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PLANO DE DESLIGAMENTO DE
SHARON OU
ACORDO DE GENEBRA ?
[Menachem
Klein
-
Summer Edition
do Logos Journal -
www.logosjournal.com
07/05/04
]
-
traduzido pelo
PAZ AGORA/BR
-
O
Acordo de Genebra
é o pesadelo de Sharon. Às vésperas do
referendo do Likud sobre o plano de desligamento de
Sharon, ele ameaçou que caso não tivesse sucesso,
Genebra seria a alternativa. Sharon está tão
preocupado com Genebra (ou iniciativas similares
como o plano [A
Voz dos Povos
] de Nusseibeh-Ayalon, que
insistiu para o presidente Bush incluir a seguinte
frase na carta que o presidente entregou a Sharon
durante seu encontro em Washington em abril: “Os
Estados Unidos farão o máximo para evitar qualquer
tentativa por qualquer um de impor qualquer outro
plano ... da minha própria visão e sua
implementação, como descrito no
road map".
Para explicar por que Sharon está tão preocupado com
Genebra, irei compará-lo com o plano de Sharon.
O compromisso de Sharon evacuar os assentamentos em Gaza é
uma cortina de fumaça. Retirar 17 assentamentos de
Gaza não terminará a ocupação da Faixa de Gaza. Sob
o plano de Sharon, Israel irá manter o controle
israelense sobre o espaço aéreo de Gaza, seu mar
territorial, e todos as passagens de fronteira.
Também tem em vista que o exército israelense e os
serviços de segurança continuarão a ter liberdade
para operar ali. Gaza assim se tornará uma vasta
prisão sob o controle externo do exército de Israel,
que manterá o direito de intervir.
A decisão de Sharon implementar seu plano unilateralmente
também é problemática. Ao evitar negociações com os
palestinos para a evacuação dos assentamentos de
Gaza, Israel não recebe nenhum avanço para a paz. Em
contraste, o
Acordo de Genebra
oferece procedimentos de segurança para
Israel, um fim às reivindicações, e um final para o
conflito em troca da retirada dos assentamentos.
Além disso, e este é meu principal argumento, ao
focar o debate na evacuação os dos assentamentos da
Faixa de Gaza, Sharon objetiva disfarçar seu
objetivo estratégico de consolidar o controle de
Israel sobre a Cisjordânia. Ele está disposto a
sacrificar os assentamentos civis de Gaza para
consegui-lo. O plano de Sharon para a Cisjordânia é
definido por três aspectos do sistema da "barreira
de separação" que Israel está construindo
unilateralmente ao longo de um traçado aprovado pelo
gabinete israelense em junho de 2002 e outubro de
2003. Esses são os territórios que a barreira irá
cercar; o território que irá ficar do lado
israelense da barreira; e os assentamentos que, de
acordo com a visão de Sharon e seus compromissos,
devem ser retidos.
A barreira de separação terá 686 km de extensão, incluindo o
traçado que terá em torno do assentamento de Ariel,
enquanto a Linha Verde, fronteira anterior a 1967
tinha apenas 350 quilômetros. A fronteira definida
pela barreira será aumentada para cerca de 786 km,
assumindo que Sharon implemente seu plano de
estendê-la de forma que deixe os assentamentos de
Maalê Adumim, Jerusalém Oriental e Kiriat Arba,
próximo a Hebron, do lado israelense.
Os planejadores militares de Sharon também traçaram uma linha
para a barreira de separação no vale do Jordão, à
leste, que tem 143 km, embora uma porta-voz de
Sharon tenha dito que o muro oriental não será
construído por enquanto. Contudo, Sharon sempre
disse que Israel irá reter o Vale do Jordão até uma
linha a cerca de 10 km a oeste do Rio Jordão. A
política de Sharon de permanecer no Vale do Jordão é
confirmada pela locação ali tanto de assentamentos
"legais" que ele deverá manter, como de “postos
avançados ilegais" que estão ali sendo construídos.
São cerca de 37 postos avançados nessa região, cujo
propósito é adensar os grandes assentamentos
estabelecidos na região ao longo do Vale do Jordão.
O fato de o governo estar oferecendo casas em
assentamentos estabelecidos no Vale do Jordão a
novos compradores israelenses é uma maior evidência
da intenção de Sharon preservar esta área, de fato,
como parte de Israel.
O Controlador do Estado de Israel reportou que o Ministro da
Habitação gastou 6,5 milhões de dólares em
construção de assentamentos ilegais durantes os
últimos três anos. Metade disto foi para postos
avançados ilegais, sem atentar para o fato de que o
road map
determina o desmantelamento de todos os postos
avançados, e Sharon prometeu fazê-lo. O exército
israelense, a Organização Sionista, a Agência
Judaica, o Ministério de Infra-estrutura, e o
próprio primeiro-ministro Sharon foram cúmplices
deste absurdo.
