Novo governo de Israel liderado por Netanyahu acirra disputa de judeus contra judeus

O sonho dos fundadores de Israel era um Estado liberal, judaico (no sentido nacional do termo) e democrático.

Netanyahu quer se livrar de processos criminais por corrupção. Os ultraortodoxos desejam tornar o Estado mais dominado por uma versão intolerante da religião, e a extrema direita quer o controle e colonização total da Cisjordânia negando direitos básicos aos palestinos.

Agora, judeus liberais, progressistas, seculares, religiosos não ortodoxos, feministas e pessoas LGBTQIA+ são taxados pelo novo governo como inimigos do Estado e do próprio judaísmo.

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Por que o (provável) novo governo é a maior crise existencial de Israel

Preparativos da nova coalizão indicam uma mudança de regime político, ofendendo a democracia.

Sem um realinhamento de seus valores fundamentais de igualdade, equidade e liberdade para todos os seus cidadãos, juntamente com suas aspirações de paz com seus vizinhos enraizados em sua herança judaica, conforme incorporado na Declaração de Independência, Israel pode perder sua própria essência.

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Começo de uma Nova Intifada ?

Avanço da Radicalização :

Em pesquisa recém realizada, 71% dos entrevistados afirmaram que os terroristas condenados por assassinar israelenses devem ser executados (63% em 2018).

55% apoiam a morte de um terrorista neutralizado no chão (37% na pesquisa anterior). Quase metade dos entrevistados.

Os extremistas dos dois lados se retroalimentam, ditando um futuro sombrio.

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Urgente: Plano de Novo Assentamento em E2 e a Questão da Alocação de Terras na Cisjordânia

99,76% das ‘terras do Estado’ alocadas na Cisjordânia ocupada o foram para as necessidades dos assentamentos israelenses.

Aos palestinos foram alocados apenas 0,24% .

O Supremo deve julgar nos próximos dias o direito de Israel construir novos assentamentos em área que impediria a contiguidade entre Jerusalém e partes da Cisjordânia Ocupada.

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Bnei Akiva, Quo Vadis ?

Bnei Akiva - Hungria pré Holocausto

Antes de 1967, era comum membros do Bnei Akiva – cujos ideais gêmeos (observância religiosa e trabalho na terra) – fizessem aliá para um kibutz religioso onde pudessem perceber os valores do socialismo.

Mas, hoje em dia, é muito mais comum mudarem para assentamentos da Cisjordânia.

Na nova geração, o socialismo, com suas conotações esquerdistas, é muitas vezes considerado um palavrão.

A sigla ‘Sionismo Religioso” sequestrou para a extrema-direita o eleitorado de religiosos sionistas de vários matizes,

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