Colonos Terroristas são a Linha de Frente para um “Grande Israel”.

A violência extrema de colonos judeus contra a pacífica população palestina da Cisjordânia tem escalado aceleradamente nos últimos anos, e atinge o ápice com a queima de olivais, incêndio de moradias e mesquitas, roubo de rebanhos e o ataque indiscriminado a homens, mulheres e crianças desarmados, com pedras, pauladas e armas de fogo fornecidas pelo exército.

O maior incentivo à selvageria desses colonos é a IMPUNIDADE, garantida por ministros da extrema-direita através da inação das forças policiais e militares estacionadas nos Territórios Ocupados. Estas só agem para defender os colonos e às vezes os apóiam em ataques contra palestinos indefesos.

Segundo a ONG de Direitos Humanos Yesh Din, entre 2005 e setembro de 2023, 93,7% de todos os casos de investigações sobre violências perpetradas por civis israelenses contra palestinos na Cisjordânia foram encerrados sem qualquer acusação formal. Apenas 3% levaram a um veredito de culpa.

Como resultado da violência desenfreada de colonos fanatizados por um (des)governo dirigido por uma minoria racista e messiânica, a vida em comunidades palestinas que lá vivem pacificamente há séculos está se tornando um tormento. Várias comunidades árabes já foram evacuadas. A chamada “limpeza étnica” da Cisjordânia está ocorrendo neste exato momento.

É parte da estratégia de substituir os árabes da região por judeus, para construir a Grande Israel do Rio ao Mar… projeto idêntico ao do Hamas para os palestinos.


Hoje (14/11) pela manhã, ativistas do PAZ AGORA, entre centenas de pacifistas israelenses, viajavam para uma uma colheita solidária de azeitonas no vilarejo palestino de Burin. Foram impedidos de prosseguir pela polícia perto do posto de controle de Shomron, ao sul de Qalqilya.

Apesar de permitir a livre passagem para veículos de colonos, o comandante da brigada emitiu uma ordem especial impedindo que os ônibus dos ativistas prosseguissem até a aldeia palestina.

Em resposta, os ativistas desembarcaram dos ônibus e iniciaram uma manifestação espontânea, bloqueando a Rodovia 5 — a principal estrada que leva ao grande assentamento de Ariel. Os manifestantes denunciaram a violência contínua dos colonos e a persistente falha do governo em proteger os palestinos dos ataques diários.

Lior Amihai, Diretor Executivo do PAZ AGORA, declarou: “Ontem, solicitamos formalmente ao Chefe do Estado-Maior que permitisse a colheita solidária. No entanto, hoje, enquanto sete ônibus de ativistas pela paz estão sendo bloqueados, colonos circulam livremente. Estamos protestando aqui contra essa injustiça — contra a violência dos colonos e contra a obstrução deliberada de ativistas pela paz que buscam se solidarizar com nossos parceiros palestinos.”

A violência na Cisjordânia não é mero “atrito”, são pogroms unilaterais de colonos contra palestinos.

[ Editorial Haaretz | 09/11/25 | tradução Amigos Brasileiros do PAZ AGORA | www.pazagora.org ]

As Forças de Defesa de Israel (IDF), como soberanas nos territórios ocupados, devem proteger todas as vítimas da violência, incluindo os palestinos, do terror judeu. O apoio do governo aos colonos ilegais não exime o exército dessa obrigação.

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, e o chefe do Comando Central, Avi Bluth, traíram a confiança que lhes foi depositada. Ambos são responsáveis ​​pela segurança de todos os residentes da Cisjordânia, colonos e palestinos, mas não estão cumprindo seu dever. A negligência se agravou recentemente e atingiu o ápice durante a colheita de azeitonas que está em andamento.

Um relatório das Nações Unidas divulgado no fim de semana estimou que o número de ataques violentos perpetrados por colonos em outubro foi o mais alto desde que a ONU começou a coletar dados, em janeiro de 2006. Os números compilados pelo Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários mostraram uma média de mais de oito ataques diários contra palestinos e suas propriedades no mês passado. Desde o início do ano, cerca de 1.500 ataques foram registrados.

O último fim de semana na Cisjordânia foi sangrento. Em várias aldeias, agricultores palestinos e voluntários israelenses, que os haviam ido ajudar contra terroristas judeus, foram atacados .