Se Sharon apenas construir a parte Oeste da barreira
de separação, Israel já estará anexando, de fato,
cerca de 20% da Cisjordânia. Se ele estender a
barreira para o Vale do Jordão, ou mesmo se ele
apenas cumprir seu compromisso de controlar o Vale
do Jordão sem uma barreira, Sharon terá anexado, de
fato, cerca de 45% da Cisjordânia. As áreas que
Sharon planeja reter sob seu plano são muito
similares àquelas do mapa que Israel propôs aos
palestinos na cúpula de Camp David em 2000.
É claro que a linha da barreira de separação no Oeste e a
barreira virtual no leste, mesmo se uma barreira
real não for construída ali, não são baseadas
apenas em considerações de segurança. São
basicamente designadas a preservar a maioria dos
assentamentos e para dividir, conter e controlar as
áreas palestinas povoadas.
Agora, comparemos o
Acordo de Genebra
com o plano de Sharon. Primeiro, se
assumimos que Sharon pretende anexar apenas 20% da
Cisjordânia, isto se compara a apenas 2% que seria
anexado sob o
Acordo de Genebra.
Esses 2% incluiriam as áreas nas quais mais
de 50% dos colonos residem.
Sob o
Acordo de Genebra,
nenhum palestino será anexado a Israel e
nenhum colono ficará no lado palestino da fronteira.
Em comparação, sob o plano de Sharon 375.000
palestinos da Cisjordânia restaria no lado
israelense da barreira, 200.000 dos quais são
residentes palestinos de Jerusalém Oriental. 50 mil
vivem logo nas vizinhanças da cidade. Os outros 125
mil vivem no resto da Cisjordânia, a Oeste da
barreira de separação. Eles ficariam entre a
fronteira internacional de 4 de junho de 1967 e a
cerca que os separa do território palestino.
Além disso, sob o plano de Sharon, mais 200 mil palestinos da
Cisjordânia, principalmente em áreas rurais pobres,
será confinados em enclaves. O plano de Sharon
evacuará apenas quatro pequenos, semi-vazios e muito
distantes assentamentos no norte da Cisjordânia. O
plano preservaria os outros 58 assentamentos
israelenses no coração da Cisjordânia no lado
palestino da barreira de separação. Para proteger
esses 58 assentamentos, Israel irá conter e
controlar os palestinos através de uma combinação de
sensores eletrônicos, bloqueios de estradas e postos
de controle que criarão barreiras adicionais dentro
da barreira de separação.
Os 58 assentamentos autorizados, aos quais se pode adicionar
mais uns 80 postos avançados "ilegais", contêm cerca
de 70 mil colonos. Eles terão 700 km de estradas
para seu (e do exército israelense) uso exclusivo. É
claro por estes dados que Sharon não tem intenção de
se desligar da Cisjordânia. O vice de Sharon, Ehud
Olmert, recomendou uma retirada bem maior da
Cisjordânia, evacuando 40 a 44 mil colonos para
Israel. Sharon rejeitou isto porque ainda está
comprometido psicológica e ideologicamente, e por
razões de segurança, ao projeto israelense de
assentamentos, o maior realizado por Israel desde a
guerra de 1967. A escala massiva do empreendimento
de colonização criado sob a liderança de Sharon sem
seus postos ministeriais anteriores e hoje como
primeiro-ministro fala por si mesma. Duvido que
Sharon seja capa de cruzar o Rubicão e reverte-o.
A barreira de separação de Sharon irá incorporar a Israel 154
mil colonos nos cinco principais blocos de
assentamentos que Sharon declarou que irá preservar,
e 70 mil colonos adicionais no lado palestino da
barreira também ficarão sob controle israelense. Sob
o
Acordo de Genebra,
apenas 110 mil colonos israelenses, ou
seja, 50% do total, seriam anexados a Isael e nenhum
assentamento ficaria do lado palestino da fronteira.
Em contraste, o plano de Sharon iria reter cerca de
225 mil colonos, locados em ambos os lados da
barreira, sob controle israelense, ou cerca de 99%
do total.
A diferença entre os 20% do território (não incluindo o Vale
do Jordão e as áreas construídas dos 58
assentamentos no lado palestino da barreira) a serem
anexados sob o plano de Sharon, e os 2% do
território a ser absorvido por Israel sob o Acordo
de Genebra é também grande. As diferenças entre os
colonos e terra a serem anexados, de
jure ou de fato, sob os dois planos
reside na estratégia de Sharon anexar o máximo de
território da Israel bíblica e o número máximo de
assentamentos. Para conseguir isto, ele está
disposto a aceitar a inevitável anexação de fato de
muitos palestinos. Em contraste, o Acordo de Genebra
favorece a retirada de muito mais terras e
assentamentos, de forma a por fim à ocupação dos
palestinos.
