Iniciativa de Genebra

Líderes dos dois povos mostram que a

PAZ entre Israel e Palestina é possível AGORA

 

 

 

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Apresentação

 

INICIATIVA DE GENEBRA / PALESTINA:

PPC - COALIZÃO PALESTINA DA PAZ www.ppc.org.ps

 
 

A Iniciativa de  Genebra . . .

 . . . Um Ano Depois

 [ Editorial da Newsletter da PPC - Coalizão Palestina da Paz – 01/12/2004 ]

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 - traduzido pelo PAZ AGORA/BR -

Todo um ano de atividade na promoção da paz e divulgando a mensagem de que “existe um parceiro” parece muito pequeno quando se leva em consideração o  tamanho dos desafios que as duas partes do Acordo de Genebra enfrentaram e ainda estão enfrentando.

É verdade que sempre houve uma tendência de que pessoas, não apenas no Oriente Médio, mas também em outras partes do mundo, prefiram fazer um esforço mínimo, para alcançar o resultado máximo, e tudo isso num tempo quase nulo. Claro que isso é impossível, mesmo quando o melhor ambiente está disponível.

Assim, um ano desde a assinatura do Acordo de Genebra, pode-se entender o quanto tem sido difícil para os parceiros palestinos e israelenses na Iniciativa de Genebra conseguir os resultados ou alcançar os objetivos aos quais se propuseram.

Entretanto, houve uma grande mudança. Com respeito aos parceiros da Iniciativa de Genebra, o debate foi estimulado dentro de Israel e  da Palestina com respeito à potencialidade da se chegar a um acordo pacífico e o fim do conflito, através da adoção de uma solução de dois Estados baseada nas fronteiras de 1967, como modificações acordadas.

Após três anos  de conflito incessante e quanto as vozes da razão quase desapareciam, dando lugar a gritos de extremismo, o objetivo principal para a Iniciativa de Genebra tornou-se o de mudar a cabeça das pessoas para que elas acreditassem que a paz ainda é possível e que um acordo negociado ainda é viável. Tudo o que as duas partes precisavam era de uma decisão corajosa de reiniciar as negociações para chegar a uma solução conforme o modelo apresentado pelo Acordo de Genebra.

Após cerca de três anos de impasse político sem sinais de uma saída, a Iniciativa de Genebra veio para pressionar, e o fez, as partes do conflito para tomas algumas atitudes. O primeiro a reagir foi o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, que percebeu que sua inércia diplomática, encoberta pela sua mantra predileta, de que “não existe parceiro para negociar, e portanto não há necessidade de agir politicamente”, iria levá-lo a uma situação onde o Acordo de Genebra se tornaria a única opção existente. Tal mudança, na visão de Sharon, poderia conduzir a comunidade internacional a pressionar Israel a aceitar o Acordo de Genebra como a única fórmula para resolver o conflito.

O antigo chefe de gabinete e assessor político de Sharon, Dov Weisglass, deixou claro que o plano de desligamento unilateral veio como conseqüência de uma situação onde o Acordo de Genebra começava a acumular apoio internacional e público.

Não obstante a forte oposição dos palestinos ao plano de desligamento unilateral de Sharon, o plano em si envolve elementos significativos, os principais sendo a disposição de retirar tropas israelenses dos territórios ocupados por Israel e de desmantelar colônias israelenses na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

Nossa preocupação, porém, nasce do que parece ser o objetivo de Sharon, que estaria tentando trocar sua saída da Faixa de Gaza pela perpetuação da ocupação israelense da Cisjordânia. É por esta razão que insistimos na necessidade de transformar o plano de retirada de Gaza num passo que leve a um processo político, e não um que conduza a uma maior ocupação da outras partes da terra palestina. Em outras palavras, nossa maior preocupação é evitar um cenário onde “Gaza Primeiro” se torne “Gaza por Último”.

Opor-se ao plano Sharon, sem apresentar um mecanismo que o substitua, é infrutífero. O papel dos parceiros palestinos e israelenses o Acordo de Genebra é procurar caminhos que conduzam da implementação do plano unilateral de Sharon diretamente para o Roadmap do Quarteto, e avançar para a retomada das negociações políticas no mais alto nível, entre os governo de Israel e Palestina, para chegar a um acordo definitivo baseado na solução de dois Estados ao longo das fronteiras de 1967. Qualquer outra coisa irá apenas proporcionar uma nova receita para mais conflito e devastação.

Ninguém quer que tal devastação continue.

Ninguém quer mais mortes em qualquer dos lados.

Ninguém quer que o conflito continue sem fim.

O Acordo de Genebra, sendo totalmente compatível com o Roadmap, aborda em detalhe a terceira fase, que fala da criação de um Estado palestino independente ao lado de Israel.

Uma condição básica que deve ser mantida para se criar um ambiente apropriado para um grande avanço no Oriente Médio é o compromisso com o Roadmap como apresentado pelo Quarteto. Qualquer outra tentativa de alterar os termos de referência ou as regras do jogo, não levará a nada, principalmente enquanto Sharon insistir numa abordagem unilateral.

Outra condição necessária é parceria. Não importam quais sejam os componentes de um acordo negociado, ele sempre terá maiores chances de viabilidade do que os de um que seja unilateral e que não comprometa nenhum dos lados.

Certamente, uma solução baseada em parceria servirá igualmente aos interesses dos povos palestino e israelense. É viável e tem melhores chances de sobrevivência.

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Coalizão Palestina da Paz / Iniciativa de Genebra

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