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15/05/2004 - SÁBADO às 19:30 na PRAÇA
RABIN - TEL-AVIV
SAIR
DE GAZA ! RETOMAR
NEGOCIAÇÕES
!
Uma
pequena minoria de colonos se apossou do governo e
do país.
Está
na hora da maioria dizer
BASTA
!
[
fonte: Maariv e Haaretz
- 13-14/05/04 - traduzido pelo
PAZ AGORA/BR
]
A
COALIZÃO DA MAIORIA
(Matê Harov)
organizadora do ato, inclui grupos
de esquerda e centro-esquerda como os partidos Avodá
(Trabalhista), Yahad/Meretz (Social-Democrata) e Uma
Nação, o
PAZ AGORA
,
os Movimentos Kibutzianos, a
Iniciativa de Genebra,
movimentos juvenis como HaNoar HaOved e o Hashomer
Hatzair, e o Fórum de Pais Enlutados.
Estão previstos pronuncimentos amanhã à noite do dirigente do
PAZ AGORA
Tzaly Reshef,
Shimon Peres (presidente do Avodá),
Yossi Beilin
(presidente do Yahad),
Amir Peretz
(presidente do Uma Nação e dirigente da Central
Sindical Histadrut), Yochi
Brandes (Iniciativa
de Genebra) e o ex-chefe do
serviço secreto
Ami Ayalon (promotor
israelense do plano de paz "A
Voz dos Povos" -
www.hamifkad.org.il/eng -
junto ao líder palestino
Sari Nusseibeh).
Falarão também o escritor
Amós Oz,
e um colono da região ao sul de Hebron que apóia a
evacuação de Israel. A banda de rock "The
Antiques" tocará acompanhando os
cantores populares
Yael Levy
e Danny
Sanderson.
Os organizadores esperam mais de 100.000 manifestantes na
Praça Rabin e dizem que houve um despertar da
população em seguida aos fatos na Faixa de Gaza
desta semana, que tiraram as vidas de 11 soldados
israelenses e pelo menos 29 palestinos.
Houve pressões de deputados e ministros da direita, assim
como por membros do Conselho de Colonos de Yesha
(Cisjordânia), para adiar a demonstração, dizendo
que esta desrespeitava a memória dos mortos. Em
resposta, o porta-voz do
PAZ AGORA Yariv Oppenheimer
disse que a "manifestação tem a intenção de salvar
vidas e portanto deve ser feita no horário
programado".
O deputado Ran Cohen
(Yahad/Meretz) chamou os argumentos pelo
cancelamento de "hipocrisia e covardia - tendo
frustrado as esperanças de toda uma nação, o
Conselho de Yesha está tentando obstruir a população
de expressar sua opinião". O presidente do Partido
Trabalhista,
Shimon Peres,
rejeitou o chamado do Conselho de Yesha para
cancelar a manifestação e disse que o propósito do
evento é o de salvar outras vidas. "A cínica
tentativa de direita de forçar sua posição sobre a
maioria da nação é vergonhosa", disse Peres.
Os organizadores anunciaram que devido à morte dos soldados,
o caráter da manifestação será mudado. Deverá ser
uma expressão de luto e protesto, iniciando-se com
um minuto de silêncio em memória dos soldados
caídos.
Uma vigília de memória e protesto, realizada pelas famílias
enlutadas de vítimas do terror começou ontem na
Praça Rabin, e continuará até a manifestação de
massas na noite de sábado. O "Fórum
das Famílias",
um projeto das "Famílias Enlutadas Apoiando a Paz,
Reconciliação e Tolerância", declarou que eles
pagaram o mais alto preço e não podem se manter
silenciosos quando mais 11 famílias se uniram a suas
fileiras.
Ruby Damlin, mãe do soldado David Damlin, que foi morto num
bloqueio de estrada perto de Ofra em março de 2002,
ontem iniciou a vigília de protesto na praça: "Estou
aqui para dizer BASTA. Onze famílias se juntaram ao
grupo dos enlutados, mas depois de amanhã ninguém
lembrará deles. Esta loucura tem que acabar. Se os
políticos não o fazem, talvez as famílias enlutadas
possam fazer."