A retirada unilateral dos assentamentos de Gaza traz o risco
de que Gaza seja controlada por uma coalizão do
Hamas, Jihad Islâmica e de facções radicais da
Fatah. De forma geral, é de grande interesse para
Israel conseguir um acordo definitivo com os
palestinos, e isto apenas pode ser alcançado por
negociações.
Sharon justifica agir unilateralmente, afirmando não existir
nenhum parceiro com quem negociar na atual liderança
palestina. Outros, como Ehud Barak, vão mais longe,
dizendo que o povo palestino não é um parceiro e que
Israel terá que aguardar a emergência de uma nova
geração de palestinos antes que possa haver paz.
Em contraste, o
Acordo de Genebra
afirma que tanto a atual liderança
palestina, como o povo palestino, são parceiros para
a paz. Genebra faz um chamamento ao reforço dos
palestinos moderados através de negociações com eles
e reconhecimento de sua legitimidade. Mas Sharon se
recusa a tratar com Abu Alá o primeiro-ministro
Ahmed Qurei] ou qualquer outro líder moderado
palestino.
O plano de Sharon para a Cisjordânia não contempla a
responsabilidade israelense de governar diretamente
os palestinos e fornecer-lhes serviços caros como
educação, saúde e serviços municipais. Mas os planos
Sharon controlar os palestinos mantendo tropas do
exército israelense na Cisjordânia, controlando as
principais estradas e as fronteiras da Cisjordânia e
Gaza, incluindo seu litoral. Em resumo, Sharon
deseja conter 3,2 milhões de palestinos,
controlando-os por ora de suas áreas populosas com
muros e cercas, mantendo o acesso militar e
dividindo em enclaves o espaço interno deixado para
os palestinos, sem aceitar responsabilidade por
governá-los. Sharon responde ao argumento de que
isto ameaça a maioria judaica, afirmando que, em
função de os palestinos não receberem cidadania
israelense e não serem governados diretamente por
Israel, não existirá nenhum problema demográfico ou
de um Estado bi-nacional.
Os moderados em Israel dizem que o plano de Sharon irá
destruir a democracia israelense. Eles afirmam que
se Israel mantiver controle permanente, mesmo que
seja indireto, sobre uma maioria palestina, Israel
estará se tornando, de fato, um Estado bi-nacional
judeu-árabe.
Eu concordo. Se Sharon seguir seu caminho, Israel irá
tornar-se uma combinação de um Estado militarizado
como a antiga Esparta e um Estado de apartheid como
a antiga África do Sul, que nega direitos iguais à
maioria, criando um sistema que eu chamo de
"Spartheid". Isto iria violentar valores judaicos e
minaria moralmente a visão sionista de um Estado
judeu democrático.
A visão alternativa de que o sionismo deveria ser
expansionista e que a aquisição de territórios na
Cisjordânia e Gaza deve continuar através do uso do
exército, assentamentos e cooperação entre ambos é
hoje obsoleta. Aquele conceito de sionismo deve dar
lugar a um novo sionismo que enfatize o crescimento
e bem-estar de um Estado judeu democrático dentro
das fronteiras anteriores a 1967, em paz com os
palestinos e outros Estados árabes. Isto deve ser
conseguido através da diplomacia, não da força.
Israel deve abandonar ambições de controlar territórios
palestinos e renovar sua atenção para construir uma
sociedade israelense melhor pela melhoria da
educação, bem-estar social e infra-estrutura.
Alterar o projeto israelense da expansão e
colonização para a reconstrução interna
irá demandar uma mudança na identidade israelense.
Será muito difícil, mas precisa ser feito.
Lamentavelmente, as políticas de Sharon estão levando Israel
para outra direção. A abordagem alternativa é o
Acordo de Genebra,
que iria renovar negociações para um status
definitivo com parceiros moderados palestinos.
Israel e os Estados Unidos também devem se aproximar
de outros parceiros que têm sido excluídos, como
os europeus e os países árabes moderados, e
incluí-los como partes da abordagem de Genebra.
Uma nova aliança entre moderados e pragmáticos, israelenses e
palestinos, iria enfraquecer os religiosos
fundamentalistas e extremistas em ambos os lados.
Nossos parceiros palestinos em Genebra desejam isto,
não menos do que nós. O desafio deles em evitar uma
vitória dos extremistas palestinos do Hamas e da
Jihad Islâmica é tão grande quanto o nosso de
resgatar Israel do projeto de colonização e dos
graves perigos da tentativa de dominar e controlar
os palestinos.
Alguns israelenses dizem que dentro de dez anos, iremos ver
atrás a decisão de Sharon evacuar assentamentos em
Gaza como parte de um projeto maior de desenraizar
todos os assentamentos, passo a passo. Mas eu não
vejo evidência, a julgar pelas declarações e
atitudes passadas de Sharon, que ele tenha essa
intenção. Na verdade, todas as evidências levam a um
plano de Sharon de colocar a Cisjordânia como o
objetivo central de seu plano de "desligamento".
