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Mais da metade dos israelenses e palestinos apóia a proposta
não-oficial de paz que inclui concessões sem
precedentes pelos dois lados, conforme pesquisa
publicada ontem.
A minuta de acordo de paz, conhecida como Acordo de Genebra e
redigida por antigos negociadores israelenses e
palestinos, propõe a formação de um Estado
Palestino na Cisjordânia e Faixa de Gaza, o
retorno de refugiados palestinos para aquele
Estado - mas não para Israel - e a divisão de
Jerusalém entre os dois Estados.
Os pesquisadores leram um resumo do acordo para israelenses e
palestinos, e descobriram que
53% dos
israelenses e quase 56% dos palestinos o apóiam.
Quase 44% dos israelenses e 39% dos palestinos
disseram que se oporiam a tal tratado.
O resumo não incluía especificamente o fato de que os locais
altamente disputados na Cidade Velha de
Jerusalém - onde o complexo da mesquita de
Al-Aqsa se assenta acima das ruínas dos templos
judaicos bíblicos - ficaria sob soberania
palestina. Em vez disso, dizia: "Cada lado
governará seus lugares santos".
Há considerável oposição em Israel a ceder este local, o mais
sagrado para o judaísmo, num tratado de paz.
A pesquisa cobriu 610 cidadãos israelenses por telefone, e 631
palestinos entrevistados pessoalmente, com uma
margem de erro de 4%.
"Esta pesquisa é um lembrete oportuno do fato de que as
maiorias dos dois lados estão dispostas a
abraçar um acordo que atenda seus principais
interesses e aspirações", disse Edward Djerejian,
antigo embaixador americano em Israel e na
Síria, e diretor do
Baker Institute
for Public Policy, no Texas, que
realizou a pesquisa em conjunto com o
International Crisis Group de Washington,
voltado para prevenção e solução de conflitos.
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