentamentos" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/01/PN-licitações-em-assentamentos-300x165.jpg" alt="Licitações para obras em assentamentos" width="300" height="165" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="font-size: small;">Reconhecimento de 11 novos assentamentos, através de &#8216;legalização&#8217; de <em>outposts</em></span></strong></p>
<p dir="LTR">Durante 2011, o governo informou à Justiça a intenção de estabelecer oficialmente 11 novos assentamentos pela legalização de postos avançados onde vivem cerca de 2.300 colonos em 680 estruturas. Ao mesmo tempo, o governo informou à Justiça novas postergações de evacuações de três <em>outposts</em> implantados em terras de propriedade privada palestina.</p>
<p style="text-align: right;" dir="LTR"><span style="color: #008080;">&gt; veja ao final uma relação de <em>outposts</em> sub-júdice.</span></p>
<p style="text-align: left;">Além disto, o Estado anunciou a promoção de planos para legalizar centenas de construções ilegais em assentamentos (119 unidades habitacionais em Shiló, 86 em Kiryat Netafim, 27 em Halamish e outras centenas em Nofim, Hemdat, Rotem e Sansana).</p>
<p>O maior número anual (desde 2001) de projetos e de criação de novos bairros em Jerusalém Oriental</p>
<p dir="LTR">Foram aprovados para validação projetos para 3.690 residências e apresentados mais 2.660. Entre os planos que obtiveram validação final estão os novos bairros de Har Homa C (983 unidades) e Givat Hamatós – 1ª Etapa, com mais de 2.000 unidades.</p>
<p dir="LTR">A Prefeitura de Jerusalém emitiu, pelo menos, mais 823 alvarás de obras. Após a emissão de um alvará, o empreiteiro pode começar a construir imediatamente. O número de alvarás é um bom indicador para o número efetivo de novas obras que se iniciam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><strong>Construção de 55 unidades de assentamento em três novos complexos no coração dos bairros palestinos de Jerusalém Oriental</strong></span></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_8534" class="wp-caption aligncenter" style="width: 363px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/01/PN-BeitOrotSheperd.jpg"><img class="size-medium wp-image-8534" title="PN BeitOrotSheperd" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/01/PN-BeitOrotSheperd-300x106.jpg" alt="Obras em a-Sawana e Sheikh Jarrah" width="353" height="154" /></a><p class="wp-caption-text">Obras em a-Sawana e Sheikh Jarrah</p></div>
<p dir="LTR">Em 2011, esses assentamentos chegaram a um novo patamar, com o início da construção de novos complexos habitacionais para 55 famílias. 18 unidades em A-Suwane, 20 em Sheikh Jarrah (no Sheperd Hotel) e 17 em Ras El-Amud (na antiga delegacia de polícia).</p>
<p dir="LTR">Foi, ainda, concluída a construção da Etapa 2 do projeto de Maalê Zeitim em Ras al-Amud, com 60 unidades, estando algumas delas já habitadas.</p>
<p style="text-align: center;" dir="LTR"><span style="font-size: small;"><strong>Promoção de Projetos em Jerusalém Oriental　 (2005 &#8211; 2011)</strong></span></p>
<div id="attachment_8533" class="wp-caption aligncenter" style="width: 361px"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/01/PN-Novos-projetos-em-Jerusalém-Oriental.jpg"><img class="size-medium wp-image-8533" title="PN Novos projetos em Jerusalém Oriental" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/01/PN-Novos-projetos-em-Jerusalém-Oriental-300x95.jpg" alt="Projetos oficiais de assentamento em Jerusalém Oriental" width="351" height="146" /></a><p class="wp-caption-text">Projetos oficiais de assentamento em Jerusalém Oriental</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><strong>Torpedeando a Solução de Dois Estados – a Estratégia do Governo Netanyahu</strong></span></p>
<p style="text-align: left;">O governo Netanyahu está promovendo vários planos, precisamente em áreas disputadas que prejudicariam a possibilidade de estabelecer um Estado Palestino ao lado de Israel. Negociações formais entre Israel e os palestinos, assim como outras extra-oficiais, como a Iniciativa de Genebra, revelaram estas áreas como críticas, pois ameaçam a viabilidade do Estado Palestino. A construção de assentamentos ali pode inviabilizar qualquer chance para um acordo.</p>
<p style="text-align: left;">Tais áreas - <span style="color: #ff0000;"><span style="color: #333333;">assinaladas em</span> vermelho no mapa abaixo -<span style="color: #333333;"> têm sido alvos deste governo para construção e expansão de assentamentos.</span></span></p>
<div id="attachment_8537" class="wp-caption aligncenter" style="width: 349px"><a href="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/01/PN-Mapa-das-áreas-críticas.jpg"><img class="size-medium wp-image-8537" title="PN  Mapa das áreas críticas" src="http://www.pazagora.org/wp-content/uploads/2012/01/PN-Mapa-das-áreas-críticas-298x300.jpg" alt="Em azul, assentamentos israelenses em territórios ocupados; em vermelho áreas que podem inviabilizar um Estado Palestino viável" width="339" height="340" /></a><p class="wp-caption-text">Em azul, assentamentos israelenses em territórios ocupados; em vermelho áreas que podem inviabilizar um Estado Palestino.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>a. <span style="color: #ff0000;"><strong>A área E1</strong></span>, entre Jerusalem e Maale Adumim, é crítica para haver contiguidade territorial no Estado Palestino do sul ao norte e para a conexão da Jerusalém Oriental ao resto do Estado Palestino.</p>
<p dir="LTR">Foi reportado recentemente que o governo Netanyahu está promovendo a realização de um projeto para construir milhares de residências em E1, despejando beduínos da área e completando um sistema rodoviário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>b. <span style="color: #ff0000;"><strong>O assentamento de Efrat</strong></span> é adjascente a Belém no sul, situa-se a leste da principal rodovia (60) que conecta o sul da Cisjordânia a Belém.</p>
