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Apresentação

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INICIATIVA de GENEBRA
APOIO DA COMUNIDADE INTERNACIONAL
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1º de dezembro de 2003 -
“ Estou muito
encorajado por proeminentes palestinos e
israelenses terem sido capazes de alcançar tão
importante acordo sobre questões difíceis para um
estágio final de negociações de paz ... Na atual
fase de escalada do conflito pelo Oriente Médio,
qualquer iniciativa que aproxime mais as partes é
muito bem-vinda ".
Kofi
A. Annan -
Secretário-Geral das Nações Unidas
“ Gostaria de
felicitar esta iniciativa e o debate que ela
estimulou entre israelenses e palestinos, e mais
amplamente na comunidade internacional...
Num momento de
desespero, ambos os povos precisam de esperança. A
iniciativa que vocês estão lançando hoje lhes dá
uma oportunidade de enxergar além das atuais
dificuldades, para o que pode ser alcançado pela
boa-vontade dos dois lados...
É natural e
saudável, que haja discussões sobre os detalhes do
proposto acordo. O debate estimulado por esta
iniciativa é importante. Um melhor entendimento da
natureza de um possível acordo pode ajudar a
recordar as pessoas de que os difíceis passos
descritos no roadmap devem ser bem trabalhados.
Espero que esta iniciativa também mostre que os
israelenses e palestinos continuam capazes de
encontrar parceiros para paz e trabalhar juntos, e
estimule um retorno à mesa de negociação ".
Tony Blair -
Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha
“ Os EUA
continuam comprometidos com a visão do presidente,
de dois Estados e com o roadmap, mas
também acreditamos que projetos como o de vocês
são importantes por ajudar a sustentar uma
atmosfera de esperança na qual israelenses e
palestinos podem discutir soluções mutuamente
aceitáveis para as questões difíceis que
enfrentam.
Isto é crítico
porque, no final, são os povos palestino e
israelense que irão formar o consenso necessário
para alcançar uma solução de dois Estados "
Colin L. Powell
-
Secretário de Estado dos Estados
Unidos
“ Sou muito grato
por seus esforços ... para concretizar os detalhes
de uma solução de dois Estados que quase
realizamos há três anos. Toda a violência e
retrocesso desde então prova que maior demora em
tratar as questões fundamentais apenas ajuda aos
inimigos da paz na região, e os defensores do
terror pelo mundo…
Há pouco mais de uma década, os
líderes palestinos e israelenses fizeram um
compromisso ara partilhar o futuro - a terra, a
responsabilidade de combater o terror, a procura
da paz e prosperidade. Após três anos de violência
e sofrimento, um esforço de cidadãos pela paz, com
a clara evidência de que acordos específicos sobre
as questões mais difíceis são possíveis, deve
encorajar as autoridades de ambos os lados a
seguirem-nos...
As crianças do
Oriente Médio não merecem menos que isso. "
William
Jefferson Clinton -
42º presidente dos
Estados Unidos
“ A tentativa que
vocês fizeram na situação dramática atual do
Oriente Médio, para definir parâmetros de um
acordo final através de um diálogo entre políticos
israelenses e palestinos merece apoio.
Percebemos seus
esforços como uma valiosa contribuição para
superar o confronto de forças e trazer a situação
de volta para a via política ...
Espero que suas
atividades em benefício dos povos israelense e
palestino a pela paz no Oriente Médio tenham bons
frutos, não importa quão difícil possa ser o
caminho na direção dos nobres objetivos que vocês
colocaram".
Igor
S. Ivanov -
Ministro
das Relações Exteriores da Federação Russa.
[
International Herald Tribune -
www.iht.com
- 01/12/2003 ]
–
traduzido pelo PAZ
AGORA/BR
–
Por ocasião da assinatura, hoje, da
Iniciativa de Genebra, uma proposta para paz negociada por
equipes de israelenses e palestinos lideradas por
Yossi Beilin, antigo ministro da justiça israelense,
e Yasser Abed Rabbo, antigo ministro da informação
palestino - expressamos nosso forte apoio tanto a
esta iniciativa quanto à petição "A
Voz dos Povos"
promovida por Ami Ayalon, antigo chefe dos serviços
de segurança de Israel e Sari Nusseibeh, presidente
da Universidade de Al Quds em Jerusalém.
O conflito israelense-palestino já teve um custo
muito alto. Ambos os povos pagaram caro com vidas e
condições de vida numa guerra que ambos estão
perdendo. Cada dia que passa mina as perspectivas
para uma solução pacífica de dois Estados. Enquanto
o conflito durar, será uma fonte de instabilidade e
violência para a região e a comunidade internacional
como um todo.
Acreditamos que a melhor maneira para avançar é
dirigir ao cenário final, não ao fim de um processo
incremental, todos os princípios básicos de uma
solução justa e duradoura. Postergar o resultado
final torna qualquer processo refém de extremistas
de ambos os lados. Deve ser encontrado um processo
para dar expressão prática e política para o ardente
desejo de claras maiorias em ambos os lados de
terminar este conflito de uma vez por todas.
As
Iniciativas de Genebra e
A Voz dos Povos,
ambas, refletem essa opinião pública e podem ajudar
num novo impulso. Do lado israelense, podem ajudar a
desfazer os mitos que foram criados desde o colapso
do processo de paz e início da violência: de que o
povo palestino não está preparado para aceitar uma
solução de dois Estados e o direito de Israel a
existir como um Estado judeu.