Mas a Praça Rabin não é o único espaço na campanha pela
retirada de Gaza. Ontem o website do escritório do
primeiro-ministro teve uma pane devido ao peso de
milhares de e-mails de mulheres pedindo a Sharon
para sair de Gaza. A iniciativa partiu de um novo
movimento feminino chamado "Shuvi [Voltem]"
.
PAZ
AGORA
DOIS ESTADOS
UM FUTURO PARA DOIS
POVOS
<< índice
15/05/2004
MANIFESTAÇÃO GIGANTESCA EM TEL AVIV
REACENDE
ESPERANÇA DA MAIORIA PELA
PAZ AGORA
[
Moises Storch
– com fontes:
PAZ
AGORA,
Haaretz, Maariv, Gush Shalom, Reshet Bet ]

Mais de 250 mil israelenses, segundo a
COALIZÃO DA MAIORIA (Matê
HaRov),
organizadora da gigantesca demonstração, (Israel
tem, ao todo, 6,5 milhões de habitantes) exigiram
ontem na Praça Rabin em Tel-Aviv, a retirada do
exército da Faixa de Gaza, na principal manifestação
pela paz em Israel desde a época do assassinato do
saudoso Itzhak Rabin, ocorrido naquela mesma praça.
A rádio militar
Galei Tsahal
e o jornal de direita Maariv avaliaram a presença
de 200.000 manifestantes.
Pesquisas publicadas nesta semana indicam que
mais de
70% dos
israelenses são favoráveis a uma retirada da Faixa
de Gaza.
Estiveram como oradores Tsali Reshef (PAZ
AGORA), Shimon Peres (partido Avodá), Yossi Belin (partido
Yahad), Amir Peretz (presidente da central sindical
Histadrut, do partido "Uma Nação -
Am Ehad" e
um dos fundadores do
PAZ
AGORA),
Ami Ayalon (ex-chefe do serviço secreto e
articulador da iniciativa de paz "A Voz do Povo"),
Yochi Brandes (Iniciativa de Genebra e
PAZ
AGORA), Yom Tov Samia (ex-comandante da região Sul do exército), assim como
dois deputados do partido laico Shinui (membro da
coalizão do governo), e o pai enlutado Yinon
Ashkenazi. Entre os discursos de políticos também
falou uma estudante árabe-israelense, um jovem
prestes a ser convocado pelo exército e um jovem
morador de Sderot. Uma delegação de 50 palestinos
signatários do Acordo
de Genebra
também compareceu ao ato.
Sob o lema "A
MAIORIA DECIDE - SAIR DE GAZA - INICIAR O DIÁLOGO", a multidão lotou a Praça e boa parte das ruas vizinhas, dando uma
inequívoca prova do consenso da população. As
ameaças de atentados terroristas não conseguiram
tirar o campo pacifista da praça. As recentes mortes
de soldados em Gaza, combinadas com a sensação da
população de estar sendo insultada ao ser mantida
como refém pelos eleitores do Likud, trouxeram as
massas para a rua.
Embora os fatos recentes tenham motivado a vinda da multidão,
o espírito do memorável comício dos 400.000 após o
massacre de Sabra e Chatila, há 22 anos, pairava no
ar. As massas, então bradavam chamando o então
ministro da defesa
Ariel Sharon de assassino.
Por um breve tempo, ao lado de cartazes do
PAZ
AGORA, da Iniciativa de Genebra, do Avodá e outros, foi exibido um
cartaz dizendo "Arik, a nação está com você".
No decorrer desses 22 anos, uma nova geração cresceu, mas a
composição das pessoas da praça não parecia ter
mudado. "Eu sou a maioria silenciosa que tem vindo a
cada demonstração em todos esses anos", dizia Moshe
Atzmon, aposentado de Tel Aviv. Para Yoram Gur, 38,
do Kibutz Givat Haim, esta foi a primeira
manifestação de sua vida. Ele veio para dizer que
uma minoria não pode impor sua vontade à maioria.
Com ele estava sua filha de nove anos Roni.
