Ressaca da guerra e descrença política jogam Israel à direita
Eleição borra diferenças entre líderes; pesquisas dão vitória a ex-premiê Netanyahu. Obama é única esperança da esquerda para um acordo com palestinos…
Eleição borra diferenças entre líderes; pesquisas dão vitória a ex-premiê Netanyahu. Obama é única esperança da esquerda para um acordo com palestinos…
Qualquer negociação futura sobre a paz entre israelenses e palestinos que acontecer em uma época na qual o Hamas tem influência direta e formal na posição palestina, provavelmente será mais difícil do que no passado. O Hamas rejeitará assinar um acordo de fim do conflito que formalize o reconhecimento palestino de Israel como Estado judeu, optando em seu lugar por algum tipo de trégua de longo prazo.
A realidade exige rápida mudança, pois na medida em que os colonos judeus estão determinando a agenda do governo israelense e os palestinos apenas estão reagindo ao que Israel está fazendo, os povos dos dois lados irão sofrer e a prisão palestina irá tornar-se mais agudizada.
A retórica do Hamas agora relembra muito da retórica da Fatah quando esta era tratada pelos poderes legítimos como um grupo terrorista ilegal. A Fatah trabalhou com sucesso sua mudança. Foi reconhecida e incluída no sistema em troca de fazer política dentro dos parâmetros da legalidade internacional.
Qual o caminho para a esquerda? Muitos desistiram das grandes respostas, para optar por causas pontuais: ecologia, direitos de minorias, feminismo. Outros, continuam comprometidos com a transformação de nosso mundo…
“O assunto do momento é a pobreza em Israel. Até 1977, Israel era um dos países mais igualitários do mundo. O Likud, que tinha a imagem de representar os pobres contra os bem servidos e os corruptos, ampliou as diferenças sociais, algo que todos os governos de esquerda eleitos nos 27 anos anteriores haviam, com sucesso, evitado…”