O consenso é um poderoso componente da força
nacional, e mantê-lo é valioso por si. Fazer esforços para mantê-lo não é uma
expressão de fraqueza, mas de sabedoria, não menos que considerações sobre a
capacidade de resiliência do front interno ou de perspectivas sobre objetores de
consciência entre soldados. Todos esses evoluíam para pontos básicos sobre os
quais os líderes tomam decisões importantes.
Para manter-se um acordo amplo, não será
possível continuar combatendo por muito tempo, e as rachaduras no consenso estão
aumentando. Se manifestações de rua são medidas importantes dele, se a
objeção ao serviço militar (mesmo aos olhos de seus opositores) é uma medida de
legitimização da guerra, a guerra de Gaza até agora foi vista como um conflito
bem diferente das anteriores. Aincda é, acima de tudo uma guerra pessoal,
difícil de se recusar a lutar. Mas, deve-se enfatizar a expressão "até
agora".
A condenação pública à guerra
revelou que os primeiros protestos na rua, talvez como lição do Líbano, chegaram
bem mais cedo e bem maiores. Como sempre, a primeira a sair às ruas foi a
esquerda radical, com muitos cidadãos árabes. A guerra brutal movida contra a
população palestina de Gaza é para eles uma guerra contra parentes próximos.
Isto torna a guerra uma tema ainda mais pessoal do que a do
Líbano.
Esta sensação de ser "pessoal".
porém, também faz com que se limitem as críticas. Mesmo os sionistas de esquerda
enxergam esta guerra de uma maneira pessoal. Oito anos de foguetes Qassam
aproximaram a população mais ampla de Israel dos moradores do sul. Suas
histórias são familiares, e a sensação de agressão por tê-las ignorado por tanto
tempo, pesa em suas consciências.
Este sentimento ficou evidente na
manifestação diante do Ministério da Defesa, organizada pelo PAZ AGORA na noite do sábado passado. Muitos dos
participantes estavam perturbados pela pequena reação da esquerda sionista, e
muitos expressaram desconforto com o sua própria presença num protesto com o
qual não se identificavam plenamente.
E existem os alienados, os
apáticos, que ficam de fora diante dos horrores que tempos atrás levaria massas
para as ruas.
"Vingança não é uma forma de
operar", escreviam ativistas do movimento "Courage to Refuse" no 12º dia da
guerra. Mesmo que estejam certos, não há dúvida de que o sentimento de
vingança é uma força que une os manifestantes.
Neste contexto, é apropriado
observar que apestar da entrada de reservistas, ainda não houve nem um único
objetor de consciência até ontem. Na segunda guerra do Líbano, o
primeiro refusenik apareceu no 2º dia de operação. Mesmo refusenikis
veteranos admitem que esta guerra é diferente, com a mesma entonação que
o governo o apresenta como uma guerra necessária.
Mas esta sensação está se
dissipando. Mesmo se o o consenso começar a erodir lentamente, crescem as
preocupações de que considerações eleitorais estão influenciando os nossos
líderes, entre pensamentos que possa hava uma alternativa que valha a pena
examinar. Não precisamos esperar que o consenso acabe após um alto custo em
vidas humanas. As mudanças que se sente no ar são suficientes para repensar o
avanço em Gaza.
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