Freqüentemente interrompido por aplausos,
Shimon Peres
disse à multidão que 80% dos israelenses desejam a
paz e que apenas 1% a bloqueiam."Nós não os
deixaremos fazê-lo" - disse Peres - "Não iremos
sustentar um governo fantoche que se submete
aos ideais ilusórios da direita...Esta não é uma
congregação das esquerdas, mas sim da maioria deste
país...."Aqui nesta praça temos quatro vezes mais
gente do que todos os eleitores da direita
radical.”, proclamou, exigindo uma retirada de toda
a Faixa de Gaza, incluindo a zona fronteiriça com o
Egito, em Rafah”.
O advogado de Direitos Humanos e fundador do
PAZ
AGORA,Tsali
Reshef, disse: "Não temos a
mínima confiança em Sharon. Nós sabemos que ele quer
se retirar de Gaza para ficar com a Cisjordânia. Mas
da mesma forma que ele foi forçado a renunciar a
Gaza nós o forçaremos a desistir da Cisjordânia.
Ofra e Beth-El [perto de Ramalah] e Kedumim [perto
de Nablus] serão evacuadas.
Para
Amir Peretz, líder da Central
Sindical
Histadrut,
as questões diplomáticas não podem ser separadas das
sociais. "Como morador de Sderot (cidade próxima à
Faixa de Gaza), posso lhes dizer que não tememos o
desligamento nem o diálogo, nem o processo de
paz"."Nós não acreditamos meramente num
desligamento, mas desejamos adicionar os valores de
igualdade e justiça social", completou.
Yossi Beilin, presidente do novo partido social-democrata Yahad,
e mentor israelense da
Iniciativa
de Genebra,
recebeu os mais longos aplausos da noite quando disse que após três anos
o campo da paz está enfim despertando de um estado
de coma. "Existem parceiros no lado palestino, e
temos de dar-lhes força... Aqueles que recusam a paz
já tentaram de tudo, assassinatos seletivos que às
vezes não são tão seletivos, reinvasão da
Cisjordânia e Gaza, destruição de plantações e de
casas - 1.800 casas destruídas ! , procurando impor
a derrota na consciência do outro lado e repetindo
isso indefinidamente. A única coisa que eles não
tentaram foi fazer a paz. Aqueles que dizem que não
existe parceiro são aqueles que não querem
conversar!"
E então, um discurso surpresa: "Meu nome é Eliezer Bidu. Vivo
no assentamento de
Omarim,
ao Sul de Hebron. Fui para lá há 14 anos atrás de
uma prometida "qualidade de vida"para minha família.
Que qualidade de vida! Há poucos meses, nosso carro
foi baleado. Uma bala passou perto da cabeça de meu
pequeno filho. Não consigo dormir de noite, eu quero
sair de lá. Não quero viver guardado por soldados
dia e noite, numa terra disputada entre vizinhos que
me odeiam. Eu quero viver no Israel de verdade, e
não sou o único.
Além das entidades representadas no palco, estava no evento
todo espectro de grupos moderados e radicais,
incluindo Coalizão de Mulheres pela Paz, Juventude
Comunista, Juventude Trabalhista, Juventude do
Yahad, Ta'ayush, Gush Shalom, Liga de Trabalhadores
Socialistas, Machsom Watch, Juventude Estudante e
Trabalhadora, Partido Hadash (Comunista),
Anarquistas, o recém nascido movimento feminino "Shuvi"
(Volte), coletando assinaturas em sua petição para
evacuar Gaza (que já conseguiram congestionar o
endereço de e-mail do primeiro-ministro). A
iniciativa "Daber" (Fale) promove a coleta de
testemunhos de soldados que serviram nos territórios
ocupados, enquanto a "Todos pela Paz" está lançando
uma rádio pacifista via Internet.
Cantaram Danny
Sanderson e
Dana Berger,
com a banda Nikmat
Hatraktor. A escritora
Yael Dayan, filha do lendário
general Moshe Dayan, veterana ativista do
PAZ
AGORA
e atual vice-prefeita de Tel Aviv, logo ao fim da
manifestação, nos escreveu: "O ato foi o máximo.