<p dir="LTR">Uma futura anexação de Efrat a Israel isolaria Belém do sul da Cisjordânia. O governo Netanyahu começou nos últimos meses a trabalhar em projetos que estavam suspensos há anos. Em 08/12/11, foi publicada licitação para construção de 40 residências no bairro de Givat Hadagan, 1 km ao norte da área construída do assentamento de Efrat. Em 29/12, foi publicada licitação para outras 213 unidades em Givat Hazayit, também na região de Efrat. O governo pretende, ainda, aprovar a construção de <span style="color: #008080;"><span style="color: #333333;">um</span> <a href="http://peacenow.org.il/eng/GivatEitam/t_blank"><span style="color: #008080; text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff; text-decoration: underline;"><span style="color: #ff0000; text-decoration: underline;"><span style="color: #008080; text-decoration: underline;">novo outpost</span></span></span></span></a></span> (Givat Eitam) a nordeste de Efrat, que poderia significar o ínício de um novo assentamento.</p>
<p style="text-align: right;" dir="LTR"><span style="color: #008080;">&gt; veja <a href="http://peacenow.org.il/eng/GivatEitam/t_blank"><span style="color: #008080; text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff; text-decoration: underline;"><span style="color: #008080; text-decoration: underline;">mais </span><span style="color: #ff0000; text-decoration: underline;">AQUI</span></span></span></a></span>.</p>
<p dir="LTR">c. <span style="color: #ff0000;"><strong>O assentamento de Ariel </strong></span>fica a 20 km da Linha Verde e cria uma barreira no coração da Cisjordânia.　 Dados oficiais do Bureau Central de Estatísticas indicam que, na última década, o número de pessoas que deixaram Ariel foi maior do que o dos que lá vieram morar. Seu número atual de moradores é menos de 18.000. Não obstante, em 08/12/2011 o governo licitou 277 novas residências em Ariel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>d. <span style="color: #ff0000;"><strong>Givat Hamatós</strong></span> &#8211; em 2011, o governo Netanyahu acelerou os planos para um novo bairro em Jerusalém Oriental, destinado a minar propostas para um compromisso em Jerusalém como o proposto pela Iniciativa de Genebra e a completar a barreira entre Belém e Jerusalém Oriental.</p>
<p dir="LTR">Em agosto, a Etapa 1 do plano (2.337 unidades residenciais) foi validada; em outubro, foi depositado um projeto detalhado de expansão para 2.600 unidades. Devem ser analisadas em breve objeções aos projetos das Etapas 2 e 3 para mais 1.362 unidades .</p>
<p style="text-align: right;" dir="LTR"><span style="color: #008080;">&gt; veja <a href="http://peacenow.org.il/eng/GivatHamatosEng/t_blank"><span style="color: #008080;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff; text-decoration: underline;"><span style="color: #008080; text-decoration: underline;">mais </span></span></span><span style="color: #ff0000; text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff; text-decoration: underline;"><span style="color: #ff0000; text-decoration: underline;">AQUI</span></span></span></span></a></span>.</p>
<p dir="LTR">Enquanto isto, o plano C para 983 novas unidades a sudeste do disputado bairro de Har Homá foi validado. Conforme relação de licitações do Ministério da Habitação, o projeto está pronto para ser executado imediatamente e em breve será licitado.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: small;">Apêndice: Relação de processos judiciais visando remoção de <em>outposts</em> ilegais</span></strong></p>
<table class="aligncenter" style="width: 620px; height: 1885px;" dir="LTR" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p dir="RTL" align="CENTER"><strong>Outpost</strong></p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="RTL" align="CENTER"><strong>Processo</strong></p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="RTL" align="CENTER"><strong>Casas móveis</strong></p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="RTL" align="CENTER"><strong>Casas permanentes</strong></p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="RTL" align="CENTER"><strong>Moradores</strong></p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="RTL"><strong>Posição do governo</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Haresha</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">9051/05</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">60</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR" align="CENTER">8</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">200</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="RTL">quer legalizar</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Hayovel</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">9051/05</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">27</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR" align="CENTER">16</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">150</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="RTL">quer legalizar</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Sansana</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">3091/11</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">58</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR" align="CENTER">21</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">240</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="RTL">quer legalizar</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Shvut Rachel</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">1813/11</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">47</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR" align="CENTER">93</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">400</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="RTL">quer legalizar</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Rechelim</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">2295/09</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">41</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR" align="CENTER">24</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">240</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">quer