Em Beita, que sofreu inúmeros incidentes durante a colheita de azeitonas, 11 pessoas ficaram feridas, entre elas Oded Yedaya, diretor da Escola de Arte Minshar em Tel Aviv. Suas maçãs do rosto e mandíbula foram fraturadas pelos golpes dos agressores no topo da colina. A foto dele coberto de sangue deveria ter chocado todos os israelenses, especialmente o exército, que foi cúmplice do crime.

Esses incidentes são possíveis porque as Forças de Defesa de Israel permanecem inertes, sem fazer nada para reprimir a violência e proteger os atacados. Entre os manifestantes violentos estão soldados uniformizados, membros dos esquadrões de segurança de emergência dos assentamentos, que se aproveitam dos uniformes e armas que lhes foram fornecidos para autodefesa para atacar palestinos que apenas querem colher suas plantações.

As declarações do porta-voz das Forças de Defesa de Israel sobre como as tropas “chegaram rapidamente” e “agiram para reduzir o atrito” distorcem os fatos. Não houve “atrito” ou lutas com pastores de ovelhas, mas sim pogroms planejados e iniciados” unilateralmente por um lado contra o outro. Os soldados não se limitam a “reduzir o atrito”.

O exército, que é soberano nos territórios ocupados, tem a obrigação de defender as vítimas da violência e garantir sua segurança. Assim como as Forças de Defesa de Israel defendem os colonos contra o terrorismo palestino, devem fazer o mesmo pelos palestinos que enfrentam o terrorismo judaico. O fato de o governo apoiar os manifestantes não exime o exército de cumprir sua obrigação de proteger os palestinos e seus bens.

Juntamente com a polícia da Cisjordânia, que neste momento não move uma palha para investigar os pogroms e levar os seus perpetradores à justiça, o exército deve usar todas as ferramentas à sua disposição.

Os soldados que participam dos pogroms devem ser levados à justiça, e os demais revoltosos devem ser entregues à polícia. Um chefe das Forças de Defesa de Israel que não ordena que isso aconteça e um general que não cumpre seus deveres são nada menos que cúmplices desses crimes.

O artigo acima é o editorial principal do Haaretz, conforme publicado nos jornais em hebraico e inglês em Israel.

A ong BREAKING THE SILENCE (Rompendo o Silêncio) apresenta testemunhos e filmes de soldados israelenses patriotas que se recusam a admitir práticas ilegais e/ou antiéticas que presenciam. Leia o texto abaixo e ASSISTA outras violências cometidas.

“UMA MILÍCIA ARMADA SEM SUPERVISÃO”

Na semana passada, a agência de notícias israelense Ynet publicou o testemunho arrepiante de um soldado da IDF que expôs o papel do exército no terror que se desenrola na Cisjordânia ocupada, durante a colheita da azeitona e em geral. Aqui estão alguns trechos de seu relato:

“O que vi foi que, na melhor das hipóteses, o exército não faz nada diante da violência dos manifestantes judeus e, na pior das hipóteses, há soldados que participam disso […] Nunca vi colonos sendo detidos depois de invadir uma aldeia palestina ou atacar palestinos.”

“Estou falando de quebrar bebedouros para rebanhos, destruir casas e propriedades, explodir aquecedores de água, destruir edifícios, danificar árvores. E nós […] apenas ficamos de lado.”

“A cada poucas horas há um relatório de […] confrontos violentos. Então você chega a um olival palestino […] você vê um grupo de colonos: alguns armados com pistolas e armas longas, alguns com porretes, sentados dentro do bosque, […] não deixando os árabes colherem.

“A solução mais fácil é emitir uma ‘zona militar fechada’, o que significa que tanto os palestinos quanto os colonos devem sair. Na prática, isso acaba com a colheita.”

“[…] Eu pessoalmente testemunhei um caso em que um colono carregou as ovelhas de um palestino em seu caminhão e as roubou. Nunca detivemos ninguém e nunca tentamos impedi-lo. Eu vi esses ataques quase todos os dias. Vi atos insanos de vandalismo por parte de colonos […]”

“Ninguém nunca se preocupou em nos explicar que tínhamos permissão para deter israelenses. O entendimento era que estávamos lá para proteger os colonos e que nossa autoridade se aplicava apenas aos palestinos.

“As ‘Unidades Regionais de Defesa’ [unidades geralmente compostas por colonos locais sob comando do exército] decidem o que fazer, e é isso. Você não tem controle. Nossos oficiais viram e fecham os olhos. Eles tiveram total apoio do comando da brigada.