Para derrotar o plano de Sharon, a oposição israelense deve
se expressar de forma mais efetiva em favor de sua
alternativa, expondo os perigos do plano de Sharon
para o futuro de Israel. Os líderes da oposição de
Israel devem resistir a tentativa de Sharon
cooptá-los, trazendo-os ao seu gabinete num governo
de "unidade". O papel da oposição é o de transformar
a opinião pública em apoio aos seus próprios
objetivos, assim persuadindo Sharon a mudar, ou
ceder lugar para uma nova liderança.
A maioria dos israelenses hoje está convencida de que a
maioria dos palestinos apóia o terrorismo e odeia
judeus. Israelenses tendem a acreditar no que seus
líderes dizem, e esta é a mensagem que ouvem do
governo Sharon. Por outro lado, a maioria dos
israelenses reconhece que o status
quo é insustentável e que algo deve ser
feito.
Os palestinos têm uma imagem especular dos israelenses e
tendem a demonizá-los. Paradoxalmente, em ambos os
lados muitos continuam a apoiar respostas violentas,
enquanto ao mesmo tempo entendem que a violência não
está dando resultados e que algo diferente é
necessário. Para os israelenses, o desligamento
unilateral parece ser a resposta.
Cedo ou tarde, ambos os lados reconhecerão que apenas um
acordo negociado terá sucesso, e, nesse contexto, a
lógica de um acordo mutuamente negociado nas linhas
de Genebra é muito forte.
(*)
Menachem
Klein
é um famoso escritor israelense e professor de
Ciência Política na Universidade de Bar Ilan. Foi
assessor da delegação de Israel na cúpula de Camp
David em 2000, e também membro da equipe israelense
que negociou o
Acordo de Genebra
. Este artigo é baseado numa
palestra que deu em Washington sob o patrocínio
da Foundation for Middle
East Peace e da
APN - Americans for Peace Now [www.peacenow.org ]
em 07/05/2004.
COPYFREE
:
Reprodução permitida com
os devidos créditos aos
autores, à
fonte,
ao
PAZ
AGORA/BR
-
www.pazagora.org (versão
em português).
Os textos publicados visam subsidiar o diálogo
e
NÃO
representam necessariamente as posições do
Movimento PAZ
AGORA ou dos Amigos Brasileiros do PAZ
AGORA.
Estas são expostas nas seções "QUEM
SOMOS" e "POSIÇÕES"
do site
www.pazagora.org
<< índice
LIÇÕES DE PAZ DA IRLANDA
[Northern Ireland on Internet
www.4ni.co.uk/ Ulster,
16/10/04]
-
traduzido pelo
PAZ AGORA/BR
-
Líderes de algumas das "comunidades cindidas" que se
reunirão na Hungria irão ouvir um especialista da
Universidade de Ulster sobre a segregação no norte
da Irlanda, e formas pelas quais ativistas
comunitários estão tentando atenuar suas
repercussões divisionistas.
Um
autoridade destacada em segregação na Irlanda do
Norte, o Dr Peter Shirlow, por suas investigações
intensas sobre o assunto foi convidado para a
conferência "Cidades Divididas em Zonas de
Conflito", a se realizar no Centro de Estudos de
Mídia e Comunicações da Universidade Centro-Européia
em Budapeste.
"A
realidade óbvia é que a nossa situação política é
menos volátil que a da Palesiina/Israel. Entretanto,
os delegados palestinos e israelenses procuram
conhecimento sobre como outras estratégias de paz
sobrevivem apesar das dificuldades óbvias", disse o
Dr.Shirlow, professor senior de geografia
humana no campus de Colerain da Universidade de
Ulster.
"É
claro que, a despeito de alguma instabilidade
remanescente na Irlanda do Norte, nosso processo de
paz é visto como tendo alcançado algum grau de
sucesso e sustentabilidade. Similarmente, cidades
como Mostar estão tratando de uma situação como a de
Belfast nos anos '70, que foi afetada por rápidos
processos de corrosão social e segregação".
Entre os conferencistas estarão Menachem Klein,
professor de Ciência Política na Universidade Bar
Ilan [e veterano ativista do
PAZ AGORA], que foi
assessor da delegação de Israel na cúpula de Camp
David em 2000 e membro da equipe israelense que
negociou o
Acordo de Genebra.
Klein
recentemente falou em Washington no Carnegie
Endowment sob o patrocínio da
Foundation for
Middle East Peace e a
APN - Americans for Peace Now.
COPYFREE
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Reprodução permitida com
os devidos créditos aos
autores, à
fonte,
ao PAZ
AGORA/BR
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NÃO
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