legalizar</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Bruchin</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%"></td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">53</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR" align="CENTER">52</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">350</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">quer legalizar</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Ma&#8217;ale Rehav&#8217;am</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">7891/07</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">28</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%"></td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">60</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">quer legalizar</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Mitzpe Lachish</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">7891/07</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">12</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%"></td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">50</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">quer legalizar</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Ramat Gilad</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">7891/07</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">12</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%"></td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">30</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">acordo com os colonos para remover várias casas móveis de terras privadas de palestinos em troca da legalização do <em>outpost</em></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Haro&#8217;e</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">7891/07</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">26</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%"></td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">80</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">quer legalizar</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Mitzpe Yitzhar</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">7891/07</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">7</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%"></td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">20</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">duas casas que estavam em área privada foram demolidas, implicando que outras cinco devem ser legalizadas</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Derech Ha&#8217;avot</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">8255/08</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">18</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR" align="CENTER">18</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">150</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">quer legalizar</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Givat Habrecha</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">8171/09</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%"></td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR" align="CENTER">74</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">300</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">legalizado</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Jabel Artis</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">9080/08</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">5</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR" align="CENTER">20</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">50</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">evacuação postergada para o fim de 2012</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Amona</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">9949/08</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">50</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%"></td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">200</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">evacuação postergada para o fim de 2012</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Givat Asaf</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">7891/07</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">25</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%"></td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">80</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">evacuação postergada para 01/07/12</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="MIDDLE" width="18%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">Migron</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR">HCJ <span style="font-family: Times New Roman;">8887/06</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="10%">
<p dir="LTR" align="CENTER">50</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="16%">
<p dir="LTR" align="CENTER">3</p>
</td>
<td style="text-align: center;" valign="MIDDLE" width="14%">
<p dir="LTR" align="CENTER">200</p>
</td>
<td valign="MIDDLE" width="27%">
<p style="text-align: center;" dir="LTR">veredito ordenou evacuação até 31/03/12</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">[ publicado em 10/01/2012 pelo <strong>PAZ <span style="color: #ff0000;">AGORA</span></strong> e traduzido pelo <a style="text-decoration: none;" href="http://www.pazagora.org/"><strong><span style="color: #303030;">PAZ <span style="color: #b50000;">AGORA</span>|<span style="color: #11542e;">BR</span></span></strong></a> ]</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pazagora.org/2012/a-expansao-dos-assentamentos-em-2011-relatorio-paz-agora/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pelos direitos das mulheres &#8211; um protesto bem-humorado  ;-)</title>
