YOSSI BEILIN | 30 anos depois dos Acordos de Oslo, Israel ainda tem um parceiro

YOSSI BEILIN –
A ESTRADA DE OSLO NÃO ACABOU!

O reconhecimento histórico entre os movimentos nacionais judaico e palestino, após anos de busca por alternativas (prefeitos, associações de aldeias e palestinos não-OLP, por um lado, e israelenses não-sionistas, por outro), foi a verdadeira reviravolta para os Acordos de Oslo.

Os críticos de Oslo tendem a esquecer que as portas do inferno para o terrorismo foram abertas em fevereiro de 1994 por Baruch Goldstein que assassinou 29 fiéis muçulmanos na Caverna dos Patriarcas. 40 dias depois, no final dos dias de luto muçulmano, o terrorismo suicida explodiu em Hadera e Afula.

Os críticos de Oslo não vêem qualquer ligação entre a provocação de Ariel Sharon no Monte do Templo, em Setembro de 2000, e a Intifada que eclodiu no dia seguinte.

Só aqueles que não querem um acordo e não compreendem a sua importância continuarão a afirmar repetidamente que os litígios são impossíveis de resolver e que não há parceiro. 

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A SOLUÇÃO JUSTA para o conflito é ainda a de DOIS ESTADOS

Opções confederativas não são uma solução desejável. Mesmo que teoricamente possível, este bolo não é apenas imoral, mas provavelmente ilegal.

Não há confiança suficiente entre os lados, nem sequer há interesses comuns suficientes para permitir tal Confederação.

Praticamente o mundo inteiro, incluindo os Estados Unidos, ainda acredita em uma Solução de Dois Estados.

Quando o pensamento de um Estado está fora de sincronia com o resto do mundo, me parece pouco sábio manter o isolamento.

O que estou buscando é um acordo justo – um que possa ser implementado de forma justa e equitativa, que possa ser uma fonte de orgulho para ambos os lados do conflito e permitir que ambos permaneçam de pé.

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Avraham Burg – um judeu protestante

Avraham Burg

Avraham Burg conta sua história pessoal e, através dela, a história de Israel. O judaísmo ‘Yeke’ de seu pai revela-se um tesouro oculto de valores universais, que leva a uma alternativa ao sionismo religioso que prevalece atualmente.

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