Categoria: Democracia
1. Solução para a causa palestina não é a eliminação de Israel
SOLUÇÃO PARA PALESTINA NÃO É ELIMINAÇÃO DE ISRAEL
Termos que comunicam através do ódio e constroem muros bem altos parecem estar em voga
Mas quem é contra a existência do Estado de Israel, como se tem ouvido aqui e acolá, e que se alinha ao brado do Hamas de “Palestina do rio ao mar”, precisa explicar então o que sugere fazer com os milhões de judeus que habitam a região. Pois, por lógica dedutiva, só haveria duas opções: expulsão ou eliminação.
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A UN Women, braço da ONU dedicado ao empoderamento feminino tem documentado amplamente o impacto do conflito sobre mulheres e palestinas. Nem uma linha sobre as vitimadas pelo Hamas…
Judeus da diáspora são reféns do comportamento de Israel
Quando o governo de Israel gera antissemitismo…
Os judeus da diáspora aprenderam da maneira mais difícil que, qualquer que seja a sua filiação ou política, tornam-se um saco de pancadas para os duros críticos das ações de Israel, com incitamento que descamba para o antissemitismo
O Israel “oficial” está de fato convencido de que a solução sionista é a única solução para o chamado “problema judaico” – antissemitismo, privação de direitos e identidades conflitantes do povo judeu ao longo da história – e, portanto, designa Israel como o representante oficial e exclusivo do povo judeu
O que Breno Altman esconde
Breno Altmans não citou em seu artigo que prega abertamente a liquidação de Israel
Omite ainda o mandamento genocida do Hamas de que o Dia do Julgamento não virá até que muçulmanos lutem com judeus e os matem.
Quando Lula começa a acentuar o discurso, que, repito, não é antissemita, pessoas que não têm o perfeito entendimento da situação começam a ter um ódio não só de Israel, mas também dos judeus”, afirma Lottenberg.
O Brasil tem bons canais com o Irã, e também com os países ocidentais e árabes. Pode ser o melhor interlocutor na busca pela paz”
Genocídio em GAZA ?
DANIEL GOLOVATY:
Características distintivas de Genocídio: Intenção de extermínio, total ou parcial, de um povo. Intenção esta, necessariamente, seguida de uma prática sistemática de extermínio. Prática sistemática esta que, por sua vez, produziria o extermínio propriamente dito em sua amplitude.
Este antissionismo, é típico do discurso de certa esquerda, dita “antiimperialista”, uma esquerda que transformou seu antiimperialismo em uma verdadeira cosmovisão de tipo maniqueísta e — como todo maniqueísmo — calcada no ódio ao Inimigo absoluto
O surgimento e o fortalecimento do Hamás foi a maior tragédia que poderia ter acontecido para a causa palestina. Com efeito, o Hamás é tão avesso quanto à extrema-direita israelense à criação de um Estado Palestino, coexistindo em paz com o Estado de Israel.
A única solução aceitável para o conflito israelense-palestino passa pela criação de um Estado Palestino viável, ao lado do Estado de Israel. Uma condição indispensável para que isso ocorra é que, assim como aconteceu na Primeira Intifada, a mensagem da resistência palestina para os israelenses seja a de coexistência pacífica, para que democratas judeus e palestinos possam se unir.
Tal união também seria fundamental nas respectivas diásporas. A mensagem de aniquilação dos judeus israelenses sustentada pelo Eixo Irã-Hezbollah-Hamás, bem como por seus “amigos na esquerda mundial”, constitui justamente o oposto disso e, assim, milita contra os interesses de uma paz justa e, portanto, também contra os interesses legítimos do próprio povo palestino, que no momento constitui o elo mais fraco desse conflito.
Não, Lula! Israel não é terrorista!
MILTON BLAY:
O ´presidente Lula abandonou o equilíbrio e neutralidade da política externa de seu governo ao comparar Israel com o Hamas. Referiu-se novamente à barbárie longamente planejada e executada pelo Hamas, com uma crueldade raramente vista, como ato terrorista, para depois acrescentar: “Israel também está cometendo vários atos de terrorismo”.
Um chefe de Estado que tem a pretensão de ser um líder mundial e pesar nas grandes resoluções, não tem o direito de confundir supostos crimes de guerra com terrorismo.
JUDAÍSMO DIASPÓRICO E JUDAÍSMO ISRAELENSE (Bernardo Sorj) – parte III | no Brasil
III -JUDAÍSMO NO BRASIL
O judaísmo em nossa região é um judaísmo periférico, isto é, com pouca autonomia cultural, associado a uma baixa, e decrescente, densidade demográfica..
do judaísmo americano recebemos a influência religiosa –do movimento conservador, do reformista e dos Lubavitch. Este último modificou o panorama do judaísmo ortodoxo tradicional, trazendo técnicas de proselitismo inovadoras, e se transformou na principal referência do judaísmo religioso ortodoxo.
As correntes reformistas e conservadoras, passaram a concentrar o maior número de afiliados.
De Israel veio a influência política nas instituições representativas da comunidade, que passaram a ter na sua defesa uma de suas principais missões, e penetrou nas escolas judaicas através da utilização do hebraico como matéria obrigatória e em geral a utilização de símbolos, narrativas e o ensino do hebraico.
Editorial Folha de SP | DOIS ESTADOS
FOLHA DE SP:
Os massacres, estupros e sequestros promovidos pelos terroristas do Hamas em 7 de outubro deste 2023 e a retaliação assoberbante de Israel representam o ápice do ciclo de radicalização entre extremistas.
As atenções estratégicas dos países comprometidos com a paz, como defende esta Folha, precisam estar voltadas para o restabelecimento tempestivo de canais de negociação que possam concretizar a Solução de Dois Estados.
MILTON BLAY:
Netanyahu fortaleceu deliberadamente o Hamas e debilitou a Autoridade Palestina, com o único objetivo de impedir qualquer negociação que abrisse caminho para a partilha em Dois Estados.
Ao fim dessa guerra irá para a prisão, não [só] mais por corrupção, mas por crime político.
> LEIA MAIS >
Como a sociedade alemã responde à guerra entre Israel e Hamas?…
Mesmo aqui na Alemanha paira a ideia de que todos os judeus e árabes a priori se odeiam.
A receptividade de meu discurso foi muito positiva e um trabalho conjunto inter-religioso foi semeado depois da manifestação.
Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/opiniao/como-a-sociedade-alema-responde-a-guerra-entre-israel-e-hamas/)
A Esquerda e Israel
A ESQUERDA E ISRAEL
Paulo Blank:
Em 68 enviei uma carta ao Paulo Francis dizendo que ele fora preconceituoso num artigo sobre Israel e a questão palestina. Chamei o sionismo de Movimento de Libertação Nacional do Povo Judeu. Ele não gostou. Citei autores árabes para provar que, em se tratando de Oriente Médio, só a paz seria revolucionária…
CELSO ROCHA DE BARROS:
O Kibutz Be’Eri, atacado pelo Hamas na última semana de maneira brutal e covarde, foi fundado por jovens socialistas. Eram membros do movimento HaNoar HaOved VeHaLomed, a “Juventude Estudantil e Trabalhadora”, do qual Paul Singer era membro…
a maior parte da esquerda internacional defende a Solução de Dois Estados. É a posição do PT. Trabalhistas israelenses e Fatah palestina (o grupo mais forte dentro da OLP) chegaram a conviver na Internacional Socialista por um breve período na década passada.