“Ficou claro que os colonos tinham liberdade para fazer o que quisessem […] É uma milícia armada sem supervisão. Ninguém se atreveu a dizer que o que eles estavam fazendo era errado. Eles eram os verdadeiros chefes no terreno, os soberanos.

“Também havia boas relações entre os soldados do batalhão e os membros da Unidade Regional de Defesa. Eles cuidaram de nós – nos deram cantos quentes [lugares para relaxar] nos assentamentos, nos convidaram para churrascos […]”

“É essa atmosfera de camaradagem que se transforma em uma espécie de amizade. Então, quando você vê um comportamento errado, você olha para o outro lado. Você não se sente confortável em dizer nada.”

Este testemunho, juntamente com inúmeros vídeos e relatos de palestinos e ativistas, mostra um sistema em que as FDI, o Estado e as milícias de colonos trabalham lado a lado para limpar etnicamente as comunidades na Cisjordânia Ocupada.

NÃO AO GOVERNO DE FASCISTAS !


LIVE: Israeli Settlers Set Fire to West Bank Mosque Amid Surge in Attacks | UN Warns | N18G

Israeli settlers set fire to a mosque in the West Bank on Thursday (November 13) and sprayed slogans on its walls, Palestinian residents said. Charred walls and broken windows could be seen inside the mosque, while on the exterior of the mosque, the slogans read: “Wreak vengeance on His foes,” “We are not afraid of Avi Blot” (commander of the Central Command, who yesterday strongly condemned the acts of Jewish terrorism), and “Continue to condemn.”

13/11/2025 (first post/associated press)
COLONOS TERRORISTAS ATACAM ALDEIA PALESTINA DE SALFIT E ATEIAM FOGO A MESQUITA
> MAIS UM CRIME IMPUNE ?
> ATÉ QUANDO ?

“Ele mirou na minha cabeça deliberadamente”, diz o ativista político, escritor e artista Oded Yedaya. “Sim, definitivamente, talvez tenha chegado o momento em que os colonos estão tentando matar judeus.”

Familiares de Ayssam Ma’ala, que morreu após ser atingido por gás lacrimogêneo disparado por soldados, visitaram seu túmulo na cidade de Beita, na Cisjordânia, na quarta-feira. Crédito…Afif Amireh para o The New York Times


Um mês sangrento na colheita de azeitonas na Cisjordânia resulta na morte de um menino.

Os palestinos vêem a violência, e a sua tolerância por parte das autoridades israelenses de direita, como parte de uma campanha mais ampla para os perseguir e tornar a vida tão insuportável que os levará a abandonar as suas aldeias.

David M. Halbfinger

Por David M. Halbfinger |
New York Times | 14/11/2025 | tradução Amigos Brasileiros do PAZ AGORA

  • Reportagem de Beita, Cisjordânia.

Ayssam Ma’ala, um aluno alegre e despreocupado do oitavo ano, acabara de estender lonas para colher azeitonas maduras na cidade de Beita, na Cisjordânia. Era 11 de outubro, o primeiro sábado da colheita, tradicionalmente o ponto alto do ano.

No dia anterior, sua família havia sido expulsa de outro bosque por colonos extremistas que os atacaram, segundo testemunhas, em um episódio que se tornou comum na Cisjordânia. Então, no sábado, eles escolheram o que parecia ser um lugar mais seguro. Não havia colonos à vista. Ayssam, de 13 anos, disse à mãe para descansar na sombra, que “ele cuidaria de tudo”.

Testemunhas disseram que soldados israelenses saíram de um veículo militar a algumas centenas de metros de distância e começaram a disparar gás lacrimogêneo. Preso em uma nuvem de gás proveniente de três cartuchos, e sem conseguir respirar, Ayssam desmaiou.

Após quatro semanas em coma, Ayssam morreu na terça-feira. Ele se tornou a primeira vítima fatal em uma colheita de azeitonas particularmente violenta. Palestinos e ativistas — palestinos, israelenses e ocidentais — afirmam que grupos de colonos mascarados têm atacado rotineiramente moradores de vilarejos palestinos. Os agressores, dizem eles, são encorajados pela permissividade das forças policiais e pelas tropas que raramente intervêm para deter extremistas judeus.

Meirav Cohen, deputada ao partido Yesh Atid, afirmou com clareza: “UM TERRORISTA COM ‘TZITZIT’ (indumentária religiosa) AINDA É UM TERRORISTA”.

Comentários estão fechados.