		<link>http://www.pazagora.org/2012/pelos-direitos-das-mulheres-um-protesto-bem-humorado/</link>
		<comments>http://www.pazagora.org/2012/pelos-direitos-das-mulheres-um-protesto-bem-humorado/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 23:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pazagora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clips e filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Manifestações]]></category>
		<category><![CDATA[Newsletter-multimidia]]></category>
		<category><![CDATA[Beit Shemesh]]></category>
		<category><![CDATA[fundamentalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pazagora.org/?p=8491</guid>
		<description><![CDATA[Numa dança coletiva na principal praça da cidade, moradoras de Beit Shemesh de todas as idades - com formação religiosa, tradicional ou secular - reuniram-se num protesto original e bem-humorado em defesa de seus direitos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Manifestação relâmpago de mulheres de Bet Shemesh</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;"> </span></strong><br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/pZd0kLWP01c" frameborder="0" width="589" height="336"></iframe><br />
<strong><span style="font-size: small;">Em 06|01|2012, um grupo de 250 mulheres e meninas de Beit Shemesh (cidade de Israel com grande população ultra-ortodoxa) decidiu levantar suas vozes contra às pressões, feitas por religiosos radicais, pela exclusão e segregação de mulheres.</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: small;">Numa dança coletiva na principal praça da cidade, moradoras de Beit Shemesh de todas as idades &#8211; com formação religiosa, tradicional ou secular &#8211; reuniram-se num protesto original e bem-humorado em defesa de seus direitos.</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong></strong><br />
Produtora: Renana Levine<br />
Diretor de Fotografia: Josh Gold</p>
<p>Música: Queen</p>
<p>Câmeras:<br />
Ben Katz, Daniel Wetzler, Eli Ben Ze&#8217;ev, Josh Gold</p>
<p>Coreógrafa: Liat Amar<br />
Som: Daniel Peretz</p>
<p>Criação e Organização: Miri Shalem, Brenda Ganot, Orna Nachmany, Etty Ben-Ami Suissa, Paz Corcus</p>
<p>Agradecimentos especiais a Debralee [APN] e Daniel Goldman</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #555555; font-family: Calibri; font-size: 11pt;">[ Publicado  no YouTube por BeitShemeshWomen em 08/01/2012 ]</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pazagora.org/2012/pelos-direitos-das-mulheres-um-protesto-bem-humorado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entrevista de Amós Oz no Roda Viva</title>
		<link>http://www.pazagora.org/2012/entrevista-de-amos-oz-no-roda-viva/</link>
		<comments>http://www.pazagora.org/2012/entrevista-de-amos-oz-no-roda-viva/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 19:05:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pazagora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clips e filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Multimídia]]></category>
		<category><![CDATA[Newsletter]]></category>
		<category><![CDATA[Amos Oz]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[roda viva]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pazagora.org/?p=8479</guid>
		<description><![CDATA[Amós Oz, em entrevista de 1h30' ao programa Roda Viva, fala sobre paz, literatura, Israel, sionismo e vida. entrevista do escritor israelense Amoz Oz no programa Roda Viva. Oz, um dos fundadores do Movimento PAZ AGORA de Israel recebeu diversos prêmios literários em todo mundo. Acaba de lançar no Brasil o romance "O Monte dos mau conselho".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"> Entrevista de Amós Oz ao programa Roda Viva (TV Cultura)</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;">02/01/2012</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008000; font-size: medium;">legendas em português &#8211; 1h36&#8242;</span></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/8ROPq2Txm3w" frameborder="0" width="640" height="360"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080; font-size: medium;"><strong>&gt; </strong></span><span style="font-size: medium;"><strong><a title="Amós Oz no Roda Viva 2007" href="http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/206/entrevistados/amos_oz_2007.htm"><span style="color: #ff0000;">clique</span> <span style="color: #ff0000;">AQUI</span> </a></strong></span><span style="font-size: medium;"><strong><a title="Amós Oz no Roda Viva 2007" href="http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/206/entrevistados/amos_oz_2007.htm"><span style="color: #008080;">e veja</span> <span style="color: #008080;">também</span> <span style="color: #008080;">entrevista de Amós</span> <span style="color: #008080;">Oz ao Roda Viva em 05/07/2007</span></a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: small;"><strong>Entrevistadores falam sobre o entrevistado </strong></span></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/JUKvCbnz274" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Paulo Werneck </strong>- editor do caderno Ilustríssima da Folha de São Paulo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/lRhU4toaQ8A" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Noemi Jaffe</strong> &#8211; escritora, crítica literária e professora de literatura brasileira da PUC/SP.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/D3w64VVByjw" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #555555; font-family: Calibri; font-size: 11pt;"><strong>Monique Gardenberg</strong> &#8211; cineasta, está adaptando o livro A Caixa Preta, de Amóz Oz, para o cinema.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-family: Calibri; color: #555; font-size: 11pt;">[ transmitido em 02/01/2012 pela TV Cultura - São Paulo ]</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pazagora.org/2012/entrevista-de-amos-oz-no-roda-viva/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

