Categoria: Processo de paz
Diálogo | Para onde vão os palestinos e os israelenses ?
Agora que terminou o longo monopólio de poder de Netanyahu, que em 12 anos não deu uma chance para negociar a paz, está na hora de reativar o diálogo e recolocar na mesa os importantes avanços já conquistados.
“Se um acordo de paz inspiraro no Acordo de Genebra fosse apresentado por Israel e respondesse a todos os pontos apresentados pelos palestinos — um acordo que antigas autoridades da Autoridade Palestina já tivessem formalmente assinados com os israelenses (por acaso, eu estava lá) — isto seria aceito hoje pelos palestinos?”
Pode a Esperança Sobreviver à Última ‘Rodada’ Israel-Gaza?
Marcha em Jerusalém Oriental pretende impedir a mudança de governo
A decisão de Bennett de sacar Netanyahu é o primeiro passo para a sanidade de Israel
POSIÇÃO DO PAZ AGORA|BR: A “Coalizão da Mudança” deverá se consolidar nas próximas horas ou dias, para finalmente tirar Netanyahu do poder em Israel.
Só este fato significaria o prenúncio significativo do avanço da democracia israelense.
Mas ainda não se avista um céu de brigadeiro à frente. A coligação reuniria partidos da esquerda à direita, muitas vezes antagônicos, o que tornaria impraticável a tomada de decisões fundamentais para o país, particularmente no tocante à Ocupação e o Processo de Paz com os palestinos.
A chefia do governo seria feita de forma rotativa, sendo que no 1º período caberia a Naftali Bennett e o 2º a Yair Lapid.
Note-se que Bennett é lider do partido Yamina [literalmente, ‘à direita’] e sempre defendeu a expansão ilegal da Ocupação, enquanto Lapid defende uma Paz com os palestinos que mantenha Jerusalém unificada como parte de Israel.
Uma efetiva mudança dependerá de uma permanente negociação dos termo da coalizão.
Daniel Douek e Salem Nasser dialogam sobre o conflito Israel/Palestina
Bibi finalmente está fora?
Ibtisam Maraana | Hora de Reconciliação
Lehavá, Linchamentos e a Lei do Estado-Nação
Durante anos, Netanyahu se opôs à lei do Estado-Nação. Ele frustrou sua aprovação repetidamente antes de concluir que, para permanecer no poder, ele tinha que aumentar o ódio entre judeus e árabes. A lei em si é um reflexo da realidade atual: especifica que os judeus são os mestres e os cidadãos árabes de Israel são subjugados a eles, como cidadãos de segunda classe; rebaixa o árabe de uma língua oficial do Estado para ter “status especial”; diz aos árabes israelenses que eles não são iguais e nunca serão iguais.
Netanyahu faz seus eleitores esquecerem que ele está destruindo o Estado e lentamente tornando-o uma ditadura.