Este dia nos remeteu a todos para uma nova dimensão
de esperança." A Sra. Dayan virá ao Brasil em breve,
a convite dos
Amigos Brasileiros do
PAZ AGORA.
Os
ecos da Praça Rabin chegaram também a São Paulo. No clube "A Hebraica", o
cantor israelense
David
Broza,
terminava um show para uma platéia que lotava o
enorme ginásio
Itzhak Rabin.
Voltando para o bis, contou sobre o evento histórico
que tinha acabado de acontecer em Tel Aviv com
a presença de mais de 200.000 pacifistas, e começou
os primeiros acordes de seu grande sucesso que
compôs no dia em que o saudoso presidente egípcio
Anwar el-Sadat tomou a iniciativa de visitar o
Parlamento Israelense, iniciando o processo que
culminaria no tratado de paz entre o Egito e Israel
que perdura há mais de vinte anos. A platéia em
peso, de pé, muitos tirando e agitando para o
alto camisetas do PAZ
AGORA
cantou em massa, junto com Broza sua canção "Ihiê Tov" (Vai Melhorar).
A maioria aqui também acredita:
Vai
melhorar, claro que vai !
<< índice
EM CAMPANHA PELA RETIRADA DE GAZA
[Lily
Galili -
HaAretz - 01/04/04 - traduzido pelo
PAZ AGORA/BR
]
O
PAZ
AGORA
lançará amanhã uma campanha pública sob o
slogan
"EVACUAR
ASSENTAMENTOS =
ESCOLHER A VIDA".
O
slogan
pretende superar dois obstáculos que tem levado a
esquerda supra-partidária a uma paralisia
prolongada: os numerosos atentados terroristas e a
aderência à Iniciativa de Genebra como agenda
única da esquerda.
O
slogan
procura costurar a divisão do campo da paz
entre aqueles favoráveis a uma negociação com os
palestinos dentro do escopo da Iniciativa de Genebra
e aqueles que também apóiam ações unilaterais,
acreditando que a retomada de negociações neste
estágio é impossível. Os líderes do
PAZ AGORA
acreditam que o apelo emocional "ESCOLHER
A VIDA" ajudará a superar a
passividade da população face aos recorrentes
ataques suicidas que minam o campo da paz.
"Esta campanha pode unir o campo pacifista, porque se refere
apenas ao que será feito (evacuar assentamentos) e
não a como fazê-lo, unilateralmente ou por acordo".,
diz Yariv Oppenheimer, secretário-geral e porta-voz
do
PAZ AGORA. "É claro que um
acordo é preferível, mas mesmo sem ele, uma
evacuação unilateral é melhor do que continuar na
atual situação".
A
liderança do
PAZ AGORA
está atenta a que a campanha possa ser vista como um
apoio ao plano de desengajamento do
primeiro-ministro Ariel Sharon, mas explica que seu
apoio será restrito à evacuação de assentamentos, e
não se estendera a outras partes de seu plano.
A
opção do
PAZ AGORA
por
focalizar os assentamentos é baseada na premissa de
que a evacuação é hoje o coração do discurso público
e que a campanha também pretende ser uma alternativa
à campanha deflagrada pela direita baseada na frase
de que "a evacuação é um prêmio para o terror".
Ao
apresentar os assentamentos como a raiz do problema
político e econômico e um dos catalisadores do
terror, o
PAZ AGORA
tentará convencer a população do espectro dos partidos Avodá,
Meretz e Shinui, a se mudar de um apoio passivo à
evacuação a uma pressão ativa sobre o
primeiro-ministro para implementá-la".
"Não
diremos à população que o terror é apenas produto
dos assentamentos, mas certamente mostraremos a
conexão entre os telhados vermelhos em Psagot ou
Beit El [assentamentos nos territórios ocupados] e o
fato de terroristas suicidas se explodirem no
coração de Israel, e mostraremos que os suicidas
ganham legitimidade entre sua gente, em cujas
terras os assentamentos estão incrustados", disse um
ativista do
PAZ
AGORA.
A
campanha deverá culminar numa manifestação de
massas.
COPYFREE
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ao
PAZ
AGORA/BR
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AGORA ou dos Amigos Brasileiros do PAZ
AGORA.
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