No lado palestino, podem oferecer uma alternativa ao
atual modo de pensar que vê na violência o único
meio possível de terminar a ocupação. Elas mandam um
potente sinal de que existe uma alternativa à
situação atual. Elas têm o potencial de transformar
a dinâmica política interna nos dois lados.
O apoio internacional será crucial para traduzir
esses esforços num mecanismo concreto que traga uma
paz duradoura. Os jogadores internacionais mais
relevantes para isto - o "quarteto" composto por EU,
a União Européia, a Rússia e a ONU, e os
membros da Liga Árabe, devem apoiar fervorosamente
essas iniciativas. Eles devem instar tanto o governo
israelense quanto a Autoridade Palestina a serem
guiados pelo que a maioria de seus povos deseja. E
devem deixar clara sua própria disposição de
emprestar todo apoio político, econômico e militar
necessário para ajudar a implementar um acordo
abrangente de paz.
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Os povos israelense e
palestino, deixando claras suas crenças nas
Iniciativas
de Genebra e
A Voz dos Povos,
podem ajudar a transformar os princípios neles
incorporados, em realidade. Vocês podem contar
com nosso apoio neste esforço. |
Martti Ahtisaari,
ex-presidente, Finlândia; Ali Alatas, ex-ministro
do exterior, Indonésia; George Alleyne,
ex-diretor, Organização Pan-Americana da Saúde;
Oscar Arias Sבnchez,
ex-presidente, Costa Rica; Lloyd Axworthy,
ex-ministro do exterior, Canadá; Alexander
Bessmertnykh, ex-ministro do exterior, U.R.S.S.;
Carl Bildt, ex-primeiro ministro, Suécia;
Boutros Boutros-Ghali, ex-Secretário-Geral.
ONU; Lakhdar Brahimi, ex-ministro do
exterior, Argélia; Fernando Henrique Cardoso,
ex-presidente, Brasil; Ingvar Carlsson,
ex-primeiro ministro, Suécia; Lord Carrington,
ex-secretário do exterior, G.B., ex-Secretário-Geral,
OTAN; Jorge Castaסeda,
ex-ministro do exterior, México; Claude Cheysson,
ex-ministro do exterior, França; Jacques Delors,
ex-presidente, CE; Jiri Dienstbier, ex-ministro
do exterior, Tchecoslováquia; Ruth Dreifuss,
ex-presidente, Suiça; Uffe Ellemann-Jensen,
ex-ministro do exterior, Dinamarca; Gareth Evans,
ex-ministro do exterior, Austrália; Mark Eyskens,
ex-ministro do exterior, Bélgica; José Maria
Figueres, ex-presidente, Costa Rica; Malcolm
Fraser, ex-primeiro ministro, Austrália;
Hans-Dietrich Genscher, ex-ministro do exterior,
Alemanha; Bronislaw Geremek, ex-ministro do
exterior, Polônia; Mikhail Gorbachev, ex-presidente,
U.R.S.S.; I. K. Gujral, ex-primeiro ministro,
India; Bob Hawke, ex-primeiro ministro,
Austrália; Bill Hayden, ex-governador-geral,
ex-ministro do exterior, Austrália; Raffi K.
Hovannisian, ex-ministro do exterior, Armênia;
F. W. de Klerk, ex-presidente, África do Sul;
Wim Kok, ex-primeiro ministro, Holanda;
Masahiko Komura, ex-ministro do exterior, Japão;
Budimir Loncar, ex-ministro do exterior,
Iugoslávia; Barbara McDougall, ex-secretária
do estado para relações exteriores, Canadá; Gianni
de Michelis, ex-ministro do exterior, Itália;
Boyko Noev, ex-ministro da defesa, Bulgária;
Sadako Ogata, ex-Alto Comissário para Refugiados
da ONU; Lord David Owen, ex-secretário do
exterior, GB;
Surin
Pitsuwan, ex-ministro do exterior,
Tailândia; Augusto Ramםrez
Ocampo,
ex-ministro do exterior, Colômbia; Fidel Ramos,
ex-presidente, Filipinas; J. J. Rawlings, ex-presidente,
Ghana; Mary Robinson, ex-presidente, Irlanda;
Michel Rocard, ex-primeiro ministro, França;
Nafis Sadik, fex-diretor executivo, Fundo
Populacional, ONU;
Salim Ahmed Salim, ex-secretário geral, OUA; Cornelio
Sommaruga, ex-presidente, Comitê Internacional
da Cruz Vermelha; Kalevi Sorsa, ex-primeiro
ministro, Finlândia; Eduardo Stein, ex-ministro
do exterior, Guatemala; Pהr
Stenbהck,
ex-ministro do exterior, Finlândia; Max van der
Stoel, ex-ministro do exterior, Holanda;
Thorvald Stoltenberg, ex-ministro do exterior,
Noruega; Hanna Suchocka, ex-primeiro ministro,
Polônia; Alex Sceberras Trigona, ex-ministro
do exterior, Malta; George Vassiliou, ex-presidente,
Chipre; Hubert Vיdrine,
ex-ministro do exterior, França; Franz Vranitzky,
ex-chanceler federal, Áustria; Ernesto Zedillo,
ex-presidente